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Críticas

Sword Art Online: Hollow Fragment tem exploração, pancadaria e harém

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A batalha final contra o principal vilão de Aincrad estava chegando ao fim. Apesar de ainda estarem no 75º andar, e não no 100º, o vilão deixou claro que o pesadelo poderia acabar ali mesmo. Para isso, bastaria derrotá-lo. E assim Kirito o fez. O vilão desapareceu, mas o jogo não terminou. Todos ainda estavam presos em Sword Art Online, e acabaram aceitando que precisariam mesmo completar todos os 100 andares para voltarem para o mundo real.

Se você acompanha o anime/mangá Sword Art Online, provavelmente percebeu que tem algo de “errado” no parágrafo acima. Não é para menos: Sword Art Online: Hollow Fragment conta uma história alternativa ao fim do primeiro arco das aventuras de Kirito e seus amigos. E isso é legal, pois só assim podemos saber o que aconteceria se a aventura prosseguisse do 76º andar da torre de Aincrad em diante.

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Uma explicação rápida sobre Hollow Fragment. Clique para ampliar

Entre muitas sequências de diálogo, bastantes declarações de amor veladas e diversos encontros com as gatinhas do grupo (afinal, kirito parece ter seu próprio harém), Hollow Fragment oferece bastante ação em dois modos diferentes: subindo a torre de Aincrad rumo ao 100º andar e explorando uma nova localidade recém descoberta, a Hollow Area.

Para avançar na história, é necessário subir andar por andar, explorando o território até encontrar a sala do chefão. Nesse meio tempo, você precisa seguir derrotando dezenas de inimigos e completando quests. Essas missões são de imensa importância, visto que somente ao completá-las você recebe informações cruciais sobre os bosses de cada andar.

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Os chefões da Hollow Area são muito mais poderosos que os de Aincrad

Apesar de a trama principal se desenrolar enquanto você sobre andar por andar, a maior graça de SAO Hollow Fragment está na Hollow Area. Além de ter uma história paralela bem bacana, essa nova área é composta de um imenso mundo-quase-aberto cheio de inimigos muito mais poderosos. É possível encontrar equipamentos fortíssimos que dão uma ajuda e tanto na hora de derrotar aquele boss mais chato, então é altamente recomendado que você dê uma volta pela Hollow Area com certa frequência.

 

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Hollow Area, o perigoso território proibido

SAO Hollow Fragment é praticamente um jogo dois-em-um: metade é um remake de Sword Art Online: Infinity Moment, para PSP, e a outra metade é uma trama totalmente inédita que se passa no novo território conhecido como Hollow Area. O lugar era uma área restrita, à qual os jogadores não deveriam ter acesso. Mas, devido a um bug no sistema, a Hollow Area acabou se tornando acessível para alguns players — incluindo aí o nosso protagonista, Kirito.

Ao explorar o novo terrítório, é bom tomar muito cuidado e ter um bom equipamento, porque os inimigos costumam ser bem mais fortes do que os de Aincrad. O lugar é muito bom para ganhar experiência e subir de nível mais rápido, mas por outro lado não vai ser incomum morrer para grupos de inimigos poderosos ou pelas mãos de um chefão super forte.

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Sword Art Online: Hollow Fragment traz um esquema de combate semi-automático: quando iniciada a batalha, Kirito desfere sequências de golpes fracos sem parar. É possível, porém, causar um pouco mais de dano pressionando o botão de ataque, consequentemente gastando um pouco da barra de Burst. Aliás, diversas ações durante as batalhas dependem dessa barra, como a esquiva e alguns combos.

Conforme os inimigos vão focando a atenção em você, uma barra de “risco” vai aumentando. Quanto maior o risco, mais devagar sua barra de Burst vai encher. Daí, a melhor maneira de zerar o risco e se livrar um pouco dos ataques é efetuar o switch, uma ação na qual seu parceiro muda de lugar com você e assume a dianteira nos ataques, te dando tempo para se curar e usar poções ou skills de suporte.

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Manter a barra de risco baixa é a melhor estratégia para garantir um melhor uso do Burst

Infelizmente, Hollow Fragment peca em diversos detalhes. O próprio combate, por exemplo, pode ser um grande desencorajador: além de monótono, não é necessária muita estratégia para derrotar seus inimigos. Mesmo os bosses de Aincrad, que em teoria deveriam ser super difíceis, podem ser facilmente destroçados apenas com força bruta (tirando toda a lógica das quests para coletar informações para essas batalhas mais importantes).

 

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“Sword Art Offline”

Por mais que o jogo adapte a história de um anime que, por sua vez, conta a história de uma galera presa a um jogo online, Sword Art Online: Hollow Fragment só conta com multiplayer local via ad hoc. Pois é, nada de modo online. Irônico, não?

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Outro ponto negativo do jogo é a forma como os DLCs são baixados: em vez os itens serem agrupados em um pacote, cada um deles é baixado e instalado individualmente no seu portátil. Isso seria bacana se o download deles também fosse separado na PSN, mas na realidade você clica para baixar um pacote eo Vita baixa arquivo por arquivo. Essa reclamação pode parecer bobagem, mas experimente ter de baixar o mesmo pack três vezes por conta de um único item “defeituoso”.

Mas o pior problema do jogo é realmente sua tradução. Em um game repleto de diálogos, não entender completamente o que os personagens querem dizer é bastante ruim. Principalmente quando alguns elementos do jogo dependem diretamente da conversa entre eles. Por exemplo, durante os encontros (sim, você pode sair “sair em encontros”) você precisa conversar com sua companheira. Ela te diz uma ou outra coisa, e dependendo da sua resposta o relacionamento pode dar um passo adiante ou permanecer na mesma. Chega a ser hilário tentar decifrar algumas conversas. Faltou revisão (e um bom tradutor).

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Boa sorte tentando entender esses fragmentos de conversa…

Porém, o jogo ganha muitos pontos por tentar adaptar a série para os videogames. Afinal, Sword Art Online: Hollow Fragment adapta o desenho, que adapta o mangá que conta uma história passada em um MMORPG de realidade virtual (ufa!). É um trabalho ingrato, mas que a equipe da Bandai Namco conseguiu realizar de maneira satisfatória. É bem legal ver os menus aparecendo na frente dos personagens, por exemplo, e abrir seu inventário e ver itens importantes mostrados no desenho.

 

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Querido por muitos, desejado por todos

Seguindo os passos do anime, SAO Hollow Fragment conta com um verdadeiro harém à disposição do jogador. São diversas meninas (e um menino) disponíveis para Kirito interagir e se relacionar. Se tudo der certo, é possível até mesmo levá-los para a cama — mas só pra dormir, seu mente poluída.

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Apesar dos defeitos, Sword Art Online Hollow Fragment é um jogo legal, capaz de entreter por horas a fio. Um patch consertando a tradução e um modo multiplayer online elevariam bastante a nota final dessa análise, principalmente se levarmos em conta que a ideia da Bandai Namco é apresentar uma experiência bacana, imersiva e viciante — e eles chegaram bem perto de conseguir. Quem sabe no próximo jogo de SAO eles não acertam a mão e sai algo ainda mais legal?

É claro que o game tem muito mais relevância se você for fã da série, mas é possível aproveitar e explorar Aincrad e a Hollow Area mesmo se o título for seu primeiro contato com as aventuras de Kirito.

 

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Sword Art Online: Hollow Fragment – Nota: 3/5

Desenvolvedora: Bandai Namco
Plataforma: PlayStation Vita

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Gosta de cachorros, pizza e pipoca. Já foi fanboy da Nintendo e da Sony, mas hoje joga qualquer coisa. Já colaborou em sites e revistas como GameBlast, Nintendo World, Herói e Portal Pop, mas hoje se dedica exclusivamente ao PlayReplay.

Anime

Rebuild of Evangelion: 2.0 You Can (Not) Advance: Um Teto Não Familiar

Mudanças e nostalgia se misturam em um longa digno do legado de Eva

Publicado

em

Após “rebootar” a franquia Evangelion de forma bem segura em Rebuild of Evangelion: 1.0 You Are (Not) Alone) — confira nosso review do filme clicando aqui —, Hideki Anno aproveitou o segundo longa, Evangelion: 2.0 You Can (Not) Advance (ヱヴァンゲリヲン新劇場版: 破 ), para fazer o que faz de melhor: surpreender os fãs do anime!


Veja também:


Como explicado na análise do filme anterior, o primeiro filme da linha Rebuild serviu para reapresentar ao mundo os conceitos, temas e personagens da série original de anime e mangá. De forma bem segura (talvez até segura demais), o longa passeia pelos eventos dos seis primeiros episódios da série sem maiores alterações, fora meia dúzia de acréscimos ou releituras.

Já no segundo filme, lançado em 2009, as coisas ficam um pouco mais complicadas: ao invés de se limitar a filmar passo a passo o anime com a maior fidelidade possível, desta vez praticamente tudo foi ou reimaginado totalmente, ou recontado de uma forma que apenas lembra de leve a série original.

Temos anjos novos, mais mudanças em sua numeração, e até uma nova piloto misteriosa de Eva, a Mari Illustrious Makinami, a Quarta Criança! Só isso já seria o bastante para provar que a linha Rebuild estava mais do que disposta a sair da zona de conforto, mas as mudanças não pararam por aí.

Kaji, por exemplo, tem um papel bem reduzido em relação ao anime original, e praticamente toda a paixão platônica que Asuka sentia por ele é totalmente ignorada desta vez. A própria Asuka parece um pouco menos arisca, chegando ao ponto de cozinhar para o Shinji em casa! Isso, claro, só depois de brigar com a Rei na famosa cena do elevador, que também tem um desfecho diferente por aqui. Compare:

Longe de ser uma aberração, mudanças assim viraram regra: em quase todas as ocasiões em que voltamos a uma cena bem conhecida, há um detalhe diferente em tela, ou mesmo uma radical alteração do material original. Como o próprio Shinji sentiu na pele, é quase como acordar em uma nova cama e vislumbrar um teto não familiar!

Isso só aumenta a força das teorias de que o primeiro filme dos Rebuild era apenas uma grande pegadinha: você começa a ver a nova série achando que vai ser tudo igual ao que conhecia mas, bem quando se acostuma com a ideia, Anno e sua equipe chegam e puxam seu tapete violentamente!

Isso se provaria uma ideia ainda mais controversa no filme seguinte (linkaremos o seu review aqui posteriormente para sua conveniência) mas, ao menos até a parte 2.0, a maioria dos fãs ainda estava a bordo das atualizações e mudanças, dado que o rumo da história ainda parecia razoavelmente próximo ao material original. Só que, particularmente, quanto mais o segundo Rebuild se distanciava da fonte original, mais eu gostava. Afinal, a série clássica sempre vai estar lá disponível para a gente, do jeitinho que foi feita, para toda a eternidade! Se é para fazer filmes novos, eu quero mais é me deparar com novidades!

Adorei, por exemplo, a grande mudança na luta contra o Anjo Bardiel (antes 13º anjo, e agora o 9º): desta vez é Asuka quem fica presa dentro do Eva possuído! Eu amo o arco original, mas confesso que essa nova versão da luta me deixou mais nervoso e angustiado, até mesmo pela sacada brilhante da direção, que colocou uma música bem fofinha durante as partes mais brutais do combate, causando aquela inquietação esperta, do jeito que só um bom Eva sabe fazer!

Aliás, mais uma vez a trilha sonora merece todo o destaque e elogios! Shiro Sagisu novamente conseguiu misturar temas clássicos de nova roupagem com ótimas músicas inéditas, em um trabalho fenomenal. A animação também continuou evoluindo e oferece o melhor que estava disponível lá em 2009, misturando ótimo traço 2D com cenas em 3D por computador, que acabou envelhecendo surpreendentemente bem.

Diferente do primeiro Rebuild, que me deu um pouco de sono pelo seu foco excessivo em ação e na reciclagem de material antigo, o segundo Rebuild me deixou o tempo todo na ponta da cadeira, ansioso e empolgado por rever meus personagens queridos, e descobrir quais mudanças os aguardavam. Felizmente, ele é bem melhor sucedido em sua missão de recriar a comédia, ação, e até o “suspense e sedução” (como dizia o anúncio da saudosa Locomotion) da série original!

Claro que ainda há alguns problemas de ritmo e estrutura, e a própria Mari é quem melhor sintetiza isso, já que, depois da sua sólida apresentação, ela fica muito tempo sumida de tela. Sua reaparição não clica tão bem quanto deveria com o resto da trama, e acaba parecendo um pouco forçada — embora Mari até tenha um bom payoff de ação, ao assumir o Eva-02 para uma luta empolgante.

Entre os três filmes lançados até agora, Rebuild of Evangelion 2.0 é provavelmente o que vai agradar ao maior número de fãs das antigas, porque ele não tem tantas polêmicas, e a maioria de suas mudanças acertam em cheio o alvo, recriando um sentimento bastante familiar, mesmo com tanta coisa diferente ao seu redor.

Rebuild of Evangelion: 2.0 You Can (Not) Advance
9 Nota
0 Leitores (0 Notas)
Prós
  • MINHA ASUKA VOLTOU <3
  • Músicas incríveis
  • Ação voltou a ser
    inquietante
Contras
  • Puristas podem se irritar
  • Ritmo
    inconstante
  • Mari podia ser melhor explorada
Avaliação
Rebuild of Evangelion: 2.0 You Can (Not) Advance é um grande aprimoramento em relação ao primeiro Rebuild. Já ajuda bastante que ele não se limite a refilmar o passado, como fez seu antecessor. Misturar nostalgia com frequente inovação deixa os velhos fãs curiosos na maior parte do tempo, mas nem toda novidade funciona igualmente bem: Mari é legal, mas seu arco todo parece um pouco forçado. O bom uso da música, suspense e inquietação tornam esse filme um legítimo Eva!
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Críticas

Crawl | Escape das masmorras neste excelente multiplayer assimétrico

Enquanto você controla o herói, os seus amigos ficam no controle dos monstros ao seu redor.

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em

Existem quatro coisas sobre o Switch que não se pode negar: ele é um excelente lugar para jogos indies, ele foi feito para jogatinas rápidas, pixel art é linda na sua tela em modo portátil e ele é uma excelente plataforma para multiplayer local.

Muitos jogos atuais possuem essas características, mas elas são ainda mais evidentes em Crawl.

Originalmente lançado em 2014 na Steam, Crawl, como talvez você possa advinhar, trata-se de um dungeon crawler com elementos procedurais. A diferença aqui é que tanto os exploradores quanto os monstros da masmorra são controlados por jogadores (ou pelo computador, caso esteja jogando solo).

Empurrando a estética de uma maquina de fliperama desde sua tela inicial, Crawl opta por jogatinas rápidas e repetidas. A ideia aqui é que quatro jogadores competem para sair da tal masmorrana qual se encontram – mas somente um poderá sair de lá vivo.

Após o primeiro embate entre os jogadores – para definir o primeiro sobrevivente, cabe aos jogadores mortos assumirem o papel de fantasmas que podem incorporar objetos e armadilhas ou invocar monstros em círculos de magias arcanas para tentar derrotar o jogador humano. Quem acertar o golpe fatal recupera sua humanidade enquanto o recém-falecido assume a forma de fantasma.

Mas para escapar dessa masmorra não basta estar vivo. Você terá que coletar experiência o suficiente, chegar ao nível 10 e enfrentar um chefe gigante que também tem cada uma de suas três partes controladas pelos outros na partida.

Ainda assim, ficar no mundo dos vivos nem sempre é uma boa ideia, já que é na forma de fantasma, causando dano ao jogador vivo, que se adquire ouro para comprar melhores armas e habilidades – o que lhe oferecerá melhores chances de derrotar o chefão.

Alternar entre fantasma, humano e monstros é simples pelo fato do jogo manter o mesmo esquema de controle independentemente da entidade sendo controlada. “A” é seu ataque simples, “B” seu especial (que pode ser um ataque, invocação ou desvio de golpe) e o direcional lhe move.

A cada andar da masmorra o jogo balança os jogadores ao distribuir pontos que permitem tornar mais fortes os montros invocados através de uma árvore de upgrades. O balanceamento se dá através da distribuição dos pontos ser proporcional aos níveis adquiridos por seus rivais.

Desta forma, quem está em último recebe mais pontos para ter monstros mais fortes e, ultimamente, mais chances de derrotar o humano no próximo andar.

Um dos aspectos mais bacanas de Crawl é que existe uma certa progressão, apesar da abordagem arcade do jogo. Ao chegar em níveis mais profundos da masmorra, novos itens e monstros são desbloqueados para serem comprados e invocados, respectivamente. Com eles, novos desafios para um jogador são destravados.

Por todos os jogadores sempre estarem no mesmo cômodo da masmorra, Crawl também é uma excelete opção para se jogar em modo portátil com outros amigos, já que os pixels e cores primarias contra os cenários de tons terrosos são fáceis de se distinguir.

Com uma leve pegada Lovecraftiana em seu design e história (que até no multiplayer permite que “todos percam”), Crawl consegue intrigar e prender a atenção do jogador facilmente.

Também vale mencionar sua excelente direção artística em pixel art, que conta com uma paleta de cores limitada e com pixels relativamente grandes, mas que ganham vida através de animações detalhadíssimas.

Uma trilha sonora em chiptune empolgante e viciante eleva tudo a um outro nível, fazendo deste um excelente jogo para rápidas doses single-player ou horas de diversão e gritaria com amigos.

Crawl - Switch
9 Nota
10 Leitores (1 Nota)
Prós
  • Excelente direção artística
  • Ótimo como single e multiplayer
Contras
  • Alguns Easter Eggs foram retirados
Avaliação
Além de um estilo artístico incrível e uma ótima trilha sonora, Crawl oferece um tipo de conteúdo que funciona muito bem no single player e no modo cooperativo.
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Críticas

The Sexy Brutale | Reviver assassinatos nunca foi tão divertido

Reviva a mesma noite nesse adorável cassino enquanto tenta evitar assassinatos sem ser visto.

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em

Controlar o tempo já deixou de ser novidade nos jogos há muito tempo, seja controlando areias em jogos de ação como Prince of Persia, ou nos puzzles e pulos de Braid.

Mesmo que essa mecânica não seja nova, poucos jogos se dispõem a explorar a ideia de looping temporal; de reviver o mesmo dia várias vezes tal qual o filme Feitiço do Tempo, com Bill Murray.

Isto é, até The Sexy Brutale, que acaba sendo uma versão simultaneamente mais fofa e sinistra do famoso longa-metragem.

Acordando confuso na mansão do excêntrico Lucas Bondes, o jogador assume o comando de Lafcadio Boone, um dos diversos convidados de Lucas para um espetáculo que rapidamente se torna um show de horrores quando os funcionários da mansão decidem assassinar os seus hóspedes.   Para piorar a situação, Lafcadio está condenado a reviver as doze horas nas quais esse assassinatos ocorrem – até que ele consiga desvendar o que fomentou tais homicídios e salvar todos os convidados.

O que torna o jogo interessante é o fato de que Lafcadio não pode se comunicar – ou sequer estar no mesmo cômodo – que os demais residentes e funcionários, cabendo ao jogador espiar através de fechaduras e interagir com os objetos quando não há ninguem olhando.

É necessário descobrir o trajeto tanto da vítima quanto dos assassinos para entender como a morte ocorre e então revertê-la. É quase impossível salvar alguém de primeira, sendo necessassário coletar informações ou itens e, ao badalar da meia noite ou ao simples clique de um botão, reverter o horário até meio dia e prosseguir, com as novas informações em mãos, mais um passo rumo a impedir o assassinato.

Por mais que a ideia seja bem executada, infelizmente ela nunca atinge seu potencial. Os enigmas são claros o suficente para que não haja a confusão que ocorria nos jogos de aventura de antigamente, mas não complexos o bastante para que realmente desafie o jogador, exigindo apenas um ou três passos para que uma morte seja evitada.

Além disso, embora o estúdio Tequila Works se esforce para extender a longevidade do título com colecionáveis espalhados na mansão, em apenas poucas horas a história se acaba sem uma real sensação de aumento de dificuldade.

Infelizmente os mesmos problemas de lag, carregamento e travadas que permeavam RIME, o ultimo port da empresa pro Switch, também se apresentam aqui, ainda que de forma mais sutil.

Mas entre travamentos e enigmas fáceis, Sexy Brutale é uma experiencia única e divertidíssima de se jogar. Ele conta com uma direção artística excelente, uma mansão isométrica igualmente caricata e macabra (com bons tons de Luigi’s Mansion), uma história com reviroltas interessantes e tocantes e uma trilha sonora fenomenal.

The Sexy Brutale pode até não ser o mais complexo puzzle game do ano, mas certamente é um que fãs do gênero não podem deixar de experimentar.

The Sexy Brutale - Switch
7.5 Nota
0 Leitores (0 Notas)
Prós
  • Ótima trilha sonora
  • Reviravoltas interessantes
  • Boa direção artística
Contras
  • Puzzles são muito simples
  • Problemas de performance
Avaliação
The Sexy Brutale pode não ser muito complexo, mas vale a pena para os fãs de games de puzzle.
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