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Críticas

Table Top Racing é uma agradável surpresa sobre quatro (mini) rodas

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em

Poucos jogos conseguem se destacar em meio a tantas cópias e genéricos existentes hoje no mercado. Quando vi as primeiras informações sobre Table Top Racing não imaginei que o game seria uma bela exceção. O jogo é bem simples: aqui você controla carrinhos de brinquedo em corridas curtas, mas bastante acirradas, em pistas que à primeira vista parecem surreais e encantam pela inovação (principalmente se você, assim como eu, não jogou o clássico Micro Machines).

Table Top Racing apresenta um modo para um jogador bem sólido. A experiência em si não é muito variada, ficando quase sempre no feijão-com-arroz do “chegue em primeiro lugar!”, mas a graça mesmo está em uma outra variação oferecida a cada rodada dos campeonatos. Por exemplo, em algumas disputas é necessário correr atrás de um único outro carro a fim de colidir com o brinquedinho; em outras, é preciso não chegar em último a cada volta para não ser automaticamente eliminado.

Catalyst Vita PDEL-1001

Por falar em campeonatos, eles funcionam como a “campanha principal” de Table Top Racing. Existem quatro campeonatos diferentes, cada um com muitas rodadas — e cada rodada, por sua vez, conta com diversas disputas. O objetivo aqui é chegar em primeiro, claro, e caso você consiga entrar no pódio ao final da brincadeira, o jogo te recompensa com um novo carrinho em sua garagem.

Todos os carros são personalizáveis e podem ser aprimorados ao custo de algumas moedas de jogo. Elas são obtidas ao final das corridas, e você recebe mais moedas se conseguir a melhor colocação na disputa. Além dos quatro carros desbloqueáveis nos campeonatos, Table Top Racing ainda conta com mais de uma dezena de outros veículos que podem ser comprados com as moedas de jogo. Eles não são baratos, mas é possível ganhar muitas moedas em poucas horas de jogatina.

table-top-racing-playreplay-002

Para os mais apressados (ou para aqueles que têm uma graninha sobrando e não se importam em gastar com bens digitais), o jogo conta com um sistema de microtransações totalmente opcional. Ou seja, é possível dar uma acelerada no seu progresso obtendo carros melhores e seus respectivos upgrades mais rápido comprando moedas com dinheiro real, mas a própria desenvolvedora deixa claro que é possível obter todos os carros e aprimoramentos ao longo do jogo sem necessitar de gastar um tostão.

Table Top Racing conta com apenas oito pistas, mas todas muito bem elaboradas e dinâmicas. É muito bacana quando você tem seu primeiro contato com o jogo e se vê correndo entre saleiros, livros, maçãs e por aí vai. Afinal, a ideia do jogo é ter corridas rolando em cima da mesa, certo? O visual dos cenários impressiona, figurando facilmente entre os jogos mais belos do portátil. O que também ajuda bastante é o fato de o jogo rodar liso a 60 quadros por segundo.

table-top-racing-playreplay-003

É claro que nem tudo é perfeito, e algo que me incomodou bastante foram os controles. Talvez por estar acostumado a jogar títulos como Need for Speed e Mario Kart, esperava por algo que lembrasse alguma dessas séries. O problema dos controles de Table Top Racing, para mim, é justamente a sua simplicidade: ser fácil de jogar é bom, mas se prender quase que exclusivamente aos direcionais e ao botão de acelerar é um pouco chato.

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Para os nostálgicos de plantão

É possível alterar a câmera do jogo para que ela exibia uma visão da pista de cima para baixo, deixando o jogo ainda mais semelhante ao já citado Micro Machines. Para quem curtiu o título das antigas, pode ser uma boa brincar um pouco com essa configuração de câmera (que, por padrão, fica fixa na traseira da traseira do seu veículo).[/infobox]

Essa é para os nostálgicos de plantão: É possível alterar a câmera do jogo para que ela exibia uma visão da pista de cima para baixo, deixando o jogo ainda mais semelhante ao já citado Micro Machines. Para quem curtiu o título das antigas, pode ser uma boa brincar um pouco com essa configuração de câmera (que, por padrão, fica fixa na traseira da traseira do seu veículo).

Calma, o jogo usa sim outros botões do Vita. Os botões L e R utilizam os “especiais do jogo”. Enquanto o botão da esquerda permite utilizar o poder especial das rodas do seu carro (obtidas na sua oficina, na tela de seleção de veículos), o da direita utiliza o item equipado e coletado nas caixas espalhadas ao longo da pista no melhor estilo Mario Kart. Esses itens vão desde turbos na velocidade até pulsos eletro-magnéticos que diminuem temporariamente a velocidade dos adversários, passando por bombas para atrapalhar quem vem logo atrás e mísseis que podem ser lançados em direção ao carrinho à sua frente.

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Chegou ao final do ultimo campeonato e ainda quer mais Table Top Racing? É só selecionar o modo multiplayer e correr com amigos ou desconhecidos em redes locais ou pela internet. É possível criar salas de jogo, às quais você pode ajustar o nível do jogador (ou seja, se é uma sala para amadores ou para jogadores mais experientes) e selecionar em qual pista vai rolar a competição. O que senti falta nesse modo foi de uma maior variedade de possibilidades de escolha para quem entrar na sua sala (ou para você, caso entre na sala de alguém).

Mas, de qualquer forma, o modo para até quatro jogadores é até mais divertido do que o single-player justamente por oferecer corridas mais desafiantes — porque, convenhamos, é mais legal jogar contra outra pessoa do que contra a inteligência artificial.

Totalmente em português (caso o seu Vita esteja configurado em nosso idioma), Table Top Racing é, na verdade, um jogo lançado originalmente para celulares. Porém, a versão para PlayStation Vita funcionou tão bem que facilmente bate de frente com os demais títulos de corrida para o portátil. E, acredite, ele sai dessa disputa vitorioso.

 

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Table Top Racing — Nota: 4 / 5

Desenvolvimento: Playrise Digital
Plataformas: iOS, Android, PlayStation Vita
Plataforma utilizada na análise: PlayStation Vita[/infobox]

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Gosta de cachorros, pizza e pipoca. Já foi fanboy da Nintendo e da Sony, mas hoje joga qualquer coisa. Já colaborou em sites e revistas como GameBlast, Nintendo World, Herói e Portal Pop, mas hoje se dedica exclusivamente ao PlayReplay.

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Anime

Rebuild of Evangelion: 2.0 You Can (Not) Advance: Um Teto Não Familiar

Mudanças e nostalgia se misturam em um longa digno do legado de Eva

Publicado

em

Após “rebootar” a franquia Evangelion de forma bem segura em Rebuild of Evangelion: 1.0 You Are (Not) Alone) — confira nosso review do filme clicando aqui —, Hideki Anno aproveitou o segundo longa, Evangelion: 2.0 You Can (Not) Advance (ヱヴァンゲリヲン新劇場版: 破 ), para fazer o que faz de melhor: surpreender os fãs do anime!


Veja também:


Como explicado na análise do filme anterior, o primeiro filme da linha Rebuild serviu para reapresentar ao mundo os conceitos, temas e personagens da série original de anime e mangá. De forma bem segura (talvez até segura demais), o longa passeia pelos eventos dos seis primeiros episódios da série sem maiores alterações, fora meia dúzia de acréscimos ou releituras.

Já no segundo filme, lançado em 2009, as coisas ficam um pouco mais complicadas: ao invés de se limitar a filmar passo a passo o anime com a maior fidelidade possível, desta vez praticamente tudo foi ou reimaginado totalmente, ou recontado de uma forma que apenas lembra de leve a série original.

Temos anjos novos, mais mudanças em sua numeração, e até uma nova piloto misteriosa de Eva, a Mari Illustrious Makinami, a Quarta Criança! Só isso já seria o bastante para provar que a linha Rebuild estava mais do que disposta a sair da zona de conforto, mas as mudanças não pararam por aí.

Kaji, por exemplo, tem um papel bem reduzido em relação ao anime original, e praticamente toda a paixão platônica que Asuka sentia por ele é totalmente ignorada desta vez. A própria Asuka parece um pouco menos arisca, chegando ao ponto de cozinhar para o Shinji em casa! Isso, claro, só depois de brigar com a Rei na famosa cena do elevador, que também tem um desfecho diferente por aqui. Compare:

Longe de ser uma aberração, mudanças assim viraram regra: em quase todas as ocasiões em que voltamos a uma cena bem conhecida, há um detalhe diferente em tela, ou mesmo uma radical alteração do material original. Como o próprio Shinji sentiu na pele, é quase como acordar em uma nova cama e vislumbrar um teto não familiar!

Isso só aumenta a força das teorias de que o primeiro filme dos Rebuild era apenas uma grande pegadinha: você começa a ver a nova série achando que vai ser tudo igual ao que conhecia mas, bem quando se acostuma com a ideia, Anno e sua equipe chegam e puxam seu tapete violentamente!

Isso se provaria uma ideia ainda mais controversa no filme seguinte (linkaremos o seu review aqui posteriormente para sua conveniência) mas, ao menos até a parte 2.0, a maioria dos fãs ainda estava a bordo das atualizações e mudanças, dado que o rumo da história ainda parecia razoavelmente próximo ao material original. Só que, particularmente, quanto mais o segundo Rebuild se distanciava da fonte original, mais eu gostava. Afinal, a série clássica sempre vai estar lá disponível para a gente, do jeitinho que foi feita, para toda a eternidade! Se é para fazer filmes novos, eu quero mais é me deparar com novidades!

Adorei, por exemplo, a grande mudança na luta contra o Anjo Bardiel (antes 13º anjo, e agora o 9º): desta vez é Asuka quem fica presa dentro do Eva possuído! Eu amo o arco original, mas confesso que essa nova versão da luta me deixou mais nervoso e angustiado, até mesmo pela sacada brilhante da direção, que colocou uma música bem fofinha durante as partes mais brutais do combate, causando aquela inquietação esperta, do jeito que só um bom Eva sabe fazer!

Aliás, mais uma vez a trilha sonora merece todo o destaque e elogios! Shiro Sagisu novamente conseguiu misturar temas clássicos de nova roupagem com ótimas músicas inéditas, em um trabalho fenomenal. A animação também continuou evoluindo e oferece o melhor que estava disponível lá em 2009, misturando ótimo traço 2D com cenas em 3D por computador, que acabou envelhecendo surpreendentemente bem.

Diferente do primeiro Rebuild, que me deu um pouco de sono pelo seu foco excessivo em ação e na reciclagem de material antigo, o segundo Rebuild me deixou o tempo todo na ponta da cadeira, ansioso e empolgado por rever meus personagens queridos, e descobrir quais mudanças os aguardavam. Felizmente, ele é bem melhor sucedido em sua missão de recriar a comédia, ação, e até o “suspense e sedução” (como dizia o anúncio da saudosa Locomotion) da série original!

Claro que ainda há alguns problemas de ritmo e estrutura, e a própria Mari é quem melhor sintetiza isso, já que, depois da sua sólida apresentação, ela fica muito tempo sumida de tela. Sua reaparição não clica tão bem quanto deveria com o resto da trama, e acaba parecendo um pouco forçada — embora Mari até tenha um bom payoff de ação, ao assumir o Eva-02 para uma luta empolgante.

Entre os três filmes lançados até agora, Rebuild of Evangelion 2.0 é provavelmente o que vai agradar ao maior número de fãs das antigas, porque ele não tem tantas polêmicas, e a maioria de suas mudanças acertam em cheio o alvo, recriando um sentimento bastante familiar, mesmo com tanta coisa diferente ao seu redor.

Rebuild of Evangelion: 2.0 You Can (Not) Advance
9 Nota
0 Leitores (0 Notas)
Prós
  • MINHA ASUKA VOLTOU <3
  • Músicas incríveis
  • Ação voltou a ser
    inquietante
Contras
  • Puristas podem se irritar
  • Ritmo
    inconstante
  • Mari podia ser melhor explorada
Avaliação
Rebuild of Evangelion: 2.0 You Can (Not) Advance é um grande aprimoramento em relação ao primeiro Rebuild. Já ajuda bastante que ele não se limite a refilmar o passado, como fez seu antecessor. Misturar nostalgia com frequente inovação deixa os velhos fãs curiosos na maior parte do tempo, mas nem toda novidade funciona igualmente bem: Mari é legal, mas seu arco todo parece um pouco forçado. O bom uso da música, suspense e inquietação tornam esse filme um legítimo Eva!
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Críticas

Crawl | Escape das masmorras neste excelente multiplayer assimétrico

Enquanto você controla o herói, os seus amigos ficam no controle dos monstros ao seu redor.

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em

Existem quatro coisas sobre o Switch que não se pode negar: ele é um excelente lugar para jogos indies, ele foi feito para jogatinas rápidas, pixel art é linda na sua tela em modo portátil e ele é uma excelente plataforma para multiplayer local.

Muitos jogos atuais possuem essas características, mas elas são ainda mais evidentes em Crawl.

Originalmente lançado em 2014 na Steam, Crawl, como talvez você possa advinhar, trata-se de um dungeon crawler com elementos procedurais. A diferença aqui é que tanto os exploradores quanto os monstros da masmorra são controlados por jogadores (ou pelo computador, caso esteja jogando solo).

Empurrando a estética de uma maquina de fliperama desde sua tela inicial, Crawl opta por jogatinas rápidas e repetidas. A ideia aqui é que quatro jogadores competem para sair da tal masmorrana qual se encontram – mas somente um poderá sair de lá vivo.

Após o primeiro embate entre os jogadores – para definir o primeiro sobrevivente, cabe aos jogadores mortos assumirem o papel de fantasmas que podem incorporar objetos e armadilhas ou invocar monstros em círculos de magias arcanas para tentar derrotar o jogador humano. Quem acertar o golpe fatal recupera sua humanidade enquanto o recém-falecido assume a forma de fantasma.

Mas para escapar dessa masmorra não basta estar vivo. Você terá que coletar experiência o suficiente, chegar ao nível 10 e enfrentar um chefe gigante que também tem cada uma de suas três partes controladas pelos outros na partida.

Ainda assim, ficar no mundo dos vivos nem sempre é uma boa ideia, já que é na forma de fantasma, causando dano ao jogador vivo, que se adquire ouro para comprar melhores armas e habilidades – o que lhe oferecerá melhores chances de derrotar o chefão.

Alternar entre fantasma, humano e monstros é simples pelo fato do jogo manter o mesmo esquema de controle independentemente da entidade sendo controlada. “A” é seu ataque simples, “B” seu especial (que pode ser um ataque, invocação ou desvio de golpe) e o direcional lhe move.

A cada andar da masmorra o jogo balança os jogadores ao distribuir pontos que permitem tornar mais fortes os montros invocados através de uma árvore de upgrades. O balanceamento se dá através da distribuição dos pontos ser proporcional aos níveis adquiridos por seus rivais.

Desta forma, quem está em último recebe mais pontos para ter monstros mais fortes e, ultimamente, mais chances de derrotar o humano no próximo andar.

Um dos aspectos mais bacanas de Crawl é que existe uma certa progressão, apesar da abordagem arcade do jogo. Ao chegar em níveis mais profundos da masmorra, novos itens e monstros são desbloqueados para serem comprados e invocados, respectivamente. Com eles, novos desafios para um jogador são destravados.

Por todos os jogadores sempre estarem no mesmo cômodo da masmorra, Crawl também é uma excelete opção para se jogar em modo portátil com outros amigos, já que os pixels e cores primarias contra os cenários de tons terrosos são fáceis de se distinguir.

Com uma leve pegada Lovecraftiana em seu design e história (que até no multiplayer permite que “todos percam”), Crawl consegue intrigar e prender a atenção do jogador facilmente.

Também vale mencionar sua excelente direção artística em pixel art, que conta com uma paleta de cores limitada e com pixels relativamente grandes, mas que ganham vida através de animações detalhadíssimas.

Uma trilha sonora em chiptune empolgante e viciante eleva tudo a um outro nível, fazendo deste um excelente jogo para rápidas doses single-player ou horas de diversão e gritaria com amigos.

Crawl - Switch
9 Nota
10 Leitores (1 Nota)
Prós
  • Excelente direção artística
  • Ótimo como single e multiplayer
Contras
  • Alguns Easter Eggs foram retirados
Avaliação
Além de um estilo artístico incrível e uma ótima trilha sonora, Crawl oferece um tipo de conteúdo que funciona muito bem no single player e no modo cooperativo.
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Críticas

The Sexy Brutale | Reviver assassinatos nunca foi tão divertido

Reviva a mesma noite nesse adorável cassino enquanto tenta evitar assassinatos sem ser visto.

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em

Controlar o tempo já deixou de ser novidade nos jogos há muito tempo, seja controlando areias em jogos de ação como Prince of Persia, ou nos puzzles e pulos de Braid.

Mesmo que essa mecânica não seja nova, poucos jogos se dispõem a explorar a ideia de looping temporal; de reviver o mesmo dia várias vezes tal qual o filme Feitiço do Tempo, com Bill Murray.

Isto é, até The Sexy Brutale, que acaba sendo uma versão simultaneamente mais fofa e sinistra do famoso longa-metragem.

Acordando confuso na mansão do excêntrico Lucas Bondes, o jogador assume o comando de Lafcadio Boone, um dos diversos convidados de Lucas para um espetáculo que rapidamente se torna um show de horrores quando os funcionários da mansão decidem assassinar os seus hóspedes.   Para piorar a situação, Lafcadio está condenado a reviver as doze horas nas quais esse assassinatos ocorrem – até que ele consiga desvendar o que fomentou tais homicídios e salvar todos os convidados.

O que torna o jogo interessante é o fato de que Lafcadio não pode se comunicar – ou sequer estar no mesmo cômodo – que os demais residentes e funcionários, cabendo ao jogador espiar através de fechaduras e interagir com os objetos quando não há ninguem olhando.

É necessário descobrir o trajeto tanto da vítima quanto dos assassinos para entender como a morte ocorre e então revertê-la. É quase impossível salvar alguém de primeira, sendo necessassário coletar informações ou itens e, ao badalar da meia noite ou ao simples clique de um botão, reverter o horário até meio dia e prosseguir, com as novas informações em mãos, mais um passo rumo a impedir o assassinato.

Por mais que a ideia seja bem executada, infelizmente ela nunca atinge seu potencial. Os enigmas são claros o suficente para que não haja a confusão que ocorria nos jogos de aventura de antigamente, mas não complexos o bastante para que realmente desafie o jogador, exigindo apenas um ou três passos para que uma morte seja evitada.

Além disso, embora o estúdio Tequila Works se esforce para extender a longevidade do título com colecionáveis espalhados na mansão, em apenas poucas horas a história se acaba sem uma real sensação de aumento de dificuldade.

Infelizmente os mesmos problemas de lag, carregamento e travadas que permeavam RIME, o ultimo port da empresa pro Switch, também se apresentam aqui, ainda que de forma mais sutil.

Mas entre travamentos e enigmas fáceis, Sexy Brutale é uma experiencia única e divertidíssima de se jogar. Ele conta com uma direção artística excelente, uma mansão isométrica igualmente caricata e macabra (com bons tons de Luigi’s Mansion), uma história com reviroltas interessantes e tocantes e uma trilha sonora fenomenal.

The Sexy Brutale pode até não ser o mais complexo puzzle game do ano, mas certamente é um que fãs do gênero não podem deixar de experimentar.

The Sexy Brutale - Switch
7.5 Nota
0 Leitores (0 Notas)
Prós
  • Ótima trilha sonora
  • Reviravoltas interessantes
  • Boa direção artística
Contras
  • Puzzles são muito simples
  • Problemas de performance
Avaliação
The Sexy Brutale pode não ser muito complexo, mas vale a pena para os fãs de games de puzzle.
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