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Críticas

The Legend of Zelda: Majora’s Mask 3D mostra todo o seu valor no 3DS

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The Legend of Zelda: Majora’s Mask é provavelmente o jogo que se encarregou da tarefa mais ingrata em toda a história dos videogames: superar o insuperável. Sequência direta do espetacular Ocarina of Time, o game tinha a missão de se diferenciar de seu antecessor enquanto cativava um público ainda fascinado por tamanho marco na história dos videogames.

A tarefa teria sido um pouco mais fácil caso os fãs da franquia pudesse ficar sossegados quanto ao diretor do jogo, fato que também não ocorreu. Enquanto Ocarina of Time foi dirigido por ninguém menos que Shigeru Miyamoto, Majora’s Mask ficou a cargo de um de seus aprendizes, o até então desconhecido Eiji Aonuma.

Hoje, quase 15 anos depois, a história mudou muito. Ocarina of Time ainda é considerado um dos melhores jogos da história, mas Aonuma conquistou o cargo de produtor de todos os jogos da franquia Zelda. E não é para menos, já que apesar de ofuscado, Majora’s Mask é, facilmente, um dos mais fascinantes jogos de toda a franquia e, certamente, uma obra muito à frente de seu tempo.

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Tão à frente de seu tempo que, mesmo relançado neste mês para 3DS, continua atual e fascinante como se fosse um novo jogo. E talvez seja mesmo, já que no contexto de seu primeiro lançamento, nunca pudemos compreender o seu real valor.

O fim do mundo

Majora’s Mask não é um Zelda como qualquer outro. A princesa que dá nome a lenda só aparece uma vez, ainda no início do jogo, e apenas como uma memória de Link. Ganondorf nem dá sinal de vida e a trama tampouco se passa em Hyrule.

Ao invés de seguir toda a cartilha pré-estabelecida da série, Aonuma optou por trazer uma nova perspectiva à série. Logo no início do jogo, vemos Link partindo em uma jornada pessoal, em busca de um amigo que o acompanhou em suas grandes aventuras do passado.

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Eis que em um ponto isolado de Lost Woods, o garoto é atacado por duas fadas acompanhadas de Skull Kid, o mesmo de Ocarina of Time, que está utilizando uma máscara macabra. Desacordado após o ataque, Link tem sua ocarina roubada e, ao acordar, não consegue recuperá-la, pois Skull Kid rouba também seu cavalo.

Link então se agarra em uma das patas traseiras de Epona e é arrastado até a entrada de uma misteriosa caverna. Lá, o garoto se depara com um abismo e não consegue evitar a queda. Estranhamente, Link sobrevive e reencontra Skull Kid, que rapidamente o transforma em um frágil Deku. Assim, o que parecia ser apenas uma brincadeira de um garoto travesso, começa a se tornar um pesadelo.

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Após se adaptar levemente à sua nova forma, Link se dá conta de que foi parar em um lugar estranho que, apesar de ter algumas semelhanças com Hyrule, se trata de Termina. Mundo paralelo? Sonho? Nunca saberemos. Lá, o garoto descobre que não deve apenas recuperar sua velha forma, mas também impedir que Skull Kid, dominado por aquela máscara, derrube a Lua sobre o mundo. E tudo isso em três dias.

Igual, mas diferente

Majora’s Mask possui basicamente a mesma jogabilidade de Ocarina of Time e os outros jogos tridimensionais da franquia. A diferença é que toda a aventura é calcada não em itens encontrados em dungeons, e sim em máscaras. De figurinos simples que, quando utilizados, mudam as respostas e reações dos NPCs até máscaras que transformam o protagonista em Goron, Zora e Deku, os itens são fundamentais para se avançar na história, que é muito mais focada nos habitantes de Termina do que na missão de salvar o mundo.

Link tem apenas três dias para evitar que a Lua caia sobre Termina, mas com a sua ocarina em mãos, é capaz de retornar ao primeiro dia e recomeçar o ciclo. A grande maioria dos itens é perdido nessa brincadeira, mas o conhecimento adquirido no ciclo anterior se mantém, além das conquistas mais cruciais como a conclusão de um templo e os itens-chave lá obtidos. Fazendo um paralelo com jogos atuais, o sistema é bem parecido com o que vemos em títulos como Life is Strange, mas veja só, pensado há quinze anos atrás!

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Como eu disse ali em cima, Majora’s Mask é muito mais focado na vida dos personagens de Termina do que na salvação do mundo por meio de templos (que desta vez são apenas quatro). Para facilitar o trabalho de Oficial-de-Resolução-de-Problemas-Alheios-do-Mundo-Paralelo, Link recebe, ainda no início da aventura, o Bomber’s Notebook, um caderno onde são anotadas as rotinas de todos os personagens para que possamos aprender seus padrões e resolver seus problemas em vários ciclos de três dias.

Com histórias de vida ora bizarras, ora muito interessantes, os personagens são cheios de conflitos pessoais que podem ser resolvidos com uma mãozinha de Link. Cada sidequest completada rende ao herói uma nova máscara. Ao todo são 24 máscaras espalhadas pelo compacto mundo do jogo e, mesmo que não necessárias para se completar o jogo, a recompensa por conseguir todas é um dos itens mais surpreendentes, enigmáticos e impressionantes de toda a franquia.

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Além de toda a mudança de foco do jogo em relação ao seu antecessor, as dungeons também são completamente diferentes, já que cada uma exige habilidades não apenas de itens, mas também das máscaras. Transformado em Goron, Deku ou Zora, Link adquire habilidades completamente diferentes, e essa nova mecânica rende em calabouços extremamente criativos e únicos.

A batalha contra Goht, chefe de Snowhead Temple, é uma das mais espetaculares e brutais da franquia. Transformado em Goron, Link deve rolar incansavelmente para conseguir derrubar o vilão, que corre em disparada por corredores hostis. Após a longa e inovadora batalha, o jogador sente como se tivesse acabado de sair de uma situação mortal, algo que não acontece em Zelda há alguns anos.

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Pequenas mudanças que fazem diferença

Para o remake, a Nintendo, em parceria com a Greezo, preparou algumas melhorias para ninguém botar defeito. Para começar, o Bomber’s Notebook é agora mais intuitivo do que era há 15 anos. Com ele, se tornou mais fácil acompanhar os eventos que permeiam o dia a dia dos personagens.

Além disso, agora é possível escolher a hora do dia em que você deseja estar após tocar a Song of Double Time, uma mão na roda para  o jogador otimizar seus ciclos de três dias e resolver os problemas dos personagens sem ter que ficar esperando as horas passarem. Algumas outras alterações menores, como a capacidade de salvar o jogo a hora que desejarmos e uma sutil mudança na forma de matar os chefes tornaram o jogo um pouco mais acessível, já que para a época ele era considerado bem difícil.

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Visual repaginado

Se o trabalho da Greezo com Ocarina of Time 3D já havia sido excelente, em Majora’s Mask a coisa fica ainda melhor! Contando com texturas bem definidas e uma modelagem de personagens excelente, o jogo ficou ainda mais envolvente. O clima sombrio do enredo e da vida dos habitantes de Termina entram em conflito direto com o visual alegre e colorido do título, dando uma sensação ainda maior de estranheza que faria até Suda 51 sentir inveja.

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A trilha sonora continua a mesma de quinze anos atrás, e isso nem de longe é um defeito. As músicas aprendidas durante a jornada continuam marcantes, e temas como  Song of Healing continuam tocantes e icônicos para a franquia.

You’ve met with a wonderful fate, haven’t you?

The Legend of Zelda: Majora’s Mask 3D é o remake de um dos jogos mais únicos da franquia. Ofuscado por Ocarina of Time na época de seu lançamento original, o jogo foi ganhando seu espaço com o passar dos anos, e agora, em 2015, retorna com força total para provar que não só merece um lugar no coração de todo fã da franquia, mas também na calçada da fama dos melhores jogos já feitos. Certas obras precisam de tempo para serem reconhecidas, assim como seus criadores. Por sorte, nem o jogo, nem seu criador precisaram morrer para este momento chegar.

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The Legend of Zelda: Majora’s Mask 3D – Nota 5/5

Desenvolvedora: Greezo
Plataforma: Nintendo 3DS

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Economista, colecionador de games e nintendista fanático reabilitado. Também é apaixonado por Zelda, Star Fox, cachorros e coelhos. Atualmente joga de tudo um pouco e, ao contrário de alguns, nem é tão pessimista assim quanto aos rumos da indústria. Ex-diretor de pautas do GameBlast, dedica-se integralmente ao PlayReplay.

Críticas

Mega Man Legacy Collection 2 | Switch recebe a versão definitiva das aventuras do robôzinho

Nunca foi tão bom jogar Mega Man 7, 8, 9 e 10!

Publicado

em

Mega Man Legacy Collection 2 é a coletânea de games da Capcom que reúne as aventuras Mega Man 7, Mega Man 8, Mega Man 9 e Mega Man 10, o que completa todos os jogos numerados da série disponíveis até agora. Ou seja, é o aquecimento perfeito para esperarmos  Mega Man 11, que sai ainda em 2018!


Veja também:


Essa coleção caprichada já contava com versões para PC (steam), PlayStation 4 e Xbox One, mas foi relançada em nova edição para o Nintendo Switch. Se considerarmos as vantagens de portabilidade que o console híbrido da Big N proporciona, não seria absurdo algum afirmar que essa é a melhor forma de jogar Mega Man Legacy Collection 2!

Clique no player acima para conferir o nosso review em vídeo, postado por Aquele Cara, canal parceiro do PlayReplay!

As leis da robótica

Ajuda bastante que os games clássicos do Mega Man tenham aquela estrutura icônica de oito mestres robóticos espalhados por fases curtas e bem azeitadas. O esqueminha de vencer os chefes e então pegar suas armas e usá-las para derrubar outros mestres é de lei na série, e envelheceu perfeitamente. Até porque esse tipo de jogo casa perfeitamente tanto com breves jogatinas a caminho de casa como com maratonas no conforto do sofá, se desafiando nas campanhas principais e nas dezenas de desafios bônus presentes no game.

Se você pegou os jogos na época de seu lançamento, deve lembrar que tanto Mega Man 9 como Mega Man 10 já contavam com um sistema integrado de desafios, que consistiam em fases únicas com armadilhas próprias e também time attacks situados dentro das fases normais do game.

Tudo isso está de volta, mas a Capcom também acrescentou desafios exclusivos da versão Legacy para quem curte competir em placares de liderança online. Todo jogo conta com pelo menos 10 desafios próprios, que premiam o seu desempenho com troféus de bronze, prata ou ouro. É bem legal se desafiar a escalar o ranking, e isso traz novos desafios até para quem, como eu, já sabe os jogos de cor.

Passado glorioso justamente celebrado

Dizer que Mega Man Legacy Collection 2 é uma verdadeira aula de história sobre a série não seria exagero algum já que, diferente da Collection anterior, aqui é possível admirar todos os diferentes estilos artísticos, de design e gameplay que passaram pela série original ao longo das gerações, explorando os diferentes motores gráficos e de gameplay que a Capcom desenvolveu para cada era.

Mega Man 7 (de 1995, no Super Nintendo) é um jogo de ritmo único, com bonecos grandões e visual cartunesco com ar de anime. Como os modelos de personagens ocupam bastante espaço, o jeito de saltar e atacar ganha uma cadência sem igual, o que acabou dividindo bastante os fãs na época. Meu único problema real com ele é que algumas partes, especialmente a introdução, são lentas até demais.

Mega Man 8 (de 1997, para SEGA Saturn e PlayStation 1) foi ainda mais longe na ideia de dar um ar de anime ao game, e conta com vozes dubladas e sequências animadas ajudando a contar a história. Infelizmente a dublagem japonesa, bem superior, ficou de fora da versão americana para Switch. É aqui que temos o que talvez seja a arma mais bizarra e legal da série, uma bola e futebol que causa um belo estrago nos inimigos! Só sinto falta da trilha sonora marcante dos outros games da série.

Mega Man 9 (de 2008) e Mega Man 10 (2010), ambos para Nintendo Wii, PlayStation 3 e Xbox 360, destacam-se pela ousadia de levar a série à uma “retro-evolução”. A ideia desses games, feitos em parceria com a Inti Creates, era recriar a mesma sensação e desafios do clássico Mega Man 2, um dos mais celebrados da série.

Com isso, o time de desenvolvimento aboliu movimentos como o dash e o Mega Buster com tiros carregados, e levou o robôzinho azulado de volta às suas origens, focando o gameplay em saltos precisos e bastante memorização de padrões. Como fã dos primeiros jogos, eu adorei isso, especialmente pela possibilidade de jogar uma campanha controlando o Proto Man, que eu sempre achei o visual mais legal da franquia inteira.

Uma noite no museu

Já que eu falei em aula de história, vale lembrar que nenhuma viagem pelas nossas memórias estaria completa sem um museu de respeito. Ainda bem que esta coletânea traz centenas de artes conceituais, esboços e scans dos heróis e vilões, além de uma biblioteca sonora com todas as músicas dos games!

Mega Man é uma das minhas séries favoritas da vida, e é sempre ótimo ver o personagem ser tratado com a devida reverência. Eu realmente gostaria que a Capcom tivesse reunido as Collection 1 e 2 em um cartucho único mas, fora esse problema de logística — e um estranho detalhe técnico: não dá para consultar mais que quatro placares de liderança em sequência dentro dos desafios, pois o jogo pede para você esperar um pouco até a próxima consulta. Vai entender? —, o pacote é recomendado a qualquer um que ame os jogos originais ou queira descobrir o que fez tanta gente se apaixonar pela série nas décadas passadas. E que venha o Mega Man 11!

Mega Man Legacy Collection 2
9.5 Nota
0 Leitores (0 Notas)
Prós
  • Quatro ótimos jogos
  • Desafios divertidos
  • Acervo sonoro e de artes
Contras
  • Devia estar na
    mesma collection dos jogos
    Mega Man 1 ao 6
Avaliação
Mega Man Legacy Collection 2 fica ainda melhor no Nintendo Switch graças aos recursos portáteis do console híbrido da Nintendo. Mega Man 7, 8, 9 e 10 podem não ser tão queridos quanto os primeiros jogos do mascote da Capcom, mas proporcionam dezenas de horas de diversão para qualquer fã de plataforma que se preze.
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Críticas

Horizon Chase Turbo é uma deliciosa viagem no tempo

jogo é perfeito para quem sente saudades de Top Gear

Publicado

em

Depois de fazer muito sucesso em sua versão mobile para Android e iOS em 2015, Horizon Chase, o jogo de corrida feito pelos brasileiros do estúdio Aquiris, finalmente chegou em uma versão tunada ao PlayStation 4 e PC (steam). Confira nossas impressões logo abaixo no review completo da nova versão, Horizon Chase Turbo!


Veja também:


Basta ver qualquer imagem do game para entender imediatamente quem é o seu público alvo: toda aquela galera que se amarra em um bom Top Gear, Out Run, ou qualquer um desses clássicos jogos de corrida das gerações 8 e 16 bits, especialmente. Sua proposta é totalmente arcade e sem qualquer compromisso com a simulação, seguindo a cartilha dos jogos que o inspiraram. Nem seria absurdo algum caso o jogo levasse o nome de Top Gear 4 ou qualquer variante disso, já que ele transborda referências à série da Kemco.

Clique na imagem acima para dar play no nosso review em vídeo, cortesia do canal parceiro Aquele Cara

Até o compositor da trilha marcante do Super Nintendo, Barry Leitch, voltou para escrever as incríveis músicas que temperam as corridas de Horizon. É uma sonzeira de primeira que sabe misturar nostalgia e inovação na dose certa. O mesmo vale para o game si: por mais que sua proposta de gameplay seja pautada no passado dos jogos de corrida, ele nunca parece um produto derivativo e sem alma, pois há tanto amor e empenho em cada canto do jogo que ele acaba se tornando maior que a soma de suas partes.

E nem falo isso por patriotismo barato nem nada não! Eu realmente me diverti demais em cada um dos modos de jogo do Horizon, especialmente o seu cooperativo local, exatamente como tem que ser. É muito legal jogar com um amigo, pois cabe a vocês decidir se a parada é competitiva ou cooperativa!

A parte de modernidade online fica com as tabelas de liderança, já que seus tempos nas dezenas de pistas do game ficam registrados na internet, e aí dá pra desafiar os fantasmas dos amigos que você tiver em sua lista de contatos, o que gera um bom desafio e aumenta o fator replay.

Com o perdão do trocadalho, o motor gráfico faz com que todos os carros tenham um estilo bem legal e coerente com o cenário à sua volta, que usa um estilo caricato meio low-poly que cai muito bem com o mundo ao seu redor. Além de torneios e provas de resistência, o principal modo de jogo é o Volta ao Mundo que, como você já deve ter imaginado, traz pistas espalhadas por todo o globo. Cada pista é focada em cidades ou locais icônicos, então volta e meia pinta um ponto turístico legal no horizonte.

A curva de aprendizado é perfeitamente calibrada, então você vai pegando aos poucos o jeito certo de correr e aprendendo naturalmente os macetes e melhores formas de jogar. Não pense que é só correr, porque nas provas avançadas você precisa estudar até a melhor forma de gerenciar seu combustível e nitros! Ah, e ainda tem uns colecionáveis espalhados em pontos desafiadores das pistas para coletar, o que faz a alegria de qualquer complecionista como eu.

Entre blockbusters e jogos indie de primeira, 2018 já trouxe muitos jogos legais, mas, possivelmente por ser um grande fã de Top Gear, nenhum game do ano me alegrou mais que Horizon Chase Turbo até agora. Se você também gostava dos títulos de corrida da década de 80 e 90, nem precisa pensar duas vezes. O precinho camarada de R$ 50 deve ser todo incentivo que faltava para você ir correndo comprar o seu. Nos vemos na linha de chegada!

Horizon Chase Turbo
10 Nota
0 Leitores (0 Notas)
Prós
  • Nostalgia sob medida
  • Dezenas de pistas
  • Trilha sonora
Contras
  • Pouca inovação
Avaliação
Horizon Chase Turbo é um legítimo herdeiro de Top Gear, e sabe recriar perfeitamente a sensação de jogar esse clássico 16 bits, usando a nostalgia com muita sabedoria. A trilha sonora é perfeita e jogar localmente com um amigo é tão divertido quanto na década de 1990. Sobe o tema da vitória, Brasil!
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Cinema

Surpreendente, Deadpool 2 é cinema descontraído, divertido e cheio de ação

Entre erros e acertos, longa diverte e surpreende ao tomar rumos inesperados

Publicado

em

Deadpool 2, a continuação do aclamado filme que chegou as cinemas em 2016 com os dois pés nos peitos de nossas expectativas ao subverter o gênero de super-heróis com todo tipo de piadas e violência gratuita e explícita, chega aos cinemas esta semana. O filme, estrelado novamente por Ryan Reynolds, tem a missão de ser tudo o que a película anterior foi e ir além. Mas será que consegue?


Veja também:


Antes de começar a crítica, é preciso fazer aqui uma declaração: nunca fui realmente fã do Deadpool. Voltando uns bons 15 anos no tempo, lembro que quando mais jovem, na época da escola, lia avidamente as HQs da Marvel e discutia os arcos e edições com os amigos, meio que ignorava um pouco o mercenário falastrão. Lembro nitidamente de ranquear meus super-heróis favoritos com a galera e sempre — sempre mesmo — um dos únicos a bater o pé e dizer que “o Deadpool é que é foda” era o Luiz Felipe Piorotti, que também colabora aqui no PlayReplay.

Avançamos no tempo e agora é 2016. Wade Wilson chega aos cinemas, interpretado por Ryan Reynolds, em um filme que muda bastante alguns aspectos do personagem e seu folclore, mas ainda assim se mantém fiel à essência do que se entende por Deadpool.

Era mais do que evidente que o filme vinha para causar com sua classificação etária alta, que lhe rendeu o título de filme para maiores mais rentável da história do cinema e ainda ajudou a preparar o terreno para o violentíssimo (além de muito bom) Logan, que fechou com chave de ouro a saga do Wolverine de Hugh Jackman nos cinemas. Não digo que virei fã de carteirinha do Deadpool, mas o filme com certeza me divertiu bastante e deixou aquele gostinho de “quero mais.”

Cuidado! A partir daqui o texto contém spoilers!

Voltamos agora ao presente, e Deadpool 2 está aí. Desde o começo do filme é notável que a equipe de produção optou por apostar todas as fichas em repetir (e aprimorar) tudo o que deu certo no longa anterior, como todo tipo de piadas sexuais, escatológicas e tiradas quebrando a quarta parede, até porque o fator “novidade” (que foi sem dúvidas um dos maiores trunfos da estreia de Deadpool nos cinemas) já passou.

Somos apresentados a um Deadpool tristonho — mas sem perder o senso de humor — cometendo suicídio, e após sua “morte” o filme repete o esquema de “memória narrada” do longa anterior e acompanhamos Wade Wilson matando bandidos ao redor do planeta, mostrando o que o personagem fez entre uma trama e outra. A ação durante este trecho do filme beira a perfeição (palmas para o diretor David Leitch, de John Wick!), cheia de cenas rápidas e violentas repletas de desmembramentos e mortes e piadas e muito, mas muito sangue. E são os acontecimentos desta sequência que desencadeiam a trama de Deadpool 2.

Após um terrível infortúnio, Wade perde a vontade de viver (culminando na tentativa de suicídio) e acaba sendo socorrido por Colossus (Stefan Kapicic), que aqui ganha um papel mais relevante como bússola moral e verdadeiro amigo do mercenário falastrão em uma sequência que tem uma das melhores (e mais inesperadas) participações especiais do filme. A trama vai se desenrolando até que Deadpool topa entrar para os X-Men como trainee/estagiário ao lado de Colossus e Míssil Adolescente Megassônico (Brianna Hildebrand), e é aí que somos apresentados a Russell Collins (Julian Dennison), um jovem mutante que busca vingança contra o orfanato onde sofria constantes abusos.

A química entre Wade e Russell funciona muito bem, o que ajuda a comprar a ideia de que Deadpool faria de tudo para salvá-lo quando Cable vem do futuro para exterminar o rapaz. Segundo o coroa bombado, quando adulto, Russel é responsável pela morte da família do brucutu, interpretado por Josh Brolin — que parece tão confortável na pele do mutante viajante do tempo quanto estava como Thanos, no último Vingadores.

E a partir daí o filme engata em um ritmo frenético, parando apenas para respirar (e soltar uma piada ou quebrar a quarta parede, isso quando não faz tudo isso de uma vez), e nos deleita com sequências de ação, diálogos, interações e reviravoltas na trama que nos deixam ao mesmo tempo sentados na pontinha da cadeira, gargalhando e boquiabertos.

Um dos grandes destaques dos trailers, a equipe X-Force criada por Deadpool brilha na sequência mais interessante, divertida e inesperada de todo o filme. Vanisher (não pisque ou vai perder a ótima participação especial!), Shatterstar (Lewis Tan), Bedlam (Terry Crews, o eterno “pai do Chris”), Zeitgeist (Bill Skarsgaard, o palhaço de It- A Coisa), Peter (Rob Delaney, simplesmente o melhor!) e Domino (Zazie Beetz, que mostrou que apesar de todas as críticas negativas dominou o papel) extrapolaram o surpreendente e provaram que a Fox fez a lição de casa na hora de conseguir manter os segredos guardados a sete chaves.

Deadpool 2 acerta em cheio em nos presentear com o inesperado, tomando rumos completamente diferentes do que esperávamos, mas peca (e muito) no uso da computação gráfica. Quando personagens feitos em CG aparecem na tela, fica mais do que evidente que são gerados por computação gráfica. Basta comparar o Colossus do primeiro filme com o desta nova película para perceber que a qualidade dos efeitos especiais caiu consideravelmente. Quando o último vilão do filme aparece, então, aí sim é que a coisa fica realmente feia.

Por falar em vilão, Deadpool 2 sofre ao mesmo tempo com o excesso e com a falta de vilões. Pois é, eu explico. O filme tem 3 vilões principais: o primeiro surge na sequência de introdução, mas é descartado logo em seguida; o segundo, Cable, vira a vida de Deadpool de cabeça pra baixo mas logo se torna um aliado; enquanto o terceiro e último surge de maneira extremamente inesperada mas não tem qualquer peso ou importância para a trama. Em momento algum em Deadpool 2 há um senso de urgência ou de real perigo, o que atrapalha um pouco a experiência.

Em alguns momentos o filme também parece não saber aonde quer chegar, e de certa forma transformar Deadpool em alguém tão emocional em uma trama de alma amargurada em busca de redenção não combinou tanto com o personagem que Ryan Reynolds nos agraciou em 2016. Foi até mesmo por isso que foi impossível conter a risada quando o próprio Deadpool aponta que o roteiro do filme é preguiçoso.

Mas nada disso torna a experiência de Deadpool 2 ruim. Muito pelo contrário, a continuação honra o legado do filme anterior e se prova um filme imperdível. Depois do trauma de Vingadores: Guerra Infinita, nada melhor do que gargalhar no cinema em uma aventura descontraída, divertida e cheia de ação.

A sacada de aproveitar ambientações como a Mansão X e utilizar músicas famosas que realmente funcionam no contexto da trama ajudam Deadpool 2 a segurar a atenção do espectador, que fica atento a todo instante tanto pra pegar as referências e rir das piadas quanto para saber o que vai rolar na cena seguinte. 

Ah, e não saia do cinema quando subirem os créditos! Deadpool 2 tem as melhores cenas “pós-créditos” (no caso, no meio dos créditos) que já vi em um filme de super-heróis, tirando sarro e “corrigindo erros” do passado. Simplesmente genial! Resta saber o que será da franquia, agora que a Marvel detém os direitos do personagem e dos X-Men — e é provavelmente por isso que o longa termina sem deixar tantos ganchos para uma possível sequência.

Mesmo com alguns defeitos bastante evidentes, Deadpool 2 definitivamente merece ser assistido no cinema. Só tome cuidado para não engasgar quando rir enquanto come sua pipoca!

Deadpool 2
8 Nota
0 Leitores (0 Notas)
Prós
  • Ação na medida certa
  • Ótimas participações
    especiais
  • Reviravoltas na trama
  • Cenas "pós-créditos" geniais
Contras
  • Computação gráfica
  • Deadpool de coração mole
  • Não passa sensação
    de perigo
  • Trama meio preguiçosa
Avaliação
Entre erros e acertos, Deadpool 2 oferece uma aventura surpreendente emocional, cheia de reviravoltas e, é claro, violenta e divertida, que merece ser assistida na tela do cinema.
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