Conecte-se conosco.

Carbono-14

Carbono-14: 10 mascotes dos games que se perderam no tempo

Publicado

em

Houve um tempo na história dos games em que era imprescindível para o sucesso de um console a existência de um bom mascote. Cabia a ele representar os valores da empresa e servir como cartão de visita, estreitando laços entre fabricantes e seus consumidores. Você seria capaz de imaginar onde estaria a Nintendo hoje, não fosse pela existência de Mario e Luigi? E o que dizer de Sonic, tão importante para a ascensão (e tão marcante na queda) da Sega?

Claro que ter um mascote fofinho estava diretamente associado à ideia de que video games foram feitos para crianças, o que foi mudando com o tempo, já durante a geração 16 bits, quando Alex Kidd perdeu seu posto para um certo ouriço azul. Ainda assim, não faltaram candidatos ao posto de número um em seus respectivos consoles, então nós decidimos lembrar de dez deles no Carbono-14 dessa semana.

 

10. Chester Cheetah (SNES/Mega Drive)

barra-carbono-chester-playreplay

O guepardo fanático por Cheetos tem sua paternidade discutida até hoje. Há quem diga que o mascote é de autoria da DDB, enquanto outros juram de pés juntos que o co-criador da Pantera Cor-de-Rosa, Hawley Pratt, é o dono da ideia. Não nos importa sua origem, uma vez que Chester Cheetah tem lugar marcado nessa lista, não por ter estrelado um game na era de ouro dos 16 bits, mas dois!

Chester Cheetah: Too Cool to Fool e Chester Cheetah: Wild Wild Quest foram lançados para Super Nintendo e Mega Drive, em 1992 e 1993, respectivamente, e ajudaram a popularizar os salgadinhos da Frito-Lay (comercializados no Brasil pela Elma Chips).

 

[youtube id=”jQrZdf2OBZg” width=”633″ height=”356″]

A última aparição do guepardo foi uma ponta em Just Dance 4, na música “You make me feel…”.

 

9. Cool Spot (Mega Drive/Master System/Game Gear/Amiga/SNES/PC/Gameboy)

barra-carbono-coolspot-playreplay

Se o mascote anterior trouxe a comida, Cool Spot entra com a bebida! A mancha vermelha da logo do refrigerante 7-UP ganhou braços, pernas e um óculos escuro, só para estrelar seu próprio game!

A diferença é que além do maior número de plataformas, Cool Spot era também infinitamente mais competente e bem acabado, o que o levou a ser bem avaliado na época de seu lançamento (1993), ganhando inclusive prêmios por sua trilha sonora. Vale a pena recordar e atirar algumas bolhas de refrigerante por aí!

 

[youtube id=”81sWvxHjOeo” width=”633″ height=”356″]

 

8. Boogerman (SNES/Mega Drive)

barra-carbono-boogerman-playreplay

Arrotar e soltar puns adoidado não é a melhor das posturas para um mascote. Também não passa nenhum grande valor, senão os de um porcalhão! Mas isso não impediu que Boogerman: A pick and flick Adventure fosse um grande sucesso nos 16 bits, em 1994. Sorte da Interplay, empresa responsável pelo game.

[youtube id=”TgfKcr1ujHE” width=”633″ height=”356″]

“Pântano Flatulento”, “Montanha de Muco” e “Palácio de pus” são alguns dos nomes de cenários visitados pelo nosso… herói, que tem como itens feijão enlatado, lama e meleca! É de deixar Billy e Mandy no chinelo!

No ano passado rolou uma tentativa de engatar uma versão HD do game, via crowdfunding, que não deu certo. Com meta estipulada de US$375.000, o projeto não chegou sequer a um oitavo do valor. Seria uma bela homenagem pelos 20 anos do game. Veja abaixo o vídeo da campanha:

[youtube id=”tgxkrp-fxRo” width=”633″ height=”356″]

 

7. Gex (3DO/Saturno/PlayStation/N64/GBC)

barra-carbono-gex-playreplay

Se você teve um 3DO, receba aqui uma dose de inveja deste humilde redator. Gex, the Gecko foi um dos principais games lançados para o console pioneiro dos 32 bits, 20 anos atrás.

A lagartixa verde, inclusive, nasceu para ser o mascote do sistema, mas acabou dando as caras também no Sega Saturno, no PlayStation, no Nintendo 64, no GameBoy e nos computadores. Eu não lamentaria muito por não ter uma lagartixa verde havaiana viciada em televisão como mascote, mas enfim…

Gex teve ao todo 3 games: Gex; Gex: Enter the Gecko e Gex 3: Deep Cover Gecko.

[youtube id=”Y3taK0B8AeQ” width=”633″ height=”356″]

 

6. Aero, the acro-Bat (SNES/Mega Drive/GBA)

barra-carbono-mascotes5

Aero é um dos frutos do efeito “Sonic”, que inflou o mercado dos games com jogos de mascotes mais “descolados”. A diferença é que o morcego vermelho da falecida Iguana Entertainment pipocou tanto pelo lado do SNES quanto no Mega Drive, com dois bons jogos de plataforma 2D que mereciam sequências e um destino melhor que o esquecimento.

anuncio-aero-the-acrobat-playreplay

Aero, the acro-Bat completou 21 anos no dia 1º de agosto, sem nenhuma pompa e sem nenhum confete. Sua última aparição no mundo dos games foi em uma versão repaginada dos jogos clássicos, lançada para Gameboy Advance (2002). O destaque da série está no tom circense e colorido dos games, uma vez que Aero vive em um circo. Seu inimigo nº1 é Edgar Ektor. Confira abaixo o gameplay da versão para Super Nintendo e mate saudades.

[youtube id=”tTfmwHxy52U” width=”633″ height=”356″]

 

5. Dizzy (Vários, praticamente todos até o começo dos anos 90!)

barra-carbono-dizzy-playreplay

Mesmo se parecendo muito com um ovo de codorna (!), Dizzy foi uma franquia extremamente popular na década de 80, principalmente em solo europeu. Seus jogos eram, em geral, games de plataforma com elementos de puzzle, circulando por todos os lados, desde o distante Amstrad CPC e Commodore 64, até chegar ao Mega Drive. Estrelou ao todo mais de 10 jogos, com direito a um remake para Android e iOS. Veja abaixo um gameplay de Fantasy World Dizzy, para Amiga.

[youtube id=”Oas5G9po2q0″ width=”633″ height=”356″]

 

Dizzy tem seu espaço garantido como um dos mascotes mais famosos nos primórdios dos games, ainda que tenha sido abandonado e muitos sequer se lembrem de seu nome. A Codemasters, empresa responsável pela série, se tornou mais conhecida por Micro Machines, para o azar da bolota branca.

 

4. Pocky & Rocky (Arcade/SNES)

barra-carbono-pocky-rocky-playreplay

Muito antes de Rocket Raccoon ir para as telonas, Rocky já era um guaxinim famoso nas telinhas, ao lado da menina Pocky (Manuke e Sayo-chan no Japão, respectivamente). Originalmente conhecido como KiKi KaiKai, o game estreou ainda na década de 80 nos arcades pelas mãos da Taito, mas foi no SNES, sob regência da Natsume, que a dupla brilhou em dois belos shooters com propostas bastante originais.

[youtube id=”dXvVSHwqvYw” width=”633″ height=”356″]

 

Com belíssimas paisagens inspiradas no Japão antigo,  a dupla comporta-se como se fossem naves espaciais em um shmup, atirando (cartas ou folhas, inicialmente) em todas as direções e destruindo toda a sorte de demônios da cultura oriental. Elementos clássicos do gênero como chefes de tamanho avantajado e upgrades nos tiros estão presentes. Inovador e divertido, Pocky & Rocky se encaixaria perfeitamente na atual geração de portáteis com jogatina cooperativa local e online. Que tal?

 

3. Earthworm Jim (Mega Drive/SNES/Game Gear/PC)

barra-carbono-earthworm-jim-playreplay

Uma minhoca devidamente armada e usando uma armadura robótica para derrotar seus inimigos. Parece loucura? E é mesmo! Earthworm Jim protagonizou um dos jogos mais belos e icônicos dos 16 bits, com gráficos exuberantes e trilha sonora excêntrica.

Em 2010, passados 16 anos desde o lançamento do game original, veio o merecido reconhecimento com uma versão HD lançada digitalmente para a PSN e Xbox Live.

Só para você ter ideia do nível de insanidade da coisa, Jim não usa apenas sua arma laser para derrotar os inimigos, mas também a ponta da sua própria cabeça como chicote, seja para atingir ou para se agarrar e se balançar, atravessando penhascos. Tamanha a repercussão do jogo na época, foi lançada uma versão especial do game para Sega CD, com gráficos melhorados e músicas em qualidade infinitamente mais alta. Jogando muito alto, Jim poderia ter hoje o prestígio de Rayman, se a Shiny Entertainment tivesse feito os movimentos certos. Uma pena!

[youtube id=”b9dX_QcqSf8″ width=”633″ height=”356″]

 

2. Bubsy (SNES/Mega Drive/Jaguar/PC/PlayStation/GameBoy)

barra-carbono-bubsy-playreplay

Bubsy chegou perto do estrelato, com direito a capa de revista no Brasil. Bem avaliado na época, Bubsy in: Claws Encounters of the Furred Kind foi lançado primeiro no console da Nintendo, mas depois deu as caras no Mega Drive, em uma versão modesta e sem o mesmo brilho.

Ainda que tenha diferenças tão marcantes entre suas diferentes versões, Bubsy se destaca pelos cenários coloridos e inspirados, mas tem como ponto negativo a trilha sonora morna e genérica. Bola na trava da Accolade!

Bubsy teria um espaço maior em nossos corações se tivesse parado no momento certo, já que a queda foi forte em sua incursão pelo mundo 3D, com péssima recepção por parte da mídia. Não é difícil encontrá-lo em lista de piores games para PlayStation, o que representa um triste fim para uma promessa.

[youtube id=”ZcsBhSg6IJk” width=”633″ height=”356″]

 

1. Alex Kidd

barra-carbono-alex-kidd-playreplay

A cereja do bolo! Ainda hoje lamento o desaparecimento do pequeno orelhudo que me deu tantos momentos de alegria depois da escola. Alex Kidd é um ponto mal resolvido na história da Sega, já que se trata de uma franquia extremamente bem sucedida entre o fim dos anos 80 e começo da década seguinte.

Alex Kidd in Miracle World é o título mais marcante da série, principalmente para nós brasileiros, pois vinha na memória do Master System. Alex chegou a se aventurar no Mega Drive em 1989 (Alex Kidd in the Enchanted Castle), dois anos antes da chegada de Sonic, além de mais um game para Master System, antes de pendurar as chuteiras. Seus vôos foram altos, a ponto de virar quadro no programa do Gugu!

Hoje, Alex vive de pontas em games esportivos da Sega, jogando tênis ou acelerando nas pistas. Seria uma grande sacada da Nintendo incorporá-lo ao rol de personagens de Super Smash Bros. Será que não rola uma petição para o tio Sakurai?

[youtube id=”Rb9haoWT5js” width=”633″ height=”356″]

 

[infobox color=”light”]Carbono-14 é a coluna semanal do PlayReplay destinada a escavações de fatos históricos sobre as franquias e sistemas mais amados por nós, gamers.[/infobox]

Compartilhe

Formado em Publicidade e Propaganda e retrô gamer apaixonado, tem predileção pelos 8 bits. Lê e relê suas revistas de video game antigas todas as noites na hora de dormir. Antes de vir para o PlayReplay, coordenou a área de diagramação do GameBlast.

Carbono-14

Carbono-14: 7 curiosidades sobre o Game Gear

Publicado

em

Os números não batem, nem chegam perto. Os pouco mais de dez milhões de Game Gears comercializados em todo o mundo não se aproximam sequer dos mais de 30 milhões de Game Boys vendidos no mercado japonês, quanto menos dos 120 milhões em todo o mundo. Mesmo assim, insistimos em considerar que ambos os portáteis foram rivais formidáveis, como uma versão digital do duelo entre Davi e Golias.

A diferença numérica pode ser gritante, mas isso não representa necessariamente um demérito na ficha do portátil da Sega. O fato de suas vendas não terem decolado está diretamente ligado ao seu tamanho avantajado, grande consumo de pilhas e o lançamento tardio. Mesmo assim, reconhecemos que se tratava de um produto com qualidade diferenciada, superior até mesmo ao Master System, com um lugarzinho especial em nossos corações e digno de ter pelo menos um Carbono-14 dedicado às suas peculiaridades. Vamos a elas?

 

7. Um verdadeiro astro

game-gear-playreplay

O Game Gear foi lançado em outubro de 1990 no Japão, mas só chegou ao ocidente um ano depois. Durante sua concepção, o portátil era referido como Projeto Mercúrio, já na linha de nomes de planetas que mais tarde batizariam o Sega Saturno e o Sega Netuno (projeto híbrido de Mega Drive e 32X, que não chegou a se concretizar).

 

6. Multi-sistema

Outra curiosidade bacana sobre o Game Gear é que ele foi o primeiro portátil a permitir o uso de jogos de outra plataforma. Através de um adaptador era possível rodar os jogos do Master System, que tinha basicamente as mesmas configurações do portátil.

game-gear-cartuchos

 

Infelizmente, o caminho reverso não podia ser feito, já que o Game Gear tinha uma paleta de cores superior.

 

5. TV portátil

Outra coisa bacana do Game Gear era a possibilidade de assistir TV direto no portátil, usando um acessório opcional que funcionava como antena. Dava pra jogar e assistir a novela os seus programas favoritos em qualquer lugar.

game-gear-tv-playreplay

4. Rise from your grave

Em um momento de genialidade (ou loucura), a Majesco decidiu relançar o Game Gear em meados da década passada. Uma versão menor e mais econômica, com a promessa, inclusive, de reabastecer o mercado com novos títulos.

Nessa época a Sega já havia lançado o Nomad (portátil que rodava jogos de Mega Drive, mas que padecia dos mesmos problemas que o Game Gear), então fica aquela sensação de “What the fuck”? Pois é.

 

3. Cinematográfico

Nada como o bom e velho merchandising para promover um produto! No caso do Game Gear foram diversas aparições especiais, desde “Arrebentando em Nova York” com Jackie Chan até um episódio da série ER. Mas a cereja do bolo com certeza veio de “Surfistas Ninjas”, onde a Sega cooperou e produziu um jogo com lançamento simultâneo ao filme, recheado de cenas bizarras e que não faziam nenhum sentido. Hoje a gente ri, mas na época…

 

2. Poucas roupas

Ao contrário do Game Boy que teve dezenas de versões diferentes, a Sega apostou em uma linha mais discreta e só lançou dois modelos do Game Gear no ocidente. Além do pretinho básico, houve uma versão alternativa azul que vinha acompanhada do jogo World Series Baseball, variando apenas na cor da carcaça.

Para o público japonês as coisas eram mais fartas, com direito até mesmo a uma versão especial da Coca Cola.

 

1. Um concorrente honrado

Até o lançamento do PSP, o Game Gear ocupava o primeiro lugar no ranking de portáteis não-fabricados pela Nintendo, desbancando concorrentes como o TurboExpress e o Atari Lynx.

Na época as campanhas de marketing da Sega eram bastante agressivas, vendendo a ideia de que os produtos da empresa eram radicais, ao passo que os concorrentes eram bobos e ingênuos. Sabe a campanha do “Genesis does what Nintendon’t”? Pois é, era bem nessa linha.

Compartilhe

Continue lendo

Carbono-14

Carbono-14: Vida longa ao Nintendo 64, o rei do multiplayer

Publicado

em

Saudoso, surpreendente e inovador. Faltam-me adjetivos para descrever o quão importante foi o Nintendo 64 para a história dos videogames. Mesmo sem o mesmo brilho de seu concorrente, o PlayStation, nenhum outro console cumpriu com tanta maestria a missão de juntar a galera para partidas multiplayer.

Mesmo sem o incentivo das third parties, o Nintendo 64 soube se virar só com a força de suas próprias franquias (e uma forcinha extra da Rare). Que tal recordar um pouquinho desse sucesso?


 

Menos de 400 jogos lançados

n64-colecao

Mesmo sendo considerado um sucesso, o Nintendo 64 sofreu com um número relativamente baixo de jogos lançados. Snes e Nes, por exemplo, alcançaram a marca de mais de 700 games cada um. O PlayStation, rival direto na época, chegou a estrondosos 1100 jogos.

 

Atrasadinho

O projeto original previa o lançamento do Nintendo 64 para o Natal de 1995. O tiro saiu pela culatra e houve um adiamento para abril de 1996, também não cumprido.

super-mario-64-playreplay

No fim das contas, o console só chegou às prateleiras japonesas em junho de 1996 e em setembro do mesmo ano para os norte-americanos.

Europeus e sul-americanos tiveram que aguardar até 1997 para jogar o console.

 

O último dos moicanos

O N64 foi o último dos consoles caseiros a trabalhar com cartuchos, quando todos os seus concorrentes já haviam adotado os CDs.

tony-hawk-playreplay

O último dos últimos lançamentos com essa tecnologia foi Tony Hawk Pro Skater 3, lançado em agosto de 2002.

 

É do Japão!

Enquanto os norte-americanos tiveram à disposição apenas dois games no lançamento do console (Super Mario 64 e Pilot Wings 64), do outro lado do mundo os japoneses contaram com um título extra: Saikyo Habu Shogi, baseado no jogo de tabuleiro nipônico, similar ao xadrez.

saikyo-shogi-playreplay

Mas que menino lindo!

 

A estrela do game é Yoshiharu Habu (foto acima), um dos maiores campeões da modalidade.

 

Vendeu bem?

O Nintendo 64 vendeu, ao todo, cerca de 32.9 milhões de unidades em todo o mundo. Cerca de 17 milhões a menos que o Super Nintendo, mas 11 milhões de unidades acima do seu sucessor, o Game Cube.

Entre seus títulos mais vendidos, temos Super Mario 64 (11.9 milhões), Mario Kart 64 (9.8 milhões), Goldeneye 007 (8 milhões), The Legend of Zelda: Ocarina of Time (7.6 milhões) e Super Smash Bros (5.5 milhões de unidades vendidas).

mario-kart-64-playreplay

Já que Super Mario 64 acompanhava o console, nada mais justo que dar a medalha de ouro para o segundo game da série de corrida estrelado pelo bigodudo.

 

Barato para eles, mas caro para nós

Enquanto um console atual custa entre 400 e 500 dólares em seu lançamento, o Nintendo 64 surpreendeu a todos com um preço enxuto de US$200, bastante acessível para os jogadores na época. Isso, claro, só para os norte-americanos, já que por aqui a situação foi bem diferente. Em território tupiniquim, para se aventurar em três dimensões era preciso desembolsar cerca de R$650,00 (aproximadamente R$2.000,00 nos dias de hoje).

n64-estadao-playreplay

 

 

Cartuchos hoje custam mais caro que o console

Aqui no Brasil o Nintendo 64 ainda é idolatrado por muitos. Colecionadores chegam a desembolsar até R$300,00 por um cartucho raro como Conker’s Bad Fur Day. Por outro lado, um console em bom estado pode ser comprado por até R$100,00 com cabos e controles. Bastante acessível, não?

n64-colecao

Compartilhe

Continue lendo

Carbono-14

Carbono-14: Sega Saturno, um excelente console ofuscado pela concorrência

Publicado

em

No caminho da Sega havia um PlayStation. Havia um PlayStation no meio do caminho…


Na última edição do Carbono-14 nós relembramos um pouquinho da curta história do Dreamcast, o último console lançado pela Sega. Se é possível apontar um responsável por abreviar sua trajetória, não me vem outro nome a cabeça senão PlayStation 2, vejam só.

Essa história já havia acontecido antes, mais precisamente na metade da década de 90, quando Sega Saturno, PlayStation e Nintendo 64 mediram forças na batalha pela preferência do mercado. E ainda que o console da Sony tenha vencido por lavada, nenhum de seus concorrentes foi considerado um fracasso, dados os números expressivos de vendas e a vasta biblioteca de títulos de cada um.

Se é possível colocar dessa forma, podemos dizer que na 5ª geração de consoles, não houve de fato um derrotado, apenas vencedores. Confiram com a gente 7 curiosidades sobre o Sega Saturno!

 

1. Muitos modelos diferentes

Se você é colecionador e está em busca de um Sega Saturno, melhor ficar esperto para a quantidade de modelos diferentes do console que vai encontrar por aí.

O modelo original japonês, por exemplo, era cinza com botões azuis, substituído posteriormente pelo modelo branco (um cinza sujo, vai) com um botão rosa para abrir a tampa do leitor de CDs. Por último, os japoneses foram coroados com um modelo translúcido do Saturno, o ‘Skeleton’.

modelos-sega-saturno-playreplay

Empresas parceiras da Sega tiveram a oportunidade de construir seus próprios modelos de Saturno, como o Hi-Saturn (Hitachi) e o V-Saturn (JVC/Victor). Situação semelhante havia acontecido com o 3DO na mesma época, com direitos licenciados para diversas companhias.

Nos Estados Unidos prevaleceu o modelo preto (básico, combina com tudo, né?), mas diversas atualizações foram lançadas, mexendo até no layout do joystick, até finalmente adotarem o modelo japonês.

 

2. A esperança de ver um Sonic 3D

Sonic X-treme era a promessa da Sega of America para competir com Super Mario 64 e Crash Bandicoot, ambos bem sucedidos em ambientes 3D. O jogo estava previsto para o natal de 1996, mas nunca chegou a ser concluído. Em seu lugar, os fãs tiveram de se contentar com um mero port de Sonic 3D Blast, aventura requentada dos 16 bits.

sonic-3d-blast-playreplay

 

No desespero para lançar X-treme, a equipe de programadores chegou a tentar usar a engine de NiGHTS into Dreams, de Yuji Naka (um dos criadores do Sonic Team), mas o japonês não permitiu.

Anos mais tarde, o programador Chris Senn liberou um site com mais informações sobre o game em um novo esforço para concluí-lo, sem sucesso.

 

3. Excelente para jogos 2D

A 5ª geração de consoles deu início a era dos jogos poligonais, onde tudo era novidade e nós sequer tínhamos certeza de seu real potencial. O Sega Saturno, por exemplo, só recebeu um processador para renderizar gráficos 3D já em cima da sua data de lançamento.

nanatsu-kaze-playreplay

Nanatsu Kaze no Shima Monogatari: excelentes gráficos 2D

Como ainda não existia a tecnologia de processadores com múltiplos “cores”, o jeito foi trabalhar de forma separada, dificultando bastante a vida dos programadores da época. Por outro lado, seus resultados em games 2D eram superiores aos de seus concorrentes.

 

4. O melhor resultado da Sega… no Japão

Se no ocidente o Saturno não foi exatamente um fenômeno de vendas, pelo menos a Sega tinha motivos para comemorar do outro lado do mundo: No Japão, o console atingiu a marca de 5.8 milhões de unidades vendidas, superando até mesmo o Mega Drive (3.5 milhões).

 

5. Console chaveado

Para poder testar os jogos exclusivos do mercado japonês, era necessário ‘chavear’ o seu console. O processo, que não deve ser confundido com o desbloqueio, servia para trocar a região do Saturno e podia ser feito com um cartucho acoplado no expansor de memória do videogame. Era uma santa mão na roda!

chave-saturno-playreplay

 

6. Não precisamos de memory cards

Diferente do PlayStation, no Saturno era possível gravar o seu progresso nos games em uma memória interna, economizando assim uma graninha bacana. O problema disso? Impossibilitava o transporte dos seus saves, deixando-os restritos apenas ao seu videogame.

Posteriormente foram lançados memory cards para o Saturno, mas a preferência geral era seguir em frente sem eles mesmo, tudo para não gastar mais.

 

7. Shenmue no Saturno

Falamos um pouco sobre Shenmue no Carbono-14 do Dreamcast e recordamos sua importância e peso para os jogos da época. No entanto, o projeto original do game previa seu lançamento para o Sega Saturno, pasmem.

No CD de Shenmue II é possível encontrar vídeos que comprovam essa informação. Abaixo, você confere um deles:

 

 

Compartilhe

Continue lendo

Últimas notícias

Anime1 hora atrás

Darling in the Franxx | Episódio 16 só irá ao ar no dia 5 de maio

Antes disso teremos um episódio de recapitulação

Séries16 horas atrás

Westworld | HBO libera novo trailer da segunda temporada

Novo ano estreia neste domingo, dia 22

Games20 horas atrás

Wonderful 101 | Platinum Games quer trazer o jogo para o Switch

Apesar de nada estar confirmado, o estúdio está negociando o port do game com a Nintendo.

Séries23 horas atrás

The 100 | Quinta temporada da série em clipe inédito

Série volta para novos episódios no dia 24 de abril

Séries2 dias atrás

Grey’s Anatomy | Série é renovada para sua temporada 15

ABC confirma mais episódios para o drama hospitalar favorito dos EUA

Séries2 dias atrás

Os Simpsons | Morre Waldyr Sant’Anna, o primeiro dublador do Homer

Dublador tinha 81 anos

Games2 dias atrás

Pokémon | Game Freak registra marca “Ultra Shiny”

Ainda não se sabe o que significado o novo termo terá na famosa franquia dos monstrinhos.

Música3 dias atrás

Taylor Swift | Cantora participa de Babe com Sugarland

Música foi disponibilizada oficialmente em vídeo no YouTube

Games3 dias atrás

Puzzle Fighter | Capcom decide acabar com jogo mobile

Infelizmente, o jogo será retirado da Google Play Store e da App Store em julho.

Anime3 dias atrás

Aggretusko | Anime já está disponível na Netflix brasileira

Confira todos os episódios online para streaming

Música3 dias atrás

Avicii | DJ morre aos 28 anos

Causa da morte não foi revelada

Games3 dias atrás

Ao vivo | Assista à equipe do PlayReplay jogando Fortnite

Vargolino, Luciana, Rodrigo e Thomas estarão ao vivo no canal do PlayReplay no Twitch

Games3 dias atrás

Pokémon | Parada anual de Pikachus em Yokohama está marcada para agosto

Fumiko Hayashi veta nova colaboração com o jogo Pokémon Go

Cinema3 dias atrás

He-Man | Aaron e Adam Nee vão dirigir novo filme do personagem

He-Man e os Mestres do Universo sai em dezembro de 2019

Games3 dias atrás

Graveyard Keeper | Confira o novo trailer do jogo

Infelizmente, ainda não há previsão de lançamento para o jogo no PC e Xbox One.

Em alta