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Carbono-14

Carbono-14: Relembre alguns excelentes Beat ’em Ups esquecidos (Parte 2)

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Na última semana tivemos o prazer de listar 5 clássicos do gênero Beat ’em up que ficaram esquecidos nos últimos anos, todos lançados para Arcade (sem ports para consoles, na maioria dos casos). Mas a história da pancadaria side-scrolling é muito mais longa e profunda, já que o gênero foi um dos responsáveis pela febre de máquinas arcade, inclusive no Brasil.

Dando sequência aos trabalhos, trazemos outros 5 petardos onde não faltam socos, chutes e cabeçadas, pra matar a saudade e reacender a chama dos porradeiros de plantão. E se você perdeu a primeira parte da nossa saga épica, não deixe de conferir aqui.

 

5. Golden Axe Revenge of Death Adder (Arcade)

Quando falamos em Golden Axe, logo lembramos da saudosa trilogia lançada para o Mega Drive, mas deixamos de lado o melhor título da franquia, exclusivo dos Arcades.

Golden Axe Revenge of Death Adder tem sprites mais detalhados e maiores, excelentes animações e trilha sonora infinitamente superior às demais versões. Outra bola dentro da Sega foi incluir um número ainda maior de montarias disponíveis, o que dá um novo ar aos combates.

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Conforme progride nas fases, você tem a opção de escolher entre múltiplas rotas que o levarão a diferentes caminhos, aumentando assim o fator replay. Além disso, poder contar com até quatro jogadores eleva o desafio a outro patamar, deixando tudo muito mais divertido.

Ainda que outros games desta lista tenham os mesmos 22 anos de Golden Axe Revenge of Death Adder, ou até mais, o título da Sega parece não ter envelhecido tão bem, talvez por conta da sua mecânica e movimentação peculiar. Chega a ser curioso ver a sombra de seu personagem ser projetada no horizonte a cada salto que você dá, em um misto de nostalgia e admiração: como diabos minha sombra pode ir tão longe?

[youtube id=”XfMfcrpKCAE” width=”633″ height=”356″]

 

4. Pretty Soldier Sailor Moon (Arcade)

Se você é daqueles que acha que Sailor Moon é jogo para meninas, talvez seja melhor rever seus pontos. Pretty Soldier Sailor Moon foi lançado em 1995 pela Banpresto e teve supervisão direta da autora da série, Naoko Takeuchi, contando com as vozes originais do animê no Japão.

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Até duas pessoas podem escolher entre cinco guerreiras: Sailor Moon, Sailor Mars, Sailor Mercury, Sailor Venus e Sailor Jupiter. O game tem gráficos bonitos e bem trabalhados, o que o torna de longe a melhor adaptação da franquia, que conta com versões caseiras nos mais variados estilos.

A trilha sonora é o ponto negativo, já que descer o sarrafo em monstros não parece combinar muito com as músicas alegres escolhidas pela equipe de áudio. Nada que tire o brilho da aventura de Serena e suas amigas no reino dos beat ’em up.

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3. Armored Warriors (Arcade)

Assim como Battle Circuit em nossa lista anterior, Armored Warriors foi outra tentativa da Capcom de fugir dos padrões criados por ela mesma para o gênero.

A primeira grande inovação está na temática e mecânica. No lugar dos fortões de sempre, você assume o controle de máquinas tripuladas gigantescas, capazes de reduzir prédios a pó em segundos. Você e até mais dois amigos podem controlar Rash (AEX-10M BLODIA), Justice (SVA-6L REPTOS), Gray (AEX-10H GULDIN) ou Siren (AEX-12J FORDY), cada um com características distintas entre si.

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A segunda inovação é que Armored Warriors é um jogo que requer grande habilidade, já que a ação ocorre em alta velocidade, desde a movimentação até os ataques do seu robô, o que vai exigir alguma prática em um arcade stick para se dar bem.

Os níveis são relativamente curtos, mas bastante diferentes entre si. Ainda que o cenário em todas as fases seja um mundo pós-apocalíptico, ora você estará a céu aberto em um nível extremamente veloz, ora estará botando pra quebrar em uma fábrica, com direito a tanques de lava e tudo mais.

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A trilha sonora de Armored Warriors é eletrizante, o que torna o game ainda mais memorável. Merece posição de destaque em nossa lista.

Curiosidade: Armored Warriors é o game que inspirou o jogo de luta Cyberbots, lar de Jin Saotome.

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2. Bucky O’Hare (Arcade)

O coelho Bucky já deu as caras aqui no PlayReplay, quando falávamos de games de plataforma para NES, lembra? Na oportunidade, prometi que um dia falaria de sua outra aparição no mundo dos games. Ambos foram lançados em 1992, mas a Konami decidiu usar abordagens diferentes para cada game, deixando a pancadaria franca para o Arcade.

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KOMPLEX, um super-computador, realiza uma grande lavagem cerebral  em todo o Império dos Sapos e planeja utilizá-los para dominar o Aniverso (o universo paralelo onde se passa o game). Como já era de se esperar, apenas o coelho Bucky e sua trupe (a gata Jenny, o pato Dead Eye e o robô Blinky) podem combatê-los.

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O personagem surgiu de uma HQ da década de 80, mas quem serviu de base para este jogo foi a série animada para TV.

Bucky O’Hare tem seu espaço em nossa lista por fugir dos padrões. Aqui, no lugar dos socos, você carrega uma arma com munição infinita. Bordoadas, só se o inimigo estiver muito próximo de você, o que dificilmente acontecerá, diferente de Alien vs Predator, da nossa lista anterior.

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A ação transcorre de maneira muito mais próxima de um autêntico run n’ gun (Contra, Metal Slug), mas com cenários cartunescos. Você pode fazer upgrades em sua arma conforme pega itens, aumentando o poder e o tamanho de seus tiros, além de ter especiais para usar nas horas de aperto. Até 4 jogadores podem encarar o game ao mesmo tempo.

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1. Asterix (Arcade)

Seguindo a linha de games baseados em quadrinhos, nosso primeiro colocado é o gaulês Asterix, personagem criado na França na década de 50. Ao contrário da Capcom, que dava preferência a personagens realistas em seus beat ’em ups, a Konami usava personagens conhecidos para alavancar seus títulos. Além de Bucky O’Hare e Asterix, outro título de peso da empresa nos arcades foi The Simpsons, que deixaremos para outra ocasião.

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Asterix não é um dos games mais conhecidos do gênero, mas certamente se encaixa como um dos mais competentes e refinados. Aqui, você pode escolher entre Asterix, o baixinho mais forte e invocado de toda a Gália, ou seu fiel companheiro Obelix, o grandalhão que caiu dentro de um caldeirão com poção mágica, obtendo super-força de forma permanente. Além de você, um amigo também pode participar da aventura, de forma simultânea.

A história do game é contada como uma história em quadrinhos, com animações divertidas para situá-lo ao fim de cada fase. Todos os estágios são bem construídos e trabalhados, de forma a levá-lo diretamente para o universo da série, nos mínimos detalhes. Destaques para a fase que se passa no mar e a do carrinho de mina, onde você deve saltar de um carrinho para o outro, mais ou menos no mesmo esquema de Donkey Kong Country. Vale a menção de que Asterix foi lançado dois anos antes.

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Durante a pancadaria, além dos habituais socos, você tem um rol de opções para finalizar seus inimigos derrotados. Outro caminho é usar um super gancho capaz de jogar qualquer um para o ar, no melhor estilo Mortal Kombat.

Se você for fã dos quadrinhos, vai amar este jogo. Cheio de referências e tiradas divertidas, a Konami fez questão de homenagear diversos personagens conhecidos na trama. Se ainda não conhece, não deixe passar a oportunidade de se divertir bastante com esse clássico.

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[infobox color=”light”]Carbono-14 é a coluna semanal do PlayReplay destinada a escavações de fatos históricos sobre as franquias e sistemas mais amados por nós, gamers.[/infobox]

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Formado em Publicidade e Propaganda e retrô gamer apaixonado, tem predileção pelos 8 bits. Lê e relê suas revistas de video game antigas todas as noites na hora de dormir. Antes de vir para o PlayReplay, coordenou a área de diagramação do GameBlast.

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Carbono-14

Carbono-14: 7 curiosidades sobre o Game Gear

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Os números não batem, nem chegam perto. Os pouco mais de dez milhões de Game Gears comercializados em todo o mundo não se aproximam sequer dos mais de 30 milhões de Game Boys vendidos no mercado japonês, quanto menos dos 120 milhões em todo o mundo. Mesmo assim, insistimos em considerar que ambos os portáteis foram rivais formidáveis, como uma versão digital do duelo entre Davi e Golias.

A diferença numérica pode ser gritante, mas isso não representa necessariamente um demérito na ficha do portátil da Sega. O fato de suas vendas não terem decolado está diretamente ligado ao seu tamanho avantajado, grande consumo de pilhas e o lançamento tardio. Mesmo assim, reconhecemos que se tratava de um produto com qualidade diferenciada, superior até mesmo ao Master System, com um lugarzinho especial em nossos corações e digno de ter pelo menos um Carbono-14 dedicado às suas peculiaridades. Vamos a elas?

 

7. Um verdadeiro astro

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O Game Gear foi lançado em outubro de 1990 no Japão, mas só chegou ao ocidente um ano depois. Durante sua concepção, o portátil era referido como Projeto Mercúrio, já na linha de nomes de planetas que mais tarde batizariam o Sega Saturno e o Sega Netuno (projeto híbrido de Mega Drive e 32X, que não chegou a se concretizar).

 

6. Multi-sistema

Outra curiosidade bacana sobre o Game Gear é que ele foi o primeiro portátil a permitir o uso de jogos de outra plataforma. Através de um adaptador era possível rodar os jogos do Master System, que tinha basicamente as mesmas configurações do portátil.

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Infelizmente, o caminho reverso não podia ser feito, já que o Game Gear tinha uma paleta de cores superior.

 

5. TV portátil

Outra coisa bacana do Game Gear era a possibilidade de assistir TV direto no portátil, usando um acessório opcional que funcionava como antena. Dava pra jogar e assistir a novela os seus programas favoritos em qualquer lugar.

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4. Rise from your grave

Em um momento de genialidade (ou loucura), a Majesco decidiu relançar o Game Gear em meados da década passada. Uma versão menor e mais econômica, com a promessa, inclusive, de reabastecer o mercado com novos títulos.

Nessa época a Sega já havia lançado o Nomad (portátil que rodava jogos de Mega Drive, mas que padecia dos mesmos problemas que o Game Gear), então fica aquela sensação de “What the fuck”? Pois é.

 

3. Cinematográfico

Nada como o bom e velho merchandising para promover um produto! No caso do Game Gear foram diversas aparições especiais, desde “Arrebentando em Nova York” com Jackie Chan até um episódio da série ER. Mas a cereja do bolo com certeza veio de “Surfistas Ninjas”, onde a Sega cooperou e produziu um jogo com lançamento simultâneo ao filme, recheado de cenas bizarras e que não faziam nenhum sentido. Hoje a gente ri, mas na época…

 

2. Poucas roupas

Ao contrário do Game Boy que teve dezenas de versões diferentes, a Sega apostou em uma linha mais discreta e só lançou dois modelos do Game Gear no ocidente. Além do pretinho básico, houve uma versão alternativa azul que vinha acompanhada do jogo World Series Baseball, variando apenas na cor da carcaça.

Para o público japonês as coisas eram mais fartas, com direito até mesmo a uma versão especial da Coca Cola.

 

1. Um concorrente honrado

Até o lançamento do PSP, o Game Gear ocupava o primeiro lugar no ranking de portáteis não-fabricados pela Nintendo, desbancando concorrentes como o TurboExpress e o Atari Lynx.

Na época as campanhas de marketing da Sega eram bastante agressivas, vendendo a ideia de que os produtos da empresa eram radicais, ao passo que os concorrentes eram bobos e ingênuos. Sabe a campanha do “Genesis does what Nintendon’t”? Pois é, era bem nessa linha.

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Carbono-14

Carbono-14: Vida longa ao Nintendo 64, o rei do multiplayer

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Saudoso, surpreendente e inovador. Faltam-me adjetivos para descrever o quão importante foi o Nintendo 64 para a história dos videogames. Mesmo sem o mesmo brilho de seu concorrente, o PlayStation, nenhum outro console cumpriu com tanta maestria a missão de juntar a galera para partidas multiplayer.

Mesmo sem o incentivo das third parties, o Nintendo 64 soube se virar só com a força de suas próprias franquias (e uma forcinha extra da Rare). Que tal recordar um pouquinho desse sucesso?


 

Menos de 400 jogos lançados

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Mesmo sendo considerado um sucesso, o Nintendo 64 sofreu com um número relativamente baixo de jogos lançados. Snes e Nes, por exemplo, alcançaram a marca de mais de 700 games cada um. O PlayStation, rival direto na época, chegou a estrondosos 1100 jogos.

 

Atrasadinho

O projeto original previa o lançamento do Nintendo 64 para o Natal de 1995. O tiro saiu pela culatra e houve um adiamento para abril de 1996, também não cumprido.

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No fim das contas, o console só chegou às prateleiras japonesas em junho de 1996 e em setembro do mesmo ano para os norte-americanos.

Europeus e sul-americanos tiveram que aguardar até 1997 para jogar o console.

 

O último dos moicanos

O N64 foi o último dos consoles caseiros a trabalhar com cartuchos, quando todos os seus concorrentes já haviam adotado os CDs.

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O último dos últimos lançamentos com essa tecnologia foi Tony Hawk Pro Skater 3, lançado em agosto de 2002.

 

É do Japão!

Enquanto os norte-americanos tiveram à disposição apenas dois games no lançamento do console (Super Mario 64 e Pilot Wings 64), do outro lado do mundo os japoneses contaram com um título extra: Saikyo Habu Shogi, baseado no jogo de tabuleiro nipônico, similar ao xadrez.

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Mas que menino lindo!

 

A estrela do game é Yoshiharu Habu (foto acima), um dos maiores campeões da modalidade.

 

Vendeu bem?

O Nintendo 64 vendeu, ao todo, cerca de 32.9 milhões de unidades em todo o mundo. Cerca de 17 milhões a menos que o Super Nintendo, mas 11 milhões de unidades acima do seu sucessor, o Game Cube.

Entre seus títulos mais vendidos, temos Super Mario 64 (11.9 milhões), Mario Kart 64 (9.8 milhões), Goldeneye 007 (8 milhões), The Legend of Zelda: Ocarina of Time (7.6 milhões) e Super Smash Bros (5.5 milhões de unidades vendidas).

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Já que Super Mario 64 acompanhava o console, nada mais justo que dar a medalha de ouro para o segundo game da série de corrida estrelado pelo bigodudo.

 

Barato para eles, mas caro para nós

Enquanto um console atual custa entre 400 e 500 dólares em seu lançamento, o Nintendo 64 surpreendeu a todos com um preço enxuto de US$200, bastante acessível para os jogadores na época. Isso, claro, só para os norte-americanos, já que por aqui a situação foi bem diferente. Em território tupiniquim, para se aventurar em três dimensões era preciso desembolsar cerca de R$650,00 (aproximadamente R$2.000,00 nos dias de hoje).

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Cartuchos hoje custam mais caro que o console

Aqui no Brasil o Nintendo 64 ainda é idolatrado por muitos. Colecionadores chegam a desembolsar até R$300,00 por um cartucho raro como Conker’s Bad Fur Day. Por outro lado, um console em bom estado pode ser comprado por até R$100,00 com cabos e controles. Bastante acessível, não?

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Carbono-14

Carbono-14: Sega Saturno, um excelente console ofuscado pela concorrência

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No caminho da Sega havia um PlayStation. Havia um PlayStation no meio do caminho…


Na última edição do Carbono-14 nós relembramos um pouquinho da curta história do Dreamcast, o último console lançado pela Sega. Se é possível apontar um responsável por abreviar sua trajetória, não me vem outro nome a cabeça senão PlayStation 2, vejam só.

Essa história já havia acontecido antes, mais precisamente na metade da década de 90, quando Sega Saturno, PlayStation e Nintendo 64 mediram forças na batalha pela preferência do mercado. E ainda que o console da Sony tenha vencido por lavada, nenhum de seus concorrentes foi considerado um fracasso, dados os números expressivos de vendas e a vasta biblioteca de títulos de cada um.

Se é possível colocar dessa forma, podemos dizer que na 5ª geração de consoles, não houve de fato um derrotado, apenas vencedores. Confiram com a gente 7 curiosidades sobre o Sega Saturno!

 

1. Muitos modelos diferentes

Se você é colecionador e está em busca de um Sega Saturno, melhor ficar esperto para a quantidade de modelos diferentes do console que vai encontrar por aí.

O modelo original japonês, por exemplo, era cinza com botões azuis, substituído posteriormente pelo modelo branco (um cinza sujo, vai) com um botão rosa para abrir a tampa do leitor de CDs. Por último, os japoneses foram coroados com um modelo translúcido do Saturno, o ‘Skeleton’.

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Empresas parceiras da Sega tiveram a oportunidade de construir seus próprios modelos de Saturno, como o Hi-Saturn (Hitachi) e o V-Saturn (JVC/Victor). Situação semelhante havia acontecido com o 3DO na mesma época, com direitos licenciados para diversas companhias.

Nos Estados Unidos prevaleceu o modelo preto (básico, combina com tudo, né?), mas diversas atualizações foram lançadas, mexendo até no layout do joystick, até finalmente adotarem o modelo japonês.

 

2. A esperança de ver um Sonic 3D

Sonic X-treme era a promessa da Sega of America para competir com Super Mario 64 e Crash Bandicoot, ambos bem sucedidos em ambientes 3D. O jogo estava previsto para o natal de 1996, mas nunca chegou a ser concluído. Em seu lugar, os fãs tiveram de se contentar com um mero port de Sonic 3D Blast, aventura requentada dos 16 bits.

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No desespero para lançar X-treme, a equipe de programadores chegou a tentar usar a engine de NiGHTS into Dreams, de Yuji Naka (um dos criadores do Sonic Team), mas o japonês não permitiu.

Anos mais tarde, o programador Chris Senn liberou um site com mais informações sobre o game em um novo esforço para concluí-lo, sem sucesso.

 

3. Excelente para jogos 2D

A 5ª geração de consoles deu início a era dos jogos poligonais, onde tudo era novidade e nós sequer tínhamos certeza de seu real potencial. O Sega Saturno, por exemplo, só recebeu um processador para renderizar gráficos 3D já em cima da sua data de lançamento.

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Nanatsu Kaze no Shima Monogatari: excelentes gráficos 2D

Como ainda não existia a tecnologia de processadores com múltiplos “cores”, o jeito foi trabalhar de forma separada, dificultando bastante a vida dos programadores da época. Por outro lado, seus resultados em games 2D eram superiores aos de seus concorrentes.

 

4. O melhor resultado da Sega… no Japão

Se no ocidente o Saturno não foi exatamente um fenômeno de vendas, pelo menos a Sega tinha motivos para comemorar do outro lado do mundo: No Japão, o console atingiu a marca de 5.8 milhões de unidades vendidas, superando até mesmo o Mega Drive (3.5 milhões).

 

5. Console chaveado

Para poder testar os jogos exclusivos do mercado japonês, era necessário ‘chavear’ o seu console. O processo, que não deve ser confundido com o desbloqueio, servia para trocar a região do Saturno e podia ser feito com um cartucho acoplado no expansor de memória do videogame. Era uma santa mão na roda!

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6. Não precisamos de memory cards

Diferente do PlayStation, no Saturno era possível gravar o seu progresso nos games em uma memória interna, economizando assim uma graninha bacana. O problema disso? Impossibilitava o transporte dos seus saves, deixando-os restritos apenas ao seu videogame.

Posteriormente foram lançados memory cards para o Saturno, mas a preferência geral era seguir em frente sem eles mesmo, tudo para não gastar mais.

 

7. Shenmue no Saturno

Falamos um pouco sobre Shenmue no Carbono-14 do Dreamcast e recordamos sua importância e peso para os jogos da época. No entanto, o projeto original do game previa seu lançamento para o Sega Saturno, pasmem.

No CD de Shenmue II é possível encontrar vídeos que comprovam essa informação. Abaixo, você confere um deles:

 

 

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