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Story of Seasons vs Harvest Moon: Qual a diferença?

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Desde 2014, uma certa confusão se iniciou em torno da amada franquia Harvest Moon. Diversos artigos falavam sobre como a Marvelous havia parado de trabalhar com a Natsume, mas que a Natsume continuaria fazendo títulos sob o nome de Harvest Moon e que Marvelous faria algo chamado Story of Seasons.

A situação não foi tão bem explicada no começo e até hoje há fãs da franquia que não sabem que jogo comprar ou qual a diferenças entre essas duas séries. Harvest Moon ainda é Harvest Moon ou Story of Seasons é Harvest Moon?

Para acabar com qualquer dúvida que você ainda pode ter, nós preparamos este artigo bem explicativo e que deve esclarecer a atual situação em que a franquia da vida de fazenda se encontra.

Para isso, vamos começar logo do início de tudo, então se quiser entrar no clima, é só apertar play no vídeo abaixo e ouvir uma linda trilha sonora de acompanhamento.

Bokujō Monogatari

Em 1996, um jogo com foco na vida de um fazendeiro com aspectos de RPG chamado Bokujō Monogatari foi lançado no Japão no Super Famicom depois de inúmeros problemas financeiros durante seu desenvolvimento.

O game havia sido inspirado pelo tempo que Yasuhiro Wada (criador do jogo) passou no interior do Japão, além de emprestar elementos de The Legend of Zelda e SimCity.

harvest moon snes

Apesar de ter saído após o lançamento do Nintendo 64 e de ter um conceito tão diferente, o título conseguiu fazer um sucesso considerável e ainda agradou os críticos de forma bem positiva.

Esses fatores fizeram com que ele ganhasse a aprovação para ports para o Game Boy e Game Boy Color algum tempo depois, além de uma sequência para o Nintendo 64. É claro que com essa atenção toda, não dava para perder a oportunidade de levar o novo game a outros países.


Veja também:


Harvest Moon

A desenvolvedora e produtora Victor Interactive Software começou a trabalhar em parceria com a Natsume, que localizaria a versão americana de Bokujō Monogatari  no Super Nintendo em 1997. Literalmente, Bokujō Monogatari podia ser traduzido como “História de Fazenda” ou “História de Rancho”, mas Hiro Maekawa (presidente da sede americana da Natsume) achou melhor criar um título mais cativante para a série.

O escolhido foi Harvest Moon, que pode ser traduzido como Lua da Colheita. O nome foi inspirado por um evento que ocorre quando uma lua cheia acontece durante o Equinócio, durante os meses de março e setembro todos os anos.

Ela é chamada assim, porque neste momento a lua fica num ângulo de 180° em relação ao sol e possui uma luz muito mais brilhante que o normal e por mais tempo, o que permitia que os fazendeiros pudessem trabalhar na colheita até mais tarde na noite.

harvest moon

Todos os games da série foram nomeados assim, com apenas subtítulos para diferenciá-los, como é o caso de Back to Nature, A Wonderful Life ou Friends of Mineral Town, por exemplo. Em 2003, a Victor Interactive foi adquirida pela Marvelous Entertainment, mas a parceria com a Natsume permaneceu a mesma por mais 10 anos.

Story of Seasons

Em 2014, a Marvelous anunciou que os próximos títulos da série Bokujō Monogatari seriam localizados pela XSEED Games, sua subsidiária norte-americana, e que a parceria com a Natsume havia se encerrado.

O maior problema desta decisão era que a Natsume tinha criado o nome ocidental Harvest Moon para a franquia e obviamente tinha todos os direitos sobre ele, então a Marvelous nunca poderia usá-lo em seus futuros jogos.

story of seasons

A Marvelous decidiu seguir em frente com uma decisão um tanto arriscada: mudar o nome ocidental da franquia para Story of Seasons.

O problema é que a empresa não fez o melhor trabalho do mundo em divulgar a alteração na América ou na Europa, com apenas um comunicado de imprensa que foi repassado em alguns sites voltados para jogos, como IGN, Polygon, Kotaku, entre outros. Ainda assim, a maioria dos fãs que não chegou a ver a notícia durante este período limitado não ficou sabendo de nada.

O “falso” Harvest Moon

Infelizmente, a Natsume decidiu se aproveitar disso para ganhar algum lucro. O plano da empresa foi o de simplesmente desenvolver por si própria alguns jogos com as mesmas mecânicas de Bokujō Monogatari e nomeá-los de Harvest Moon. É claro que os mais desavisados só ficariam sabendo que um novo Harvest Moon estaria sendo lançado e o comprariam sem fazer tanta pesquisa sobre o assunto.

Desde então, tivemos dois jogos sob o novo nome no ocidente: Story of Seasons (2015)  e Story of Seasons: Trio of Towns (2017). Já a Natsume também lançou dois games neste período: Harvest Moon: The Lost Valley (2015) e Harvest Moon: Skytree Village (2016), sendo que nenhum deles foi lançado no Japão.

story-seasons-capa

O mais interessante é que enquanto os dois Story of Seasons mais recentes tiveram uma ótima recepção dos fãs e críticos, especialmente por acatar o feedback do que não estava dando certo em seus antecessores, os jogos da Natsume são de óbvia má qualidade e foram recebidos de forma extremamente negativa.

Outro fator importante a se mencionar é que remakes de títulos anteriores estão sendo renomeados oficialmente de Story of Seasons, como é o caso no futuro lançamento de Story of Seasons: Tale of Two Towns no 3DS.

Desde então, mais fãs têm feito o possível  para avisar as pessoas sobre o “verdadeiro Harvest Moon” e seu novo nome, seja através de postagens no Reddit, no Twitter ou até mesmo em vídeos do YouTube.

Isso parece estar dando resultado, mas não impediu a Natsume de anunciar um novo Harvest Moon falso, desta vez chamado de Harvest Moon: Light of Hope, que será lançado no PC, PlayStation 4 e Switch em “comemoração dos 20 anos de Harvest Moon”. Parece que a Natsume realmente não tem vergonha na cara, não é?!

A boa notícia é que a Marvelous anunciou durante a E3 que já está desenvolvendo um novo Story of Seasons para o Switch, então pelo menos já temos a certeza de teremos o verdadeiro Bokujō Monogatari no novo console da Nintendo, onde a série sempre fez mais sucesso.

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Seus irmãos a viciaram em video games antes que ela aprendesse a falar, e agora ela passa os dias escrevendo sobre isso para sites misteriosos.

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Games

The Surge (PS4) | Assista agora ao nosso gameplay ao vivo no Twitch

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Nem sempre jogatina significa relaxar! Fãs de Dark Souls ou jogos de dificuldade elevada conhecem bem esse paradigma! Hoje, Vargolino não estará para brincadeira, pois iniciará sua jornada em The Surge, jogo que é tão difícil quanto a série souls, mas traz um ar mais futurista na trama!

Dessa vez, os inimigos não são mortos-vivos, cavaleiros, ou monstros gigantes e sim, robos! Eles estão espalhados por todo o lugar e, destruí-los, com certeza vai ajudar na aventura, já que as peças que eles soltam são itens importantes para fazer novas armas e aprimora-las. Será que Vargolino conseguirá sobreviver nesse ambiente, mesmo com o treinamento intenso em Dark Souls? Entre na nossa live e confira:

Watch live video from PlayReplayBR on www.twitch.tv

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Críticas

We Happy Few | Poucos motivos para jogar

Bom mesmo seria poder esquecer esse jogo

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We Happy Few é um jogo de aventura e tiro em primeira pessoa desenvolvido pela Compulsion Games e publicado pela Gearbox com download para PC, PlayStation 4 e Xbox One. Depois de conquistar algum hype em sua versão early access, desde 2016 o game foi conquistando o interesse dos fãs e da mídia especializada.


Veja também:


Grande parte do interesse veio do interessante contexto escolhido para a narrativa, uma versão alternativa dos anos 1960. Na distópica cidade de Wellington Wells, as pessoas estão abusando de uma droga alucinógena que consegue mascarar a horrível realidade do mundo e, ao invés de mostrar a verdadeira sociedade em colapso, faz o usuário vislumbrar um mundo festivo e em constante alegria.

Não bastam boas intenções

O problema é que, por mais que a trama comece interessante e repleta de paralelos com obras clássicas como 1984 e Brazil, uma história intrigante simplesmente não é o bastante para segurar um jogo de videogame pessimamente acabado. A impressão é que ele devia continuar pelo menos mais um ano no forno sendo lapidado pela equipe de desenvolvimento.

Em sua forma atual, We Happy Few parece um filho bastardo, burro, feio e largado de Bioshock e Zombi U. Do primeiro jogo, veio a vontade de criar uma atmosfera e narrativa imersivas. Do segundo, as mecânicas de sobrevivência e a jogabilidade meio truncada. O resultado final, infelizmente, é um crime da genética videogamística.

Em meu teste, eu não consegui jogar mais do que cinco horas da campanha, porque simplesmente não estava conseguindo tirar qualquer diversão das péssimas mecânicas e sistemas do jogo. Andar pelos mapas semi-abertos em busca de itens e missões paralelas é tão gratificante quanto passar uma tarde no banco pagando boletos. Acredite,  só não é mais chato que os combates do jogo!

Cada embate, sem falta, me fez ter vontade de largar o controle e ir fazer qualquer outra coisa da minha vida. O sistema de física é péssimo e, aliado aos controles travados, faz com que nenhum golpe seja minimamente gratificante. O que é lamentável, já que combates são até bem frequentes na jornada.

Uma droga de jogo

O que se salva, então, são os momentos sem ação, quando é possível ficar imerso no mundinho graças à boa dublagem, presente até nos menores NPC. O sotaque britânico da galera ajuda na imersão e soa bem agradável aos ouvidos, e o roteiro até consegue ser interessante o bastante em seus diálogos e contextualização do universo.

No entanto, a estrutura das missões é tão chata que também joga esses trunfos para escanteio. Como nos piores sandbox, a maioria das missões consistem em “busywork”; em “bancar o office boy”. São coisas do tipo “vá até o ponto tal e ache fulano”, ou “entre no prédio tal para pegar item tal”. É a burocracia máxima em sua pior forma.

Como falei, eu não aguentei jogar mais do que cinco horas de We Happy Few, então sempre é possível que, ao menos nas horas seguintes, as coisas melhorem um pouco. Mas eu não apostaria nisso, até porque, mesmo que o jogo mude totalmente de foco, o gameplay continuaria sendo péssimo. Se pelo menos existisse uma droga para me fazer esquecer do meu tempo com o jogo…

We Happy Few
3 Nota
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Prós
  • Narrativa interessante
  • Tema criativo
Contras
  • Péssimo gameplay
  • Missões tediosas
Avaliação
We Happy Few possui ideias interessantes, especialmente na sua história, personagens e ambientação. No entanto, uma péssima execução do gameplay torna o jogo quase intragável. Uma pena.
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Overwatch | Jogo estará de graça no fim de semana

O game poderá ser aproveitado sem custo no PC, PlayStation 4 e Xbox One.

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Aproveitando o evento de verão que está acontecendo durante este mês, a Blizzard disponibilizará Overwatch de graça por alguns dias.

Assim como nas outras ocasiões, o game poderá ser baixado e jogado sem qualquer custo durante o fim de semana  no PC e consoles.

Isso inclui acesso a todos os 28 personagens, 18 mapas e praticamente todos os modos, com excecão apenas do modo competitivo.

Esse período gratuito começa já nesta quinta-feira, dia 23 de agosto, e deve durar até a madrugada de domingo para segunda-feira.

O melhor é que qualquer progresso feito na sua conta será mantido caso se comprar a versão completa algum dia.

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