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Críticas

Elder Scrolls Online: Summerset é uma aventura incrível para novatos e veteranos do jogo

O novo capítulo de Elder Scrolls Online chegou ao PC, PS4 e Xbox One com tudo o que os novos e antigos fãs do MMO poderiam querer.

Publicado

em

Elder Scrolls Online recebeu muitas atualizações gratuitas e DLCs pagos no passado, mas o novo capítulo Summerset é facilmente uma das expansões mais esperadas dos fãs deste MMORPG.


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Summerset nos leva para uma das regiões mais conhecidas de Tamriel, traz dezenas de quests, novos recursos, uma nova linha de habilidades, mais uma opção de crafting e uma ótima nova dungeon para grupos de 12 jogadores.

É bom já mencionar que as expansões de ESO funcionam de forma bem diferente de outros MMO que vemos por aí.

Em vez de exigir que você tenha um personagem no nível máximo ou que tenha completado várias outras quests antes de iniciar suas novas aventuras, Summerset permite que você viaje para a famosa ilha dos High Elves imediatamente, seja com um personagem novo ou já existente.

Talvez até por não ter a gigantesca expectativa da expansão de Morrowind (que permanece como uma das regiões mais amadas no coração dos fãs), é mais fácil de apreciar todos os pequenos detalhes e novidades das ilhas Summerset.

Além disso, dá para perceber que apesar de parecer menor que seu antecessor à primeira vista, esta expansão facilmente tem um conteúdo mais robusto e que vai te manter engajado por mais tempo.

“Você já ouviu falar dos High Elves?”

Em questão de trama, até então, o local estava fechado para outras regiões, mas a rainha Ayreen decide abri-lo para os estrangeiros e nosso fiel amigo Razum-dar (um velho conhecido Khajit do game) volta para nos ajudar e explicar nossas primeiras missões na região.

Como tantos outros problemas causados nesta era, logo descobrimos que o desaparecimento de certos turistas está diretamente relacionado aos Daedrics e seus seguidores. Rapidamente, isso nos leva a uma quest principal que se encaixa muito bem com a trama de outras regiões, algo que pode ser bem aproveitado por novatos ou veteranos do jogo.

As quests em si devem ser bem mais interessantes para quem passou apenas algumas dezenas de horas no mundo de ESO, enquanto os veteranos terão certa familiaridade com algumas delas.

A verdade é que adorei algumas das quests que não envolviam ter que ir em uma dungeon, matar certos monstros ou descobrir um plano envolvendo Daedrics. Embora essas ainda sejam divertidas e tradicionais da série, foram algumas das missões casuais e que não tinham nada a ver com esses temas que me chamaram mais atenção.

Parte disso se deve ao fato de eu já feito todas as missões principais e secundárias das outras regiões, então a experiência de cada um pode variar. Felizmente, há conteúdo diversificado suficiente para todos os gostos, basta explorar os diferentes cantos de Summerset para encontrar algo surpreendente.

Joias, joias e mais joias

Para começar, o tal aguardado e requisitado sistema de criação e aprimoramento de joias finalmente está aqui. Ele se tornou em uma nova linha de habilidades para quem quiser se especializar no assunto e agora há muitos novos traços que podem ser atribuídos a anéis e pingentes.

Com isso, também há novos materiais que você pode encontrar e coletar em todas as regiões de Tamriel para a construção desses acessórios. O interessante é que qualquer jogador pode pegar esses materiais, mas só aqueles que possuem a expansão podem usar as meses de criação de joias.

De certa forma isso pode ser positivo, já que não exclui os jogadores totalmente desta novidade, permitindo que eles vendam os materiais que coletaram a outras pessoas e que usem as joias especiais criadas por seus colegas aventureiros.

Isso abre um novo leque de possibilidades de combinações de armaduras, acessórios e armas que seu personagem pode usar. Antigamente, você só contava com jóias que achava no mundo, em dungeons ou no PVP (modo que coloca jogador contra jogador).

O problema era que só conjuntos específicos de equipamentos que eram encontrados como loot tinham essas joias e você nem sempre as encontrava na qualidade ou com o traço necessário para o seu personagem.

Agora você não só pode aprimorar as joias encontradas no mundo, como também pode fazê-las da maneira que quiser para os conjuntos especificamente disponíveis para criação manual. Acredite ou não, esta é uma tremenda melhora na qualidade de vida daqueles que passavam dezenas de horas procurando o equipamento perfeito em dungeons.

Voltando no tempo

Falando em novas habilidades, é claro que temos que mencionar a adição da nova linha de habilidade ligada a guilda conhecida como “Psijic Order”. Você a desbloqueia ao iniciar uma quest desta guilda, sendo possível conseguir experiência e destravar as habilidades exclusivas e bem diferentes do que vimos até agora no game.

São cinco habilidades ativas, cinco habilidades passivas e uma habilidade suprema. Como em outras linhas, cada uma dessas habilidades pode ser elevada e tomar uma forma diferente dependendo do que você quer para o seu personagem.

O interessante é que todas essas habilidades são relacionadas a um tipo de viagem no tempo, sendo possível restaurar seus pontos de vida, mágica e vigor ao estado que se encontravam há alguns segundos ou fazer seu próprio personagem voltar a uma posição específica que estava há pouco tempo. Isso pode ser usado no PVE ou PVP, o que pode gerar resultados bem interessantes futuramente.

Lindo e cheio de conteúdo

A ilha de Summerset é outra parte que deve ser levada em consideração separamente. Ela é, sem dúvidas, a região mais bonita e bem detalhada que já explorei em Elder Scrolls Online e que me agradou até mais do que Morrowind.

Além de cidades movimentadas, você encontrará muitas dungeons, NPCs espalhados por todo lugar, monstros para destruir em grupo, eventos públicos e novos tipos de fauna e flora.

É claro que além das dungeons públicas normais que a expansão oferece, temos o Trial conhecido como “Cloudrest”. Para quem não é muito familiarizado com o termo, um Trial é basicamente uma dungeon enorme para grupos de até 12 pessoas e que pode ser bem desafiante tanto no modo normal como no modo veterano.

Este Trial é muito bem-vindo, já que eles não são adicionados com a mesma frequência das dungeons de até 4 pessoas (o que é obviamente compreensível), mas fazem parte de um dos conteúdos favoritos dos jogadores de ESO.

Como vários outros Trials, Cloudrest conta com três chefes secundários e um chefe principal, além de ter conjutos de equipamentos exclusivos, uma skin nova, títulos inéditos e vários itens para a casa do seu personagem.

Não é perigoso ir sozinho

Sabemos que todo esse papo de dungeons em grupo, eventos públicos e monstros que só podem ser destruídos com a ajuda de outras pessoas pode criar um receio naqueles que gostam de jogar sozinho.

Sim, nós também sabemos que MMO são feitos para serem jogados em grupo, mas Elder Scrolls Online é muito conhecido por ter uma vasta quantidade de conteúdo que pode ser aproveitado sem a companhia ou ajuda de ninguém.

Felizmente, você não precisa se preocupar com isso em Summerset, já que também há muito o fazer se quiser se aventurar sozinho pela ilha. A trama principal, as quests secundárias e toda a linha da Psijic Order deve te garantir dezenas de horas de conteúdo sem muito esforço.

Summerset é apenas a segunda grande expansão de Elder Scrolls Online, mas o aprimoramento em relação aos DLCs anteriores é bem vísivel. Com todas as novidades que apresenta, esta é uma surpresa extremamente agradável para aqueles que imaginavam Morrowind como o pico do jogo.

Seja um fã antigo do MMO procurando por novas aventuras ou um iniciante em dúvida de que DLC deve experimentar primeiro, esta definitivamente é uma excelente opção que não pode ser ignorada.

Elder Scrolls Online: Summerset - Crítica
9 Nota
0 Leitores (0 Notas)
Prós
  • Trial inédito e divertido
  • Região mais bonita e
    detalhada até agora
  • Criação manual de joias
  • Novas habilidades
Contras
  • Algumas quests podem
    parecer similares aos
    jogadores mais antigos
Avaliação
Summerset não só traz mais uma região a Elder Scrolls Online, como também conta com novas habilidades, um Trial inédito e um sistema de criação de joias bastante aguardado.
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Seus irmãos a viciaram em video games antes que ela aprendesse a falar, e agora ela passa os dias escrevendo sobre isso para sites misteriosos.

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Críticas

Hollow Knight é um metroidvania que é tudo, menos vazio

Melancolia, apocalipse e insetos se encontram em um dos melhores metroidvanias já criados

Publicado

em

Em 2014 dois amigos australianos, Ari Gibson e William Pellen, lançaram um singelo Kickstarter para fundar a criação de um “metroidvania” que começou como parte de um game jam. Ao contrário de Yooka Laylee e seus milhões de dólares ou até mesmo Shovel Knight e suas centenas de milhares, Team Cherry requisitava somente 35 mil dólares australianos e recebeu menos de 60 mil ao final da campanha.


Veja também:


Quatro anos depois, já lançado no PC em 2017, Hollow Knight finalmente chega ao Nintendo Switch com todas as expansões já lançadas, apresentando mais conteúdo e qualidade do que os jogos citados e até ultrapassando, em certos aspectos, os jogos do qual a nomenclatura de seu gênero é derivada.

Hollow Knight conta a historia de um diminuto guerreiro que decide entrar nas cavernas que abrigam as ruínas do reino de Hallownest. Devido à uma infestação que roubou os insetos de sua inteligência e os reverteu aos seus instintos primitivos, uma grande e próspera nação se tornou apenas resquício do que era. Omundo abaixo da superfície é gigantesco para os padrões do gênero — e não a custo de qualidade.

Cada um dos diversos biomas de Hallownest contam com múltiplas camadas de profundidades e detalhes no ambiente que, além de lindas, servem para desenvolver as tragédias pelas quais o reino passou. Tais detalhes podem ser um lago gigantesco situado logo acima da Cidade das Lágrimas, explicando de onde provém a sua chuva eterna; ou dezenas de criaturas empaladas por lanças das tribos dos Louva-a-Deus, demonstrando a função da tribo, protegendo o resto de Hallownest dos aracnídeos do Ninho Profundo. Seja o que for, nada no cenário está lá simplesmente por estar.

A primeira área encontrada pelo jogador é a menos interessante, mas ainda assim impressiona pela quantidade de detalhes. Persevere e o jogo melhora continuamente.

O reino subterrâneo que o jogador explora não somente é vasto na historia que conta e em sua caracterização, mas também na forma em que pode ser explorado. Não tão diferente de The Legend of Zelda: Breath of the Wild, após explorar algumas das áreas iniciais, o jogador pode seguir em múltiplas direções.

Assim como em outros jogos do gênero, eventualmente você encontrará obstáculos que claramente só podem ser superados caso possua uma habilidade específica, forçando o jogador a encontrar outra rota e marcar no mapa o local para retornar mais tarde. Isto é, caso o jogador tenha um mapa.

Hollow Knight não hesita em promover uma sensação de estar perdido e isolado neste lugar inóspito. Sendo assim, até encontrar Cornifer, um inseto cartógrafo e comprar dele o (incompleto) mapa do local será impossível mapear o local. Quer saber aonde você se encontra dentro desse mapa? Não se esqueça de comprar e equipar a bússola.

Enquanto nos primeiros locais, especialmente a Encruzilhada Esquecida, isso pode causar uma certa frustração, tal mecânica acaba sendo essencial para criar a atmosfera tensa que permeia a campanha. Não há apreensão maior do que perceber que você está há trinta minutos explorando uma área nova, sem encontrar um banco (que funciona como save point) e finalmente começa a encontrar as páginas espalhadas e o assobio indicativo de que Cornifer está por perto.

Nunca imaginei que ficaria tão feliz em ver um inseto cartógrafo

Apesar da facilidade de se perder nesse labirinto subterrâneo, aos poucos o jogador também começa a compreender o seu design, entender sua simbologia e o significado de placas ao redor, facilitando navegar o emaranhado que Hallownest é. Sejam as placas de navegação ou uma luz brilhante vindo da entrada da área que abriga um ponto de interesse, Hollow Knight faz com que o jogador sempre se sinta perdido sem de fato o estar.

A variedade e surpresa não se limitam aos biomas, mas também aos inimigos. Sim, é possível separá-los em quatro categorias base (ataques com disparo, dano em contato, explosivo-suicidas e espadachins), mas as variações de como tais comandos são realizados, além das suas caracterizações, ajudam a criar um misto de expectativa sobre qual inseto será encontrado e medo de como o combate se dará — principalmente quando tudo indica que o embate em questão é contra um chefe.

Batalhas contra chefes ficam progressivamente mais difíceis. Entretanto, devido à natureza aberta de Hollow Knight, é possível se deparar com inimigos muito mais fortes que você ou estar bem mais poderoso do que necessário para derrotar certo chefe.

Metroidvanias são conhecidos por sua diversidade de chefes e subchefes tanto quanto por seus mundos labirínticos e caminhos bloqueados por habilidades. Novamente Hollow Knight ultrapassa — e muito — o esperado, providenciando múltiplas batalhas memoráveis em cada área, com chefes obrigatórios e opcionais, que testam sua maestria em combate.

Foi graças a esses chefes que explorei a fundo o sistema de Amuletos do jogo. Espalhados por Hallownest, servem como modificadores de gameplay, variando desde leves alterações como estender o alcance de sua espada ou aumentar o tempo de invencibilidade após um golpe até mudanças drásticas e novas habilidades por completo, como liberar esporos nocivos enquanto tenta recuperar vida.

Com mais de 40 amuletos a serem encontrados e certas combinações causando efeitos secundários umas nas outras, é possível modificar bastante o pequeno guerreiro.

Aliás, as mecânicas envolvendo alma (essencialmente, a mana de Hollow Knight) são o aspecto diferencial de seu combate. Adquirida ao atingir inimigos, ela pode ser utilizada tanto para desferir ataques mágicos quanto para recuperar vida — forçando o jogador a permanecer parado durante o processo. Isso causa um incentivo para se jogar agressivamente ao estar perto de morrer, já que ao atacar o oponente, mais alma será adquirida e, com o timing certo, o jogador poderá reclamar sua energia e sair da situação de aperto.

Caso contrário, nem tudo estará perdido pois, ao morrer, o guerreiro deixa sua sombra para trás e, no estilo Dark Souls, será preciso retraçar o caminho do ultimo save point até onde morreu para recuperar seus pertences.  Durante essa segunda chance, a quantidade de alma que o jogador pode absorver é limitada e é preciso derrotar a própria sombra após encontrá-la, fazendo o processo de backtracking extremamente tenso.

Isso acaba tornando as batalhas contra chefes ainda mais difíceis pois, ao retornar ao local da morte, não só é necessário lidar primeiramente com a sua sombra como também é preciso desviar dos ataques de seu inimigo. Por mais que as batalhas contra essas criaturas sejam interessantes e de múltiplas fases, constantemente ter que refazer os passos do ultimo save point até o chefe a cada morte (e normalmente são várias) torna o processo, que deveria ser épico e intenso, por vezes enfadonho.

Vale mencionar também que o jogo encontra-se inteiramente traduzido para português brasileiro, ainda que diversas vezes a tradução torne falas um tanto forçadas. Entretanto, essas pequenas reclamações se tornam menores que o mais ínfimo dos insetos de Hallownest quando comparado a tudo que Hollow Knight proporciona em suas 20-40h de jogo.

De quando em quando, o jogador se depara com cômodos assim: sem itens ou inimigos. Que servem somente para demonstrar como este mundo subterrâneo e corrompido ainda consegue ser lindo.

É fácil observar o Kickstarter e perceber que o Team Cherry teve que aparar certas arestas para diminuir gasto e tempo de desenvolvimento. Certos personagens que claramente tinham a intenção de terem sua própria historia e não tiveram ou certas áreas e batalhas não tão complexas quanto as demais poderiam nos deixar um gosto amargo na boca.

A dedicação, a quantidade e a qualidade apresentada em tudo que de fato se encontra no jogo, porém, fazem que tal sensação não seja um gosto amargo, mas sim um gosto de “quero mais”. E Hollow Knight é um dos raros jogos que sempre lhe dá mais. Horas após derrotar o verdadeiro chefe final e terminar a campanha DLC, me esbarro com uma área inteira inexplorada. Sim, tinha coisa nova mesmo após 26 horas de jogo!

 

Isolados dos demais insetos em completo segredo, por acidente encontrei a colmeia das abelhas, 26 horas depois de ter começado o jogo! Isso por que eu pensava que já tinha ao menos visitado todas as áreas do mapa há 10 horas atrás!

Adicione os modos extras desbloqueáveis e o futuro DLC grátis, Gods and Glory que chega dia 23 de agosto com um Boss Rush, e fica difícil encontrar algo que Hollow Knight não cumpra com excelência.

Ao falar de metroidvanias é fácil comparar os novos títulos inspirados nos clássicos e perceber que eles não chegam ao patamar de Super Metroid ou Castlevania: Symphony of the Night. Entretanto o titulo da Team Cherry é um dos raros casos no qual algo supera a obra na qual foi inspirado.

E ele o faz a tal extensão que se algum jogo deve servir de nome para o gênero, está na hora de ambos Castlevania e Metroid abrirem passagem e deixar Hollow Knight assumir tal posição.

Hollow Knight
10 Nota
10 Leitores (1 Nota)
Prós
  • Excelente direção artística
    e trilha sonora
  • Mundo complexo
  • Exploração quase infindável
  • Combate customizável
    e agressivo
Contras
  • Retraçar passos após morte
    interrompe o ritmo do jogo
Avaliação
Hollow Knight é não só uma obra prima indie ou obra prima do gênero. Hollow Knight simplesmente é uma obra prima. Personagens tão complexos quanto o lore no qual se encontram envolvidos e o labiríntico mundo a ser explorado são pontuados por excelente direção artística e composições musicais. 40+ horas de jogo, com esse nível de maestria em sua execução, fazem de Hollow Knight um dos jogos dessa geração que todos devem jogar.
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Críticas

Turma da Mônica | Horácio: Mãe é a uma das mais tocantes e sensíveis novels MSP

Emocionante e atemporal

Publicado

em

Não faltam grandes histórias na linha de graphic novels da MSP lançadas pela Panini. Nela, os mais diversos autores se revezam dando interpretações próprias aos icônicos personagens criados por Mauricio de Sousa. Em julho, chegou a vez de Horácio encantar os leitores com a novel Mãe, escrita e ilustrada pelo quadrinista Fábio Coala.

Clique no vídeo acima para conferir nosso tour em vídeo pela graphic novel, postada pelo canal parceiro Aquele Cara


Veja também:


Como o próprio Mauricio explica nas primeiras páginas do livro, o que torna essa novel especial logo de cara é que Horácio é um personagem muito especial para ele, que tradicionalmente fazia questão de escrever todas as suas histórias. Então o plano inicial do selo MSP era que o personagem não ganhasse uma novel própria!

Felizmente, o destino também oferece reviravoltas maravilhosas às vezes, e coube ao Coala a honra de nos apresentar uma nova visão do Horário. Uma visão que, claro, preocupa-se em honrar e apresentar para uma nova geração de leitores todos os valores e ideias que Mauricio elaborou para seu personagem com tanto carinho e cuidado desde 1963, quando ele surgiu nas páginas da Folhinha de São Paulo.

Horassic Park

Na trama da nova graphic MSP, o jovem dinossaurinho sente-se sozinho em um mundo de pura selvageria, onde imperam as leis do mais forte; da cadeia alimentar; da sobrevivência a todo custo. Inquieto sobre seu papel em um mundo que vai de encontro a tudo que acredita, o pequeno herbívoro parte em uma jornada em busca não apenas de sua mãe desaparecida, mas também de propósito.

Quanta diferença uma só criatura pode fazer? O quanto nossas pequenas ações do dia a dia podem moldar o mundo ao nosso redor? Será que não basta fazermos apenas a nossa parte por um mundo melhor? São questões sempre pertinentes que, ao fim da leitura, passam uma boa mensagem para leitores de todas as idades.

É muito fácil e natural ter empatia por cada um dos animais que entram na vida de Horácio, como Napinho, o pequeno mamífero corajoso em uma tribo de covardes acomodados, e Tecodonte, que é abandonado pelos velociraptors e encontra no Horácio seu primeiro amigo leal de verdade.

Mensagem atemporal

A jornada do trio é empolgante por si só, já que vários painéis são magistralmente ilustrados e conseguem emular muito bem o sentimento de aventura, perigo e, finalmente, triunfo. Na mesma medida em que eles desenvolvem um forte vínculo entre si, nós, leitores, também nos importamos com os animais e torcemos pelo seu sucesso.

O final da história é tão delicado quanto arrebatador, e consegue amarrar muito bem todos os temas e mensagens de forma curta e elegante, mostrando que os ensinamentos do Horácio são, definitivamente, atemporais. Horácio: Mãe é uma das melhores novels da MSP, e um dos grandes lançamentos em quadrinhos nacionais em 2018.

Qual é a sua graphic MSP favorita? Comente no fórum do PlayReplay.

Horácio: Mãe
10 Nota
0 Leitores (0 Notas)
Prós
  • Ótima mensagem
  • Personagens carismáticos
  • Arte caprichada
Contras
  • Não há
Avaliação
Horácio: Mãe é uma das melhores e mais emocionantes histórias entre todas as novels da MSP. Considerando o alto nível das produções, isso é um elogio e tanto. Fábio Coala acertou em cheio e conseguiu fazer uma obra digna do legado do querido personagem de Mauricio de Sousa.
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The Irregular at Magic High School | A magia do amor entre irmãos dá o tom ao volume 1 da Panini

Uma boa adaptação da light novel de sucesso

Publicado

em

Este mês a Editora Panini colocou nas bancas de todo o Brasil o mangá The Irregular at Magic High School (ou Mahouka Koukou no Rettousei), a adaptação da light novel original de Tsutomu Sato, que também virou anime pelo renomado estúdio Madhouse em 2014. Mesmo que você não tenha consumido a obra em qualquer outra mídia, é uma leitura bem divertida. Confira nosso review completo logo abaixo.


Veja também:


Ou melhor, ela PODE ser uma leitura divertida, dependendo da sua tolerância a alguns probleminhas e convenções de gênero. Como o nome já evidencia, a trama se passa em uma escola de magia, então é claro que há uma fartura de jovens desfilando todos os tropos convencionais de uma aventura sob medida para essa demografia.

Entre eles há espaço até para flerte entre irmãos, então prepare-se para um pouquinho de incesto. Em praticamente todos os seis capítulos do primeiro volume rola alguma tensão sexual entre os protagonistas Tatsuya Shiba e Miyuki Shiba. Se você odeia esse tipo de coisa, passe longe do mangá. Se gosta, aproveite que a dinâmica deles é bem fofa e engraçada.

Que comecem as aulas

Os irmãos acabam de chegar à sua nova escola, que é bem elitista e separa seus alunos em dois grupos, os Bloom (melhores estudantes) e Weeds (quem tirou as piores notas na prova de admissão). Embora Miyuki integre a elite e seja um dos maiores prodígios da escola, Tatsuya é um Weed porque, embora tenha um desempenho fenomenal na prova teórica, capotou na prática, não conseguindo usar mágicas direito.

Ao menos é o que parece no começo. Ao longo do “Arco da Matrícula” vamos descobrindo que as coisas não são bem assim, e que ele esconde alguns segredos. Com isso, os personagens principais acabam tendo arcos e desenvolvimentos interessantes, ainda que os coadjuvantes sejam um tanto rasos demais. Ao menos o traço de todos eles é excelente, e a arte de Tsuna Kitaumi se mantém em alto nível ao longo de toda a leitura.

Expositivo demais

Já a mitologia da série vai por um caminho oposto e é bem densa. O problema é que, ao invés de descobrirmos as coisas naturalmente através de eventos bem integrados à narrativa, precisamos aprender sobre o lore do mangá com longos diálogos expositivos, o que acaba sendo cansativo e tirando o ritmo da história.

Ao menos o primeiro volume acaba em um clímax bem adequado, com o primeiro grande conflito do protagonista, com direito a uma reviravolta e tanto na última página, que funciona como um bom gancho para que quem curtiu a trama fique com bastante vontade de ler o segundo volume.

The Irregular at Magic High School não é para todo mundo mas, se você consegue fazer vista grossa para os defeitos acima, e se adora os temas do mangá, então certamente vai se divertir bastante com a sua leitura!

The Irregular at Magic High School (Panini)
7.5 Nota
0 Leitores (0 Notas)
Prós
  • Boa arte
  • Bom romance (incestuoso)
Contras
  • Diálogos expositivos
  • Muitos clichês
Avaliação
The Irregular at Magic High School não é para todo mundo, mas faz o bastante para agradar em cheio ao seu público alto. Se ver dois irmãos desbravando o mundo da magia cheio de clichês adolescentes enquanto lidam com sua latente tensão sexual é sua praia, pode cair de cabeça nesse mangá.
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