Conecte-se conosco.

Críticas

Análise: Seeds of Memories é o mais básico que Harvest Moon pode ser

Publicado

em

Harvest Moon: Seeds of Memories

Não que eu tenha aproveitado todos os jogos de simulação que eu conheci, mas eles fizeram parte da minha vida, consideravelmente. Se The Sims foi a série desse tipo que eu mais joguei, Harvest Moon foi a que mais me cativou. Depois de uma frustrada experiência com a versão de Nintendo 64, eu só fui entender a beleza da franquia com Friends of Mineral Town, lançado para GBA no longínquo ano de 2003. Por mais que não fosse perfeito, ele era bonito, bem feito e, acima de tudo, conseguia me divertir.

Assim, ao abrir a tela inicial de Harvest Moon: Seeds of Memories, era isso que eu esperava. Se eles já conseguiram todo esse sentimento treze anos atrás, o que poderiam fazer agora? O fato de ser o primeiro jogo mobile da franquia nem me assustou tanto — e, com louvor, o game não peca nesse quesito —, mas, infelizmente, foi exatamente aí que começou a minha decepção com essa nova fazenda.

Antes de tudo, uma explicação nominal

Para não cometer injustiças, é bom falar desde já: quem fazia Harvest Moon em 2003 não é a mesma que criou Seeds of Memories. Desde 1996, a franquia japonesa Bokujō Monogatari era produzida pela Marvelous e publicada, na América, pela Natsume, com o nome de “Harvest Moon”. Entretanto, em 2004, a desenvolvedora anunciou que, a partir de então, a sua divisão americana, a XSEED Games, seria responsável pela localização da série por aqui, agora sob o nome de Story of Seasons.

A Natsume, então, continuou a fazer jogos com o nome Harvest Moon, em parceria com outras desenvolvedoras. Só para você saber, o primeiro deles, The Lost Valley (3DS), foi o que teve as piores notas até hoje. Mesmo que ele seja criticado por outros motivos, já dá até para saber o que esperar desse, né?

Memórias esquecíveis

“Você herdou/ganhou/recebeu uma fazenda e precisa fazê-la produzir para salvá-la da destruição/não ser expulso da cidade/trazer algo mágico de volta à vida. Ah, não esqueça de se casar com um homem/uma mulher e formar uma família!” — escolha um de cada opção e você tem a história de um Harvest Moon. Por isso que ninguém espera uma grande trama na série, mas sim uma espécie de construção da vida da sua personagem. É legal ver a importância que pequenos fatos podem causar na formação dela.

Em Seeds of Memories, a coisa também começa assim e continua bem até: alguns espíritos da colheita pedem ajuda para revitalizar a Sprite Tree, uma árvore mágica, a partir das memórias das pessoas sobre a fazenda. Assim, sua missão é ser um fazendeiro e, ao trabalhar na propriedade, fazer com que os moradores lembrem que ela existe.

Se você estava, assim como eu, esperando que elas fossem grandes fatos de importância na história ou aparecessem de forma natural e orgânica no gameplay, esqueça tudo isso. Na verdade, as “memórias” são um outro nome para “achievements”. Ao todo, são 150, que vão dos ridículos “Conheça tal pessoa pela primeira vez” e “Venda seu primeiro item” até os deslocados “Pesque 100 peixes” e “Desbloqueie todas as outras memórias”.

Os jogadores que gostam de completar os seus jogos com todas as conquistas vão querer todas as memórias para fechar o sonhado 100% e os que não ligam muito para isso, vão simplesmente ignorar isso e se focar em manter a fazenda e ter uma vida pessoal. De toda forma, essa trama não funciona bem e não adiciona muita coisa às partidas.

Era uma fazenda muito engraçada…

Por mais que a regra ainda seja a de que “jogos para celular devam ser pequenos”, muitas empresas estão quebrando-a e lançando games bem completos, com muito conteúdo e por um preço justo e razoável. Com o preço de $9.99 definido pela Natsume pelo aplicativo, o que se esperava era ter um grande título, capaz de nos surpreender mesmo depois de várias horas de jogo.

Lembra quando falei de Friends of Mineral Town? Então, ele é um jogo de treze anos atrás, com 8MB de tamanho e com mais conteúdo que Seeds of Memories, um game contemporâneo, feito para uma plataforma móvel de última geração. Como se não bastasse, esse baixíssimo custo-benefício não está apenas no pequeno número de personagens, mas também na carência de mecânicas, que fazem falta aos já familiarizados com a série.

As notas musicais determinam o nível de amizade com os moradores da cidade.

As notas musicais determinam o nível de amizade com os moradores da cidade.

Os cortes começam no próprio mapa de jogo. Basicamente, você tem apenas três locais para explorar durante o jogo: sua fazenda, a cidade e a montanha (com uma encruzilhada pequena entre eles). Enquanto a cidade é, basicamente, algumas casas e lojas em volta de uma praça, a montanha ainda tem a entrada da mina e a fonte da Deusa da Colheita. Mesmo assim, não há outros locais abertos para se explorar, como nos jogos anteriores.

Quase todas as opções de personalização também sumiram, até as que foram introduzidas em A New Beginning (o último Harvest Moon ainda feito pela Marvelous). Não é possível mais escolher a aparência do seu personagem ou os móveis da sua casa, por exemplo.

Ainda assim, o pouco que se manteve consegue sustentar uma atmosfera de jogo mediana. Você pode paquerar um dos pretendentes da cidade, plantar vegetais, flores e árvores, ter animais, pescar e minerar, mesmo que algumas dessas atividades sejam visivelmente mais lucrativas do que as outras. Os poucos moradores mostram a que veio só depois de muito tempo de jogatina e pode ser que ainda consigam te conquistar.

Pronto para o mundo mobile

Sempre que uma série conhecida dos jogos faz a sua estréia no mercado mobile, é de se esperar alguns problemas, principalmente quanto à adaptação do gameplay para uma tela de toque. Seeds of Memories tem muitos acertos nesse ponto, deixando a tarefa de cuidar da sua fazenda bem agradável, de certa forma. Pensando que o game ainda vai receber versões para PC e Wii U, ele tem tudo para se sair bem com o mouse e a tela do GamePad também.

Para movimentar o(a) protagonista, é só tocar no ponto de destino dele, sem muitos problemas. Até mesmo preferindo joysticks virtuais, esse método funciona bem, sem problemas. Para suprir a falta de botões, o jogo muda os controles de acordo com a situação: o Talk Mode é usado para conversar com pessoas e interagir com o cenário e, apertando o canto da tela, o Farm Mode é ativado para começar a cultivar. Os menus do jogo travam um pouco, mas nada que atrapalhe muito.

Um visual “simpático”

Sempre me disseram que quando alguém está feio, mas você não quer dizer isso de forma tão direta, deve falar que ele está “simpático”. Então, Seeds of Memories tem uma direção de arte simpática.

Uma pegada mais cartunesca combina muito bem com a ideia de Harvest Moon, claro, desde que seja bem executada; o que não aconteceu, infelizmente. A maioria dos cenários são bem genéricos e mal acabados, dando a sensação de que se está jogando um produto feito por fãs ou ainda um game feito no RPG Maker — a moradia da Deusa da Colheita é a mais discrepante de todo o resto. Os personagens são melhores visualmente, mas nada que realmente impressione quem já viu coisas bem melhores em iterações anteriores.

Repare em como essa fonte foi feita e tire suas próprias conclusões.

Repare em como essa fonte foi feita e tire suas próprias conclusões.

Os mapas também sofrem desse problema. Enquanto as lojas ainda tem alguma personalidade, a maioria das casas parecem que foram feitas em conjunto habitacional, porque são praticamente idênticas. Os problemas continuam aparecendo na montanha: frutas roxas e flores brancas podem ser coletadas lá… mas, na realidade, eles representam uma infinidade de itens que podem ser pegos. É realmente desconfortante achar uma fruta roxa no chão e ela se tornar um morango, não?

Ainda bem que temos memórias

É bom dizer que Seeds of Memories tem todas as premissas básicas de um Harvest Moon, funcionando em uma estrutura bem adaptada aos dispositivos móveis e com um visual bem abaixo da média. Mesmo assim, ele não parece um Harvest Moon como felizmente conhecemos durante todos esses anos. Faltam mecânicas, faltam mais locais, falta carisma, falta um objetivo que realmente valha a pena dar duro em uma fazenda por alguns anos. A única coisa que não falta é um preço salgado, que não representa a pouca quantidade de conteúdo que o app tem.

Se você realmente quer reviver as suas memórias, jogue os Harvest Moon que você tanto gostou na infância ou o ótimo Story of Seasons. Seeds of Memories é uma opção que pode te divertir (e até conquistar o coração dos novatos nesse estilo de game), mas ela não vai conseguir ser mais do que uma fazendinha mediana e sem muita graça.

Harvest Moon: Seeds of Memories – Nota 2,5/5

Produtora: Natsume
Plataformas: iOS (Android, PC e Wii U em breve)
Plataforma utilizada na análise: iOS

Compartilhe

Cientista da computação em formação pela USP São Carlos, sempre encontra tempo para falar sobre jogos, tecnologia, viagens no tempo e outras loucuras. Desenvolve jogos, aprecia chocotones, escreve sobre ciência no Deviante e fala sobre pérolas desconhecidas dos games na coluna Free to Play, aqui no PlayReplay.

Críticas

Mega Man Legacy Collection 2 | Switch recebe a versão definitiva das aventuras do robôzinho

Nunca foi tão bom jogar Mega Man 7, 8, 9 e 10!

Publicado

em

Mega Man Legacy Collection 2 é a coletânea de games da Capcom que reúne as aventuras Mega Man 7, Mega Man 8, Mega Man 9 e Mega Man 10, o que completa todos os jogos numerados da série disponíveis até agora. Ou seja, é o aquecimento perfeito para esperarmos  Mega Man 11, que sai ainda em 2018!


Veja também:


Essa coleção caprichada já contava com versões para PC (steam), PlayStation 4 e Xbox One, mas foi relançada em nova edição para o Nintendo Switch. Se considerarmos as vantagens de portabilidade que o console híbrido da Big N proporciona, não seria absurdo algum afirmar que essa é a melhor forma de jogar Mega Man Legacy Collection 2!

Clique no player acima para conferir o nosso review em vídeo, postado por Aquele Cara, canal parceiro do PlayReplay!

As leis da robótica

Ajuda bastante que os games clássicos do Mega Man tenham aquela estrutura icônica de oito mestres robóticos espalhados por fases curtas e bem azeitadas. O esqueminha de vencer os chefes e então pegar suas armas e usá-las para derrubar outros mestres é de lei na série, e envelheceu perfeitamente. Até porque esse tipo de jogo casa perfeitamente tanto com breves jogatinas a caminho de casa como com maratonas no conforto do sofá, se desafiando nas campanhas principais e nas dezenas de desafios bônus presentes no game.

Se você pegou os jogos na época de seu lançamento, deve lembrar que tanto Mega Man 9 como Mega Man 10 já contavam com um sistema integrado de desafios, que consistiam em fases únicas com armadilhas próprias e também time attacks situados dentro das fases normais do game.

Tudo isso está de volta, mas a Capcom também acrescentou desafios exclusivos da versão Legacy para quem curte competir em placares de liderança online. Todo jogo conta com pelo menos 10 desafios próprios, que premiam o seu desempenho com troféus de bronze, prata ou ouro. É bem legal se desafiar a escalar o ranking, e isso traz novos desafios até para quem, como eu, já sabe os jogos de cor.

Passado glorioso justamente celebrado

Dizer que Mega Man Legacy Collection 2 é uma verdadeira aula de história sobre a série não seria exagero algum já que, diferente da Collection anterior, aqui é possível admirar todos os diferentes estilos artísticos, de design e gameplay que passaram pela série original ao longo das gerações, explorando os diferentes motores gráficos e de gameplay que a Capcom desenvolveu para cada era.

Mega Man 7 (de 1995, no Super Nintendo) é um jogo de ritmo único, com bonecos grandões e visual cartunesco com ar de anime. Como os modelos de personagens ocupam bastante espaço, o jeito de saltar e atacar ganha uma cadência sem igual, o que acabou dividindo bastante os fãs na época. Meu único problema real com ele é que algumas partes, especialmente a introdução, são lentas até demais.

Mega Man 8 (de 1997, para SEGA Saturn e PlayStation 1) foi ainda mais longe na ideia de dar um ar de anime ao game, e conta com vozes dubladas e sequências animadas ajudando a contar a história. Infelizmente a dublagem japonesa, bem superior, ficou de fora da versão americana para Switch. É aqui que temos o que talvez seja a arma mais bizarra e legal da série, uma bola e futebol que causa um belo estrago nos inimigos! Só sinto falta da trilha sonora marcante dos outros games da série.

Mega Man 9 (de 2008) e Mega Man 10 (2010), ambos para Nintendo Wii, PlayStation 3 e Xbox 360, destacam-se pela ousadia de levar a série à uma “retro-evolução”. A ideia desses games, feitos em parceria com a Inti Creates, era recriar a mesma sensação e desafios do clássico Mega Man 2, um dos mais celebrados da série.

Com isso, o time de desenvolvimento aboliu movimentos como o dash e o Mega Buster com tiros carregados, e levou o robôzinho azulado de volta às suas origens, focando o gameplay em saltos precisos e bastante memorização de padrões. Como fã dos primeiros jogos, eu adorei isso, especialmente pela possibilidade de jogar uma campanha controlando o Proto Man, que eu sempre achei o visual mais legal da franquia inteira.

Uma noite no museu

Já que eu falei em aula de história, vale lembrar que nenhuma viagem pelas nossas memórias estaria completa sem um museu de respeito. Ainda bem que esta coletânea traz centenas de artes conceituais, esboços e scans dos heróis e vilões, além de uma biblioteca sonora com todas as músicas dos games!

Mega Man é uma das minhas séries favoritas da vida, e é sempre ótimo ver o personagem ser tratado com a devida reverência. Eu realmente gostaria que a Capcom tivesse reunido as Collection 1 e 2 em um cartucho único mas, fora esse problema de logística — e um estranho detalhe técnico: não dá para consultar mais que quatro placares de liderança em sequência dentro dos desafios, pois o jogo pede para você esperar um pouco até a próxima consulta. Vai entender? —, o pacote é recomendado a qualquer um que ame os jogos originais ou queira descobrir o que fez tanta gente se apaixonar pela série nas décadas passadas. E que venha o Mega Man 11!

Mega Man Legacy Collection 2
9.5 Nota
0 Leitores (0 Notas)
Prós
  • Quatro ótimos jogos
  • Desafios divertidos
  • Acervo sonoro e de artes
Contras
  • Devia estar na
    mesma collection dos jogos
    Mega Man 1 ao 6
Avaliação
Mega Man Legacy Collection 2 fica ainda melhor no Nintendo Switch graças aos recursos portáteis do console híbrido da Nintendo. Mega Man 7, 8, 9 e 10 podem não ser tão queridos quanto os primeiros jogos do mascote da Capcom, mas proporcionam dezenas de horas de diversão para qualquer fã de plataforma que se preze.
O que as pessoas acharam... Deixe a sua avaliação!
Sort by:

Seja o primeiro a deixar uma avaliação.

User Avatar
Verified
{{{ review.rating_title }}}
{{{review.rating_comment | nl2br}}}

Show more
{{ pageNumber+1 }}
Deixe a sua avaliação!

Compartilhe

Continue lendo

Críticas

Horizon Chase Turbo é uma deliciosa viagem no tempo

jogo é perfeito para quem sente saudades de Top Gear

Publicado

em

Depois de fazer muito sucesso em sua versão mobile para Android e iOS em 2015, Horizon Chase, o jogo de corrida feito pelos brasileiros do estúdio Aquiris, finalmente chegou em uma versão tunada ao PlayStation 4 e PC (steam). Confira nossas impressões logo abaixo no review completo da nova versão, Horizon Chase Turbo!


Veja também:


Basta ver qualquer imagem do game para entender imediatamente quem é o seu público alvo: toda aquela galera que se amarra em um bom Top Gear, Out Run, ou qualquer um desses clássicos jogos de corrida das gerações 8 e 16 bits, especialmente. Sua proposta é totalmente arcade e sem qualquer compromisso com a simulação, seguindo a cartilha dos jogos que o inspiraram. Nem seria absurdo algum caso o jogo levasse o nome de Top Gear 4 ou qualquer variante disso, já que ele transborda referências à série da Kemco.

Clique na imagem acima para dar play no nosso review em vídeo, cortesia do canal parceiro Aquele Cara

Até o compositor da trilha marcante do Super Nintendo, Barry Leitch, voltou para escrever as incríveis músicas que temperam as corridas de Horizon. É uma sonzeira de primeira que sabe misturar nostalgia e inovação na dose certa. O mesmo vale para o game si: por mais que sua proposta de gameplay seja pautada no passado dos jogos de corrida, ele nunca parece um produto derivativo e sem alma, pois há tanto amor e empenho em cada canto do jogo que ele acaba se tornando maior que a soma de suas partes.

E nem falo isso por patriotismo barato nem nada não! Eu realmente me diverti demais em cada um dos modos de jogo do Horizon, especialmente o seu cooperativo local, exatamente como tem que ser. É muito legal jogar com um amigo, pois cabe a vocês decidir se a parada é competitiva ou cooperativa!

A parte de modernidade online fica com as tabelas de liderança, já que seus tempos nas dezenas de pistas do game ficam registrados na internet, e aí dá pra desafiar os fantasmas dos amigos que você tiver em sua lista de contatos, o que gera um bom desafio e aumenta o fator replay.

Com o perdão do trocadalho, o motor gráfico faz com que todos os carros tenham um estilo bem legal e coerente com o cenário à sua volta, que usa um estilo caricato meio low-poly que cai muito bem com o mundo ao seu redor. Além de torneios e provas de resistência, o principal modo de jogo é o Volta ao Mundo que, como você já deve ter imaginado, traz pistas espalhadas por todo o globo. Cada pista é focada em cidades ou locais icônicos, então volta e meia pinta um ponto turístico legal no horizonte.

A curva de aprendizado é perfeitamente calibrada, então você vai pegando aos poucos o jeito certo de correr e aprendendo naturalmente os macetes e melhores formas de jogar. Não pense que é só correr, porque nas provas avançadas você precisa estudar até a melhor forma de gerenciar seu combustível e nitros! Ah, e ainda tem uns colecionáveis espalhados em pontos desafiadores das pistas para coletar, o que faz a alegria de qualquer complecionista como eu.

Entre blockbusters e jogos indie de primeira, 2018 já trouxe muitos jogos legais, mas, possivelmente por ser um grande fã de Top Gear, nenhum game do ano me alegrou mais que Horizon Chase Turbo até agora. Se você também gostava dos títulos de corrida da década de 80 e 90, nem precisa pensar duas vezes. O precinho camarada de R$ 50 deve ser todo incentivo que faltava para você ir correndo comprar o seu. Nos vemos na linha de chegada!

Horizon Chase Turbo
10 Nota
0 Leitores (0 Notas)
Prós
  • Nostalgia sob medida
  • Dezenas de pistas
  • Trilha sonora
Contras
  • Pouca inovação
Avaliação
Horizon Chase Turbo é um legítimo herdeiro de Top Gear, e sabe recriar perfeitamente a sensação de jogar esse clássico 16 bits, usando a nostalgia com muita sabedoria. A trilha sonora é perfeita e jogar localmente com um amigo é tão divertido quanto na década de 1990. Sobe o tema da vitória, Brasil!
O que as pessoas acharam... Deixe a sua avaliação!
Sort by:

Seja o primeiro a deixar uma avaliação.

User Avatar
Verified
{{{ review.rating_title }}}
{{{review.rating_comment | nl2br}}}

Show more
{{ pageNumber+1 }}
Deixe a sua avaliação!

Compartilhe

Continue lendo

Cinema

Surpreendente, Deadpool 2 é cinema descontraído, divertido e cheio de ação

Entre erros e acertos, longa diverte e surpreende ao tomar rumos inesperados

Publicado

em

Deadpool 2, a continuação do aclamado filme que chegou as cinemas em 2016 com os dois pés nos peitos de nossas expectativas ao subverter o gênero de super-heróis com todo tipo de piadas e violência gratuita e explícita, chega aos cinemas esta semana. O filme, estrelado novamente por Ryan Reynolds, tem a missão de ser tudo o que a película anterior foi e ir além. Mas será que consegue?


Veja também:


Antes de começar a crítica, é preciso fazer aqui uma declaração: nunca fui realmente fã do Deadpool. Voltando uns bons 15 anos no tempo, lembro que quando mais jovem, na época da escola, lia avidamente as HQs da Marvel e discutia os arcos e edições com os amigos, meio que ignorava um pouco o mercenário falastrão. Lembro nitidamente de ranquear meus super-heróis favoritos com a galera e sempre — sempre mesmo — um dos únicos a bater o pé e dizer que “o Deadpool é que é foda” era o Luiz Felipe Piorotti, que também colabora aqui no PlayReplay.

Avançamos no tempo e agora é 2016. Wade Wilson chega aos cinemas, interpretado por Ryan Reynolds, em um filme que muda bastante alguns aspectos do personagem e seu folclore, mas ainda assim se mantém fiel à essência do que se entende por Deadpool.

Era mais do que evidente que o filme vinha para causar com sua classificação etária alta, que lhe rendeu o título de filme para maiores mais rentável da história do cinema e ainda ajudou a preparar o terreno para o violentíssimo (além de muito bom) Logan, que fechou com chave de ouro a saga do Wolverine de Hugh Jackman nos cinemas. Não digo que virei fã de carteirinha do Deadpool, mas o filme com certeza me divertiu bastante e deixou aquele gostinho de “quero mais.”

Cuidado! A partir daqui o texto contém spoilers!

Voltamos agora ao presente, e Deadpool 2 está aí. Desde o começo do filme é notável que a equipe de produção optou por apostar todas as fichas em repetir (e aprimorar) tudo o que deu certo no longa anterior, como todo tipo de piadas sexuais, escatológicas e tiradas quebrando a quarta parede, até porque o fator “novidade” (que foi sem dúvidas um dos maiores trunfos da estreia de Deadpool nos cinemas) já passou.

Somos apresentados a um Deadpool tristonho — mas sem perder o senso de humor — cometendo suicídio, e após sua “morte” o filme repete o esquema de “memória narrada” do longa anterior e acompanhamos Wade Wilson matando bandidos ao redor do planeta, mostrando o que o personagem fez entre uma trama e outra. A ação durante este trecho do filme beira a perfeição (palmas para o diretor David Leitch, de John Wick!), cheia de cenas rápidas e violentas repletas de desmembramentos e mortes e piadas e muito, mas muito sangue. E são os acontecimentos desta sequência que desencadeiam a trama de Deadpool 2.

Após um terrível infortúnio, Wade perde a vontade de viver (culminando na tentativa de suicídio) e acaba sendo socorrido por Colossus (Stefan Kapicic), que aqui ganha um papel mais relevante como bússola moral e verdadeiro amigo do mercenário falastrão em uma sequência que tem uma das melhores (e mais inesperadas) participações especiais do filme. A trama vai se desenrolando até que Deadpool topa entrar para os X-Men como trainee/estagiário ao lado de Colossus e Míssil Adolescente Megassônico (Brianna Hildebrand), e é aí que somos apresentados a Russell Collins (Julian Dennison), um jovem mutante que busca vingança contra o orfanato onde sofria constantes abusos.

A química entre Wade e Russell funciona muito bem, o que ajuda a comprar a ideia de que Deadpool faria de tudo para salvá-lo quando Cable vem do futuro para exterminar o rapaz. Segundo o coroa bombado, quando adulto, Russel é responsável pela morte da família do brucutu, interpretado por Josh Brolin — que parece tão confortável na pele do mutante viajante do tempo quanto estava como Thanos, no último Vingadores.

E a partir daí o filme engata em um ritmo frenético, parando apenas para respirar (e soltar uma piada ou quebrar a quarta parede, isso quando não faz tudo isso de uma vez), e nos deleita com sequências de ação, diálogos, interações e reviravoltas na trama que nos deixam ao mesmo tempo sentados na pontinha da cadeira, gargalhando e boquiabertos.

Um dos grandes destaques dos trailers, a equipe X-Force criada por Deadpool brilha na sequência mais interessante, divertida e inesperada de todo o filme. Vanisher (não pisque ou vai perder a ótima participação especial!), Shatterstar (Lewis Tan), Bedlam (Terry Crews, o eterno “pai do Chris”), Zeitgeist (Bill Skarsgaard, o palhaço de It- A Coisa), Peter (Rob Delaney, simplesmente o melhor!) e Domino (Zazie Beetz, que mostrou que apesar de todas as críticas negativas dominou o papel) extrapolaram o surpreendente e provaram que a Fox fez a lição de casa na hora de conseguir manter os segredos guardados a sete chaves.

Deadpool 2 acerta em cheio em nos presentear com o inesperado, tomando rumos completamente diferentes do que esperávamos, mas peca (e muito) no uso da computação gráfica. Quando personagens feitos em CG aparecem na tela, fica mais do que evidente que são gerados por computação gráfica. Basta comparar o Colossus do primeiro filme com o desta nova película para perceber que a qualidade dos efeitos especiais caiu consideravelmente. Quando o último vilão do filme aparece, então, aí sim é que a coisa fica realmente feia.

Por falar em vilão, Deadpool 2 sofre ao mesmo tempo com o excesso e com a falta de vilões. Pois é, eu explico. O filme tem 3 vilões principais: o primeiro surge na sequência de introdução, mas é descartado logo em seguida; o segundo, Cable, vira a vida de Deadpool de cabeça pra baixo mas logo se torna um aliado; enquanto o terceiro e último surge de maneira extremamente inesperada mas não tem qualquer peso ou importância para a trama. Em momento algum em Deadpool 2 há um senso de urgência ou de real perigo, o que atrapalha um pouco a experiência.

Em alguns momentos o filme também parece não saber aonde quer chegar, e de certa forma transformar Deadpool em alguém tão emocional em uma trama de alma amargurada em busca de redenção não combinou tanto com o personagem que Ryan Reynolds nos agraciou em 2016. Foi até mesmo por isso que foi impossível conter a risada quando o próprio Deadpool aponta que o roteiro do filme é preguiçoso.

Mas nada disso torna a experiência de Deadpool 2 ruim. Muito pelo contrário, a continuação honra o legado do filme anterior e se prova um filme imperdível. Depois do trauma de Vingadores: Guerra Infinita, nada melhor do que gargalhar no cinema em uma aventura descontraída, divertida e cheia de ação.

A sacada de aproveitar ambientações como a Mansão X e utilizar músicas famosas que realmente funcionam no contexto da trama ajudam Deadpool 2 a segurar a atenção do espectador, que fica atento a todo instante tanto pra pegar as referências e rir das piadas quanto para saber o que vai rolar na cena seguinte. 

Ah, e não saia do cinema quando subirem os créditos! Deadpool 2 tem as melhores cenas “pós-créditos” (no caso, no meio dos créditos) que já vi em um filme de super-heróis, tirando sarro e “corrigindo erros” do passado. Simplesmente genial! Resta saber o que será da franquia, agora que a Marvel detém os direitos do personagem e dos X-Men — e é provavelmente por isso que o longa termina sem deixar tantos ganchos para uma possível sequência.

Mesmo com alguns defeitos bastante evidentes, Deadpool 2 definitivamente merece ser assistido no cinema. Só tome cuidado para não engasgar quando rir enquanto come sua pipoca!

Deadpool 2
8 Nota
0 Leitores (0 Notas)
Prós
  • Ação na medida certa
  • Ótimas participações
    especiais
  • Reviravoltas na trama
  • Cenas "pós-créditos" geniais
Contras
  • Computação gráfica
  • Deadpool de coração mole
  • Não passa sensação
    de perigo
  • Trama meio preguiçosa
Avaliação
Entre erros e acertos, Deadpool 2 oferece uma aventura surpreendente emocional, cheia de reviravoltas e, é claro, violenta e divertida, que merece ser assistida na tela do cinema.
O que as pessoas acharam... Deixe a sua avaliação!
Sort by:

Seja o primeiro a deixar uma avaliação.

User Avatar
Verified
{{{ review.rating_title }}}
{{{review.rating_comment | nl2br}}}

Show more
{{ pageNumber+1 }}
Deixe a sua avaliação!

Compartilhe

Continue lendo

Últimas notícias

Games1 dia atrás

State of Decay 2 | Game já conta com 1 milhão de jogadores

Em menos de dois dias desde seu lançamento, o título conseguiu um número impressionante de jogadores ativos.

Games1 dia atrás

The Wolf Among Us 2 | Jogo é adiado para o próximo ano

Infelizmente, algumas mudanças na empresa devem atrasar o jogo por algum tempo.

Cinema1 dia atrás

Star Wars | James Mangold será roteirista do filme de Boba Fett

Será que esse vai ser o próximo Star Wars Story?

Games1 dia atrás

Overwatch | Assista agora à equipe do PlayReplay jogando ao vivo no Twitch!

Sexta-feira é dia de live com a equipe!

Anime1 dia atrás

My Hero Academia | Revelada a sinopse do novo filme

Filme estreia em 3 de agosto no Japão

Música1 dia atrás

Good Charlotte | Confira o novo clipe Actual Pain

Novo disco sai em setembro de 2018

Cinema1 dia atrás

007 | Danny Boyle é oficializado como diretor de James Bond 25

Filme estreia em outubro de 2019

Games2 dias atrás

Steam Link | Apple recusa aplicativo da Valve na App Store

Ao que tudo indica, a Apple não deve liberar o aplicativo do Steam Link para seus dispositivos tão cedo.

Games2 dias atrás

Battlefield 5 | DICE confirma que Jogo não terá loot boxes

A Electronic Arts e a DICE não devem querer repetir a péssima polêmica de Star Wars Battlefront 2 este ano.

Games2 dias atrás

Far Cry 5 | Primeiro DLC do jogo chega em junho

O pacote colocará os jogadores no papel de um dos personagens da campanha principal.

steam capa steam capa
Games2 dias atrás

Steam | Vários jogos estarão de graça no fim de semana

Além de incentivar que você jogue os games que já tem em sua bliblioteca do Steam, a Valve preparou nove...

Anime2 dias atrás

Evangelion | Studio Khara já está recrutando para filmar o Rebuild 4.0!

Será que agora vai?

Cinema2 dias atrás

CCXP 2018 | Sebastian Stan é confirmado como atração do evento

Ele estará na feira nos dias 07 e 08 de dezembro

Games2 dias atrás

The Sims 4 | “Estações” é o novo pacote de expansão do game

Depois de uma longa espera dos fãs, a expansão Estações finalmente foi anunciada.

Games2 dias atrás

Sunset Overdrive | Jogo pode ser lançado no PC em breve

Depois de 4 anos de seu lançamento original no Xbox One, o game também pode ganhar uma versão para PC

Em alta