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As You Were é a volta triunfal de Liam Gallagher

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em

Após o fim do Oasis, as coisas pareciam feias para Liam Gallagher, o vocalista principal da banda. Enquanto seu irmão Noel era conhecido como o gênio compositor não só dos maiores hinos da banda, mas de quase 99% do material gravado pelo grupo, Liam muitas vezes era visto como “apenas” uma grande voz, incapaz de tocar ou compor algo que prestasse, fora um ou outro acidente de percurso como a ótima Songbird.

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Não ajudou que, nos anos seguintes, a carreira de Noel tenha alçado belos voos com seus High Flying Birds, enquanto Liam batalhava duro para dar alguma credibilidade ao Beady Eye, banda que formou ao lado de outros ex-integrantes do Oasis. A despeito de três ou quatro grandes faixas, seus discos não foram muito bem recebidos, e Liam parecia destinado a cair no ostracismo. Parecia.

Em 2017, Liam voltou aos holofotes, mas desta vez com fôlego renovado. Como o pugilista Rocky em seu sexto filme, o vocalista chegou com toda pinta de lutador, com fogo nos olhos, mostrando que ainda tinha “coisas guardadas no porão”, pronto para esmurrar o mundo da música com toda sua fúria e paixão. Nisso, gravou um dos melhores discos de rock dos últimos anos.

As You Were abre com o amplamente divulgado single Wall of Glass, que você pode ver no vídeo aqui de cima. Bem direta e radiofônica, a música serve como um ótimo cartão de visitas, e revela que Liam conseguiu encontrar uma forma de fazer o seu vocal voltar a render o esperado pelos fãs. Mesmo sem a potência dos tempos de Definitely Maybe, o primeiro disco do Oasis, ele encontrou uma postura de voz perfeita para extravasar seus sentimentos sem castigar demais as cordas vocais, mas sem perder sua “raiva” natural no processo.

A seguir, Bold e Greedy Soul pisam mais fundo no pedal do rock e, com isso, elevam o disco a um novo patamar, que se mantém nas faixas mais lentas Paper Crown e For What It’s Worth. Esta última, inclusive, é a melhor canção do disco, pois parece uma evolução natural das baladas do Oasis, com direito a belos arranjos de cordas.

Normalmente, é neste ponto que começaria a barriga de um disco, mas As You Were prova seu valor com músicas bem sólidas e marcantes. Mesmo antes da genial Chinatown, que mais parece a música que I’m Outta Time sempre deveria ter sido, You Better Run se destaca com sua batida contagiante.

Daí para frente, o disco segue apostando no duelo entre guitarras com riffs rasgantes e canções com voz mais adocicada. Embora a versão normal do disco seja fechada com a bela I’ve All I Need, ela parece um tanto redundante, já que a faixa anterior, Universal Gleam, faz um trabalho no papel de “balada épica com refrão marcante no estilo Be Here Now”.

Com poucos baixos (When I’m in Need e I Get By) e muitos, muitos pontos altos, Liam Gallagher não só voltou em grande estilo ao mundo da música, como está fazendo alguns dos shows mais elogiados do momento em festivais mundo afora. Mais importante, ele provavelmente adoraria saber que o seu As You Were tem muito mais qualidades (e muito mais cara de Oasis!) do que toda a competente produção que seu irmão Noel lançou desde o fim da banda. Definitivamente, Liam está de volta. Mais Mad Fer It do que nunca!

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Formado na arte de reclamar, odeia a internet. Ainda assim, sua hipocrisia sem limites o permite administrar a página no Facebook, plataforma de divulgação do seu primeiro livro. Você também pode seguí-lo em @thomshoes no Twitter, mas provavelmente é uma má ideia...

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Críticas

We Happy Few | Poucos motivos para jogar

Bom mesmo seria poder esquecer esse jogo

Publicado

em

We Happy Few é um jogo de aventura e tiro em primeira pessoa desenvolvido pela Compulsion Games e publicado pela Gearbox com download para PC, PlayStation 4 e Xbox One. Depois de conquistar algum hype em sua versão early access, desde 2016 o game foi conquistando o interesse dos fãs e da mídia especializada.


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Grande parte do interesse veio do interessante contexto escolhido para a narrativa, uma versão alternativa dos anos 1960. Na distópica cidade de Wellington Wells, as pessoas estão abusando de uma droga alucinógena que consegue mascarar a horrível realidade do mundo e, ao invés de mostrar a verdadeira sociedade em colapso, faz o usuário vislumbrar um mundo festivo e em constante alegria.

Não bastam boas intenções

O problema é que, por mais que a trama comece interessante e repleta de paralelos com obras clássicas como 1984 e Brazil, uma história intrigante simplesmente não é o bastante para segurar um jogo de videogame pessimamente acabado. A impressão é que ele devia continuar pelo menos mais um ano no forno sendo lapidado pela equipe de desenvolvimento.

Em sua forma atual, We Happy Few parece um filho bastardo, burro, feio e largado de Bioshock e Zombi U. Do primeiro jogo, veio a vontade de criar uma atmosfera e narrativa imersivas. Do segundo, as mecânicas de sobrevivência e a jogabilidade meio truncada. O resultado final, infelizmente, é um crime da genética videogamística.

Em meu teste, eu não consegui jogar mais do que cinco horas da campanha, porque simplesmente não estava conseguindo tirar qualquer diversão das péssimas mecânicas e sistemas do jogo. Andar pelos mapas semi-abertos em busca de itens e missões paralelas é tão gratificante quanto passar uma tarde no banco pagando boletos. Acredite,  só não é mais chato que os combates do jogo!

Cada embate, sem falta, me fez ter vontade de largar o controle e ir fazer qualquer outra coisa da minha vida. O sistema de física é péssimo e, aliado aos controles travados, faz com que nenhum golpe seja minimamente gratificante. O que é lamentável, já que combates são até bem frequentes na jornada.

Uma droga de jogo

O que se salva, então, são os momentos sem ação, quando é possível ficar imerso no mundinho graças à boa dublagem, presente até nos menores NPC. O sotaque britânico da galera ajuda na imersão e soa bem agradável aos ouvidos, e o roteiro até consegue ser interessante o bastante em seus diálogos e contextualização do universo.

No entanto, a estrutura das missões é tão chata que também joga esses trunfos para escanteio. Como nos piores sandbox, a maioria das missões consistem em “busywork”; em “bancar o office boy”. São coisas do tipo “vá até o ponto tal e ache fulano”, ou “entre no prédio tal para pegar item tal”. É a burocracia máxima em sua pior forma.

Como falei, eu não aguentei jogar mais do que cinco horas de We Happy Few, então sempre é possível que, ao menos nas horas seguintes, as coisas melhorem um pouco. Mas eu não apostaria nisso, até porque, mesmo que o jogo mude totalmente de foco, o gameplay continuaria sendo péssimo. Se pelo menos existisse uma droga para me fazer esquecer do meu tempo com o jogo…

We Happy Few
3 Nota
Leitores 0 (0 Notas)
Prós
  • Narrativa interessante
  • Tema criativo
Contras
  • Péssimo gameplay
  • Missões tediosas
Avaliação
We Happy Few possui ideias interessantes, especialmente na sua história, personagens e ambientação. No entanto, uma péssima execução do gameplay torna o jogo quase intragável. Uma pena.
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Críticas

Hollow Knight é um metroidvania que é tudo, menos vazio

Melancolia, apocalipse e insetos se encontram em um dos melhores metroidvanias já criados

Publicado

em

Em 2014 dois amigos australianos, Ari Gibson e William Pellen, lançaram um singelo Kickstarter para fundar a criação de um “metroidvania” que começou como parte de um game jam. Ao contrário de Yooka Laylee e seus milhões de dólares ou até mesmo Shovel Knight e suas centenas de milhares, Team Cherry requisitava somente 35 mil dólares australianos e recebeu menos de 60 mil ao final da campanha.


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Quatro anos depois, já lançado no PC em 2017, Hollow Knight finalmente chega ao Nintendo Switch com todas as expansões já lançadas, apresentando mais conteúdo e qualidade do que os jogos citados e até ultrapassando, em certos aspectos, os jogos do qual a nomenclatura de seu gênero é derivada.

Hollow Knight conta a historia de um diminuto guerreiro que decide entrar nas cavernas que abrigam as ruínas do reino de Hallownest. Devido à uma infestação que roubou os insetos de sua inteligência e os reverteu aos seus instintos primitivos, uma grande e próspera nação se tornou apenas resquício do que era. Omundo abaixo da superfície é gigantesco para os padrões do gênero — e não a custo de qualidade.

Cada um dos diversos biomas de Hallownest contam com múltiplas camadas de profundidades e detalhes no ambiente que, além de lindas, servem para desenvolver as tragédias pelas quais o reino passou. Tais detalhes podem ser um lago gigantesco situado logo acima da Cidade das Lágrimas, explicando de onde provém a sua chuva eterna; ou dezenas de criaturas empaladas por lanças das tribos dos Louva-a-Deus, demonstrando a função da tribo, protegendo o resto de Hallownest dos aracnídeos do Ninho Profundo. Seja o que for, nada no cenário está lá simplesmente por estar.

A primeira área encontrada pelo jogador é a menos interessante, mas ainda assim impressiona pela quantidade de detalhes. Persevere e o jogo melhora continuamente.

O reino subterrâneo que o jogador explora não somente é vasto na historia que conta e em sua caracterização, mas também na forma em que pode ser explorado. Não tão diferente de The Legend of Zelda: Breath of the Wild, após explorar algumas das áreas iniciais, o jogador pode seguir em múltiplas direções.

Assim como em outros jogos do gênero, eventualmente você encontrará obstáculos que claramente só podem ser superados caso possua uma habilidade específica, forçando o jogador a encontrar outra rota e marcar no mapa o local para retornar mais tarde. Isto é, caso o jogador tenha um mapa.

Hollow Knight não hesita em promover uma sensação de estar perdido e isolado neste lugar inóspito. Sendo assim, até encontrar Cornifer, um inseto cartógrafo e comprar dele o (incompleto) mapa do local será impossível mapear o local. Quer saber aonde você se encontra dentro desse mapa? Não se esqueça de comprar e equipar a bússola.

Enquanto nos primeiros locais, especialmente a Encruzilhada Esquecida, isso pode causar uma certa frustração, tal mecânica acaba sendo essencial para criar a atmosfera tensa que permeia a campanha. Não há apreensão maior do que perceber que você está há trinta minutos explorando uma área nova, sem encontrar um banco (que funciona como save point) e finalmente começa a encontrar as páginas espalhadas e o assobio indicativo de que Cornifer está por perto.

Nunca imaginei que ficaria tão feliz em ver um inseto cartógrafo

Apesar da facilidade de se perder nesse labirinto subterrâneo, aos poucos o jogador também começa a compreender o seu design, entender sua simbologia e o significado de placas ao redor, facilitando navegar o emaranhado que Hallownest é. Sejam as placas de navegação ou uma luz brilhante vindo da entrada da área que abriga um ponto de interesse, Hollow Knight faz com que o jogador sempre se sinta perdido sem de fato o estar.

A variedade e surpresa não se limitam aos biomas, mas também aos inimigos. Sim, é possível separá-los em quatro categorias base (ataques com disparo, dano em contato, explosivo-suicidas e espadachins), mas as variações de como tais comandos são realizados, além das suas caracterizações, ajudam a criar um misto de expectativa sobre qual inseto será encontrado e medo de como o combate se dará — principalmente quando tudo indica que o embate em questão é contra um chefe.

Batalhas contra chefes ficam progressivamente mais difíceis. Entretanto, devido à natureza aberta de Hollow Knight, é possível se deparar com inimigos muito mais fortes que você ou estar bem mais poderoso do que necessário para derrotar certo chefe.

Metroidvanias são conhecidos por sua diversidade de chefes e subchefes tanto quanto por seus mundos labirínticos e caminhos bloqueados por habilidades. Novamente Hollow Knight ultrapassa — e muito — o esperado, providenciando múltiplas batalhas memoráveis em cada área, com chefes obrigatórios e opcionais, que testam sua maestria em combate.

Foi graças a esses chefes que explorei a fundo o sistema de Amuletos do jogo. Espalhados por Hallownest, servem como modificadores de gameplay, variando desde leves alterações como estender o alcance de sua espada ou aumentar o tempo de invencibilidade após um golpe até mudanças drásticas e novas habilidades por completo, como liberar esporos nocivos enquanto tenta recuperar vida.

Com mais de 40 amuletos a serem encontrados e certas combinações causando efeitos secundários umas nas outras, é possível modificar bastante o pequeno guerreiro.

Aliás, as mecânicas envolvendo alma (essencialmente, a mana de Hollow Knight) são o aspecto diferencial de seu combate. Adquirida ao atingir inimigos, ela pode ser utilizada tanto para desferir ataques mágicos quanto para recuperar vida — forçando o jogador a permanecer parado durante o processo. Isso causa um incentivo para se jogar agressivamente ao estar perto de morrer, já que ao atacar o oponente, mais alma será adquirida e, com o timing certo, o jogador poderá reclamar sua energia e sair da situação de aperto.

Caso contrário, nem tudo estará perdido pois, ao morrer, o guerreiro deixa sua sombra para trás e, no estilo Dark Souls, será preciso retraçar o caminho do ultimo save point até onde morreu para recuperar seus pertences.  Durante essa segunda chance, a quantidade de alma que o jogador pode absorver é limitada e é preciso derrotar a própria sombra após encontrá-la, fazendo o processo de backtracking extremamente tenso.

Isso acaba tornando as batalhas contra chefes ainda mais difíceis pois, ao retornar ao local da morte, não só é necessário lidar primeiramente com a sua sombra como também é preciso desviar dos ataques de seu inimigo. Por mais que as batalhas contra essas criaturas sejam interessantes e de múltiplas fases, constantemente ter que refazer os passos do ultimo save point até o chefe a cada morte (e normalmente são várias) torna o processo, que deveria ser épico e intenso, por vezes enfadonho.

Vale mencionar também que o jogo encontra-se inteiramente traduzido para português brasileiro, ainda que diversas vezes a tradução torne falas um tanto forçadas. Entretanto, essas pequenas reclamações se tornam menores que o mais ínfimo dos insetos de Hallownest quando comparado a tudo que Hollow Knight proporciona em suas 20-40h de jogo.

De quando em quando, o jogador se depara com cômodos assim: sem itens ou inimigos. Que servem somente para demonstrar como este mundo subterrâneo e corrompido ainda consegue ser lindo.

É fácil observar o Kickstarter e perceber que o Team Cherry teve que aparar certas arestas para diminuir gasto e tempo de desenvolvimento. Certos personagens que claramente tinham a intenção de terem sua própria historia e não tiveram ou certas áreas e batalhas não tão complexas quanto as demais poderiam nos deixar um gosto amargo na boca.

A dedicação, a quantidade e a qualidade apresentada em tudo que de fato se encontra no jogo, porém, fazem que tal sensação não seja um gosto amargo, mas sim um gosto de “quero mais”. E Hollow Knight é um dos raros jogos que sempre lhe dá mais. Horas após derrotar o verdadeiro chefe final e terminar a campanha DLC, me esbarro com uma área inteira inexplorada. Sim, tinha coisa nova mesmo após 26 horas de jogo!

 

Isolados dos demais insetos em completo segredo, por acidente encontrei a colmeia das abelhas, 26 horas depois de ter começado o jogo! Isso por que eu pensava que já tinha ao menos visitado todas as áreas do mapa há 10 horas atrás!

Adicione os modos extras desbloqueáveis e o futuro DLC grátis, Gods and Glory que chega dia 23 de agosto com um Boss Rush, e fica difícil encontrar algo que Hollow Knight não cumpra com excelência.

Ao falar de metroidvanias é fácil comparar os novos títulos inspirados nos clássicos e perceber que eles não chegam ao patamar de Super Metroid ou Castlevania: Symphony of the Night. Entretanto o titulo da Team Cherry é um dos raros casos no qual algo supera a obra na qual foi inspirado.

E ele o faz a tal extensão que se algum jogo deve servir de nome para o gênero, está na hora de ambos Castlevania e Metroid abrirem passagem e deixar Hollow Knight assumir tal posição.

Hollow Knight
10 Nota
10 Leitores (1 Nota)
Prós
  • Excelente direção artística
    e trilha sonora
  • Mundo complexo
  • Exploração quase infindável
  • Combate customizável
    e agressivo
Contras
  • Retraçar passos após morte
    interrompe o ritmo do jogo
Avaliação
Hollow Knight é não só uma obra prima indie ou obra prima do gênero. Hollow Knight simplesmente é uma obra prima. Personagens tão complexos quanto o lore no qual se encontram envolvidos e o labiríntico mundo a ser explorado são pontuados por excelente direção artística e composições musicais. 40+ horas de jogo, com esse nível de maestria em sua execução, fazem de Hollow Knight um dos jogos dessa geração que todos devem jogar.
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Críticas

Turma da Mônica | Horácio: Mãe é a uma das mais tocantes e sensíveis novels MSP

Emocionante e atemporal

Publicado

em

Não faltam grandes histórias na linha de graphic novels da MSP lançadas pela Panini. Nela, os mais diversos autores se revezam dando interpretações próprias aos icônicos personagens criados por Mauricio de Sousa. Em julho, chegou a vez de Horácio encantar os leitores com a novel Mãe, escrita e ilustrada pelo quadrinista Fábio Coala.

Clique no vídeo acima para conferir nosso tour em vídeo pela graphic novel, postada pelo canal parceiro Aquele Cara


Veja também:


Como o próprio Mauricio explica nas primeiras páginas do livro, o que torna essa novel especial logo de cara é que Horácio é um personagem muito especial para ele, que tradicionalmente fazia questão de escrever todas as suas histórias. Então o plano inicial do selo MSP era que o personagem não ganhasse uma novel própria!

Felizmente, o destino também oferece reviravoltas maravilhosas às vezes, e coube ao Coala a honra de nos apresentar uma nova visão do Horário. Uma visão que, claro, preocupa-se em honrar e apresentar para uma nova geração de leitores todos os valores e ideias que Mauricio elaborou para seu personagem com tanto carinho e cuidado desde 1963, quando ele surgiu nas páginas da Folhinha de São Paulo.

Horassic Park

Na trama da nova graphic MSP, o jovem dinossaurinho sente-se sozinho em um mundo de pura selvageria, onde imperam as leis do mais forte; da cadeia alimentar; da sobrevivência a todo custo. Inquieto sobre seu papel em um mundo que vai de encontro a tudo que acredita, o pequeno herbívoro parte em uma jornada em busca não apenas de sua mãe desaparecida, mas também de propósito.

Quanta diferença uma só criatura pode fazer? O quanto nossas pequenas ações do dia a dia podem moldar o mundo ao nosso redor? Será que não basta fazermos apenas a nossa parte por um mundo melhor? São questões sempre pertinentes que, ao fim da leitura, passam uma boa mensagem para leitores de todas as idades.

É muito fácil e natural ter empatia por cada um dos animais que entram na vida de Horácio, como Napinho, o pequeno mamífero corajoso em uma tribo de covardes acomodados, e Tecodonte, que é abandonado pelos velociraptors e encontra no Horácio seu primeiro amigo leal de verdade.

Mensagem atemporal

A jornada do trio é empolgante por si só, já que vários painéis são magistralmente ilustrados e conseguem emular muito bem o sentimento de aventura, perigo e, finalmente, triunfo. Na mesma medida em que eles desenvolvem um forte vínculo entre si, nós, leitores, também nos importamos com os animais e torcemos pelo seu sucesso.

O final da história é tão delicado quanto arrebatador, e consegue amarrar muito bem todos os temas e mensagens de forma curta e elegante, mostrando que os ensinamentos do Horácio são, definitivamente, atemporais. Horácio: Mãe é uma das melhores novels da MSP, e um dos grandes lançamentos em quadrinhos nacionais em 2018.

Qual é a sua graphic MSP favorita? Comente no fórum do PlayReplay.

Horácio: Mãe
10 Nota
0 Leitores (0 Notas)
Prós
  • Ótima mensagem
  • Personagens carismáticos
  • Arte caprichada
Contras
  • Não há
Avaliação
Horácio: Mãe é uma das melhores e mais emocionantes histórias entre todas as novels da MSP. Considerando o alto nível das produções, isso é um elogio e tanto. Fábio Coala acertou em cheio e conseguiu fazer uma obra digna do legado do querido personagem de Mauricio de Sousa.
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