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Críticas

Dragon’s Dogma: Dark Arisen é um dos melhores RPGs lançados para as últimas gerações

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Lançado originalmente para PlayStation 3 e Xbox 360 em 2012, o RPG de ação em mundo aberto Dragon’s Dogma chegou este mês ao PlayStation 4 e ao Xbox One com o lançamento da remasterização de Dragon’s Dogma: Dark Arisen, uma versão aprimorada do jogo original lançada em 2013 para PS3 e X360. Já disponível para PCs desde 2016 (você pode ler nossa review dessa versão do jogo aqui no PlayReplay), Dark Arisen adiciona ao game uma nova zona para explorar, além de contar com todos os DLCs lançados para o Dragon’s Dogma original, bem como novas armas, armaduras e missões.

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Aclamado em seu lançamento, vendendo mais de meio milhão de unidades em pré-venda e mais de 330 mil unidades em sua primeira semana nas lojas no Japão, números que só aumentaram conforme o tempo foi passando. Nos Estados Unidos, o jogo vendeu 92 mil unidades em apenas cinco dias. Pra fechar com chave de ouro, o game recebeu da famosa revista japonesa Famitsu o ranking “Hall of Fame: Gold”, o que é mais do que suficiente pra confirmar que Dragon’s Dogma é, sem dúvida alguma, um game sensacional.

Quisera eu saber disso antes de começar a jogá-lo para fazer essa análise…

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Começando em Dragon’s Dogma

Não me envergonho (muito) em dizer que em 2012 comprei Dragon’s Dogma praticamente no lançamento. Estava cobrindo a E3, passei em uma Gamestop e, dentre vários títulos que estava seco para jogar, adquiri uma cópia do jogo para PS3. Eu sabia da existência de Dragon’s Dogma, sabia que se tratava de um action RPG, um dos meus gêneros de jogos favoritos, mas o RPG da Capcom não era exatamente prioridade na minha lista. Resumo da história: comprei em 2012, tirei do plástico em 2014 e instalei e joguei uma ou duas horinhas em 2016 — mas como não era mais um lançamento e eu tinha outros jogos pra priorizar, acabei deixando de lado. Hoje, olhando pra trás, vejo que não dar mais atenção a Dragon’s Dogma no passado foi um grande erro.

Avançamos no tempo, chegamos a 2017 e a versão remasterizada de Dragon’s Dogma: Dark Arisen é relançada para PlayStation 4 e Xbox One. Ao instalar o jogo no Xbox One e começar a jogar as primeiras horas, percebi que estava diante de um daqueles jogos que praticamente sugariam minha alma (no melhor sentido possível). Da introdução ao bastante completo e diversificado sistema de criação de personagem (completíssimo mesmo, principalmente para um game lançado originalmente há quase cinco anos), que permite selecionar desde a cor dos olhos até a classe do personagem, Dragon’s Dogma: Dark Arisen a cada momento se prova um dos melhores RPGs de ação com temática “fantasia medieval” lançados tanto para esta geração quanto para a anterior.

 

Jogando (quase) em grupo

Um dos grandes destaques de Dragon’s Dogma: Dark Arisen fica por conta do divertido e dinâmico sistema de combate, no melhor estilo hack’n’slash. Some a isso a dificuldade um pouco elevada mais elevada — um meio-termo entre Skyrim e Dark Souls —, que torna em grandes desafios até mesmo inimigos normalmente tidos como mais fracos, como lobos e goblins comuns, principalmente quando atacando em bandos.

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Para a nossa sorte, o jogo oferece a possibilidade de criarmos um Pawn, nosso fiel companheiro ou companheira (que assim como o personagem principal é totalmente personalizável) que nos acompanha durante a campanha. É possível, ainda, contratar Pawns criados por outros jogadores para te ajudarem a prosseguir com um pouco mais de segurança, montando um time de até quatro personagens (você e até três Pawns controlados pela inteligência artificial do jogo), o que dá uma leve sensação de “multiplayer”.

Para tirar máximo proveito do seu time, é essencial escolher bem não apenas a sua classe e a do seu Pawn, mas também a dos Pawns “alugados”. São nove classes ao todo, como Fighter, Ranger, Assassin, Magic Knight e Sorcerer, por exemplo, cada uma com um tipo diferente de jogabilidade. O mais legal é que você pode mudar a classe do seu personagem, seja selecionando uma nova ou retornando para uma anterior, e várias habilidades conquistadas em uma classe podem ser aproveitas em uma outra. Selecionar personagens de diferentes classes, com diferentes forças e fraquezas, aumentas suas chances de sucesso (leia-se “chances de morrer menos”) nas expedições a cavernas e florestas cheias de inimigos que vão de simples humanos bandidos a imensos dragões sedentos de sangue.

Falando nisso, é indescritível a sensação de passar minutos e mais minutos elaborando estratégias para derrotar inimigos mais fortes. Nesta madrugada mesmo me diverti aos montes caçando um dragão muito mais forte do qualquer outro inimigo que já tivesse cruzado meu caminho em Dragon’s Dogma: Dark Arisen até então. Embora você conte com até quatro personagens no seu time, somente o personagem principal é controlável, o que te leva a, muitas vezes, depender da habilidade dos personagens “alugados”.

Sim, habilidade, já que um Pawn pode mandar muito bem em uma luta contra um inimigo que já conhece. No meu caso, um dos personagens que contratei já havia batalhado contra o dragão na campanha do jogador que o criou, então durante a minha campanha não só recebi muitas dicas de onde bater e quando desviar de golpes mas também o desempenho desse Pawn na luta foi bastante superior ao dos outros, que viam o inimigo pela primeira vez.

Tudo isso torna a experiência de jogo ainda mais dinâmica, divertida, imersiva e autêntica, além de encorajar o jogador a contratar diferentes Pawns de tempos em tempos não apenas para nivelar o time (visto que Pawns alugados não sobem de nível com seu personagem e seu Pawn), mas também para tirar o máximo proveito do conhecimento que esses personagens podem ter de quests — sim, eles também ajudam com dicas de missões que já fizeram na campanha de outro jogador! — e adversários.

 

Diversão garantida

A menos que você tenha ódio mortal de jogos que apresentem um pouco mais de dificuldade, Dragon’s Dogma: Dark Arisen é diversão garantida. Conversar com os Pawns do seu time, conhecer novos pontos do mapa, encontrar personagens interessantes e únicos e batalhar inimigos fortíssimos em batalhas dinâmicas e que muitas vezes requerem bastante estratégia são sem dúvida alguma alguns dos maiores pontos positivos do jogo.

Por outro lado, sua história não é das mais interessantes. Na trama, seu personagem bate de frente com um dragão em uma tentativa pífia de salvar seu vilarejo e acaba tendo o próprio coração arrancado pelo dragão. Em vez de morrer, o personagem se transforma no Arisen, um ser quase folclórico tido por muitos como o salvador do mundo. A partir daí a aventura se desenrola, de cidade a cidade, floresta a floresta, acampamento a acampamento, sempre oferecendo quests e batalhas desafiadoras e divertidas, que somadas são capazes de se desenrolar por horas e mais horas sem se tornarem maçantes e arrastadas.

Assim, a verdadeira graça de Dragon’s Dogma está em se aventurar, e não no “por que” da aventura. É claro que esse é um ponto importante pra muita gente, eu mesmo prezo bastante por uma boa história, mas a falta de complexidade ou impacto da trama não tira muito do brilho de Dragon’s Dogma: Dark Arisen. Nem mesmo os gráficos datados, que mesmo remasterizados ficam aquém dos visuais de games mais recentes, como The Witcher 3 e Final Fantasy XV, tornam a experiência de jogo menos digna do seu tempo.

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Tanto que, ainda que não tendo terminado o jogo (tenho aproximadamente 40 horas de jogo), Dragon’s Dogma: Dark Arisen continua resultando em madrugadas em claro e um sorrisinho de satisfação a cada monstrengo derrotado mesmo com games de peso chegando às lojas recentemente.

Com sistemas de jogo inteligentes, com destaque para a ação hack’n’slash e a possibilidade de “alugar” personagens de outros jogadores para compor seu time, Dragon’s Dogma: Dark Arisen com certeza merece sua atenção, principalmente se você, assim como eu, cometeu o erro de ignorar o jogo no passado.

 

Dragon’s Dogma: Dark Arisen – Nota: 4,5/5

Produtora: Capcom
Plataformas: PlayStation 4, Xbox One, PC, PS3 e X360
Plataforma utilizada na análise: Xbox One
Produto cedido para análise: Sim

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Gosta de cachorros, pizza e pipoca. Já foi fanboy da Nintendo e da Sony, mas hoje joga qualquer coisa. Já colaborou em sites e revistas como GameBlast, Nintendo World, Herói e Portal Pop, mas hoje se dedica exclusivamente ao PlayReplay.

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Críticas

Hollow Knight é um metroidvania que é tudo, menos vazio

Melancolia, apocalipse e insetos se encontram em um dos melhores metroidvanias já criados

Publicado

em

Em 2014 dois amigos australianos, Ari Gibson e William Pellen, lançaram um singelo Kickstarter para fundar a criação de um “metroidvania” que começou como parte de um game jam. Ao contrário de Yooka Laylee e seus milhões de dólares ou até mesmo Shovel Knight e suas centenas de milhares, Team Cherry requisitava somente 35 mil dólares australianos e recebeu menos de 60 mil ao final da campanha.


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Quatro anos depois, já lançado no PC em 2017, Hollow Knight finalmente chega ao Nintendo Switch com todas as expansões já lançadas, apresentando mais conteúdo e qualidade do que os jogos citados e até ultrapassando, em certos aspectos, os jogos do qual a nomenclatura de seu gênero é derivada.

Hollow Knight conta a historia de um diminuto guerreiro que decide entrar nas cavernas que abrigam as ruínas do reino de Hallownest. Devido à uma infestação que roubou os insetos de sua inteligência e os reverteu aos seus instintos primitivos, uma grande e próspera nação se tornou apenas resquício do que era. Omundo abaixo da superfície é gigantesco para os padrões do gênero — e não a custo de qualidade.

Cada um dos diversos biomas de Hallownest contam com múltiplas camadas de profundidades e detalhes no ambiente que, além de lindas, servem para desenvolver as tragédias pelas quais o reino passou. Tais detalhes podem ser um lago gigantesco situado logo acima da Cidade das Lágrimas, explicando de onde provém a sua chuva eterna; ou dezenas de criaturas empaladas por lanças das tribos dos Louva-a-Deus, demonstrando a função da tribo, protegendo o resto de Hallownest dos aracnídeos do Ninho Profundo. Seja o que for, nada no cenário está lá simplesmente por estar.

A primeira área encontrada pelo jogador é a menos interessante, mas ainda assim impressiona pela quantidade de detalhes. Persevere e o jogo melhora continuamente.

O reino subterrâneo que o jogador explora não somente é vasto na historia que conta e em sua caracterização, mas também na forma em que pode ser explorado. Não tão diferente de The Legend of Zelda: Breath of the Wild, após explorar algumas das áreas iniciais, o jogador pode seguir em múltiplas direções.

Assim como em outros jogos do gênero, eventualmente você encontrará obstáculos que claramente só podem ser superados caso possua uma habilidade específica, forçando o jogador a encontrar outra rota e marcar no mapa o local para retornar mais tarde. Isto é, caso o jogador tenha um mapa.

Hollow Knight não hesita em promover uma sensação de estar perdido e isolado neste lugar inóspito. Sendo assim, até encontrar Cornifer, um inseto cartógrafo e comprar dele o (incompleto) mapa do local será impossível mapear o local. Quer saber aonde você se encontra dentro desse mapa? Não se esqueça de comprar e equipar a bússola.

Enquanto nos primeiros locais, especialmente a Encruzilhada Esquecida, isso pode causar uma certa frustração, tal mecânica acaba sendo essencial para criar a atmosfera tensa que permeia a campanha. Não há apreensão maior do que perceber que você está há trinta minutos explorando uma área nova, sem encontrar um banco (que funciona como save point) e finalmente começa a encontrar as páginas espalhadas e o assobio indicativo de que Cornifer está por perto.

Nunca imaginei que ficaria tão feliz em ver um inseto cartógrafo

Apesar da facilidade de se perder nesse labirinto subterrâneo, aos poucos o jogador também começa a compreender o seu design, entender sua simbologia e o significado de placas ao redor, facilitando navegar o emaranhado que Hallownest é. Sejam as placas de navegação ou uma luz brilhante vindo da entrada da área que abriga um ponto de interesse, Hollow Knight faz com que o jogador sempre se sinta perdido sem de fato o estar.

A variedade e surpresa não se limitam aos biomas, mas também aos inimigos. Sim, é possível separá-los em quatro categorias base (ataques com disparo, dano em contato, explosivo-suicidas e espadachins), mas as variações de como tais comandos são realizados, além das suas caracterizações, ajudam a criar um misto de expectativa sobre qual inseto será encontrado e medo de como o combate se dará — principalmente quando tudo indica que o embate em questão é contra um chefe.

Batalhas contra chefes ficam progressivamente mais difíceis. Entretanto, devido à natureza aberta de Hollow Knight, é possível se deparar com inimigos muito mais fortes que você ou estar bem mais poderoso do que necessário para derrotar certo chefe.

Metroidvanias são conhecidos por sua diversidade de chefes e subchefes tanto quanto por seus mundos labirínticos e caminhos bloqueados por habilidades. Novamente Hollow Knight ultrapassa — e muito — o esperado, providenciando múltiplas batalhas memoráveis em cada área, com chefes obrigatórios e opcionais, que testam sua maestria em combate.

Foi graças a esses chefes que explorei a fundo o sistema de Amuletos do jogo. Espalhados por Hallownest, servem como modificadores de gameplay, variando desde leves alterações como estender o alcance de sua espada ou aumentar o tempo de invencibilidade após um golpe até mudanças drásticas e novas habilidades por completo, como liberar esporos nocivos enquanto tenta recuperar vida.

Com mais de 40 amuletos a serem encontrados e certas combinações causando efeitos secundários umas nas outras, é possível modificar bastante o pequeno guerreiro.

Aliás, as mecânicas envolvendo alma (essencialmente, a mana de Hollow Knight) são o aspecto diferencial de seu combate. Adquirida ao atingir inimigos, ela pode ser utilizada tanto para desferir ataques mágicos quanto para recuperar vida — forçando o jogador a permanecer parado durante o processo. Isso causa um incentivo para se jogar agressivamente ao estar perto de morrer, já que ao atacar o oponente, mais alma será adquirida e, com o timing certo, o jogador poderá reclamar sua energia e sair da situação de aperto.

Caso contrário, nem tudo estará perdido pois, ao morrer, o guerreiro deixa sua sombra para trás e, no estilo Dark Souls, será preciso retraçar o caminho do ultimo save point até onde morreu para recuperar seus pertences.  Durante essa segunda chance, a quantidade de alma que o jogador pode absorver é limitada e é preciso derrotar a própria sombra após encontrá-la, fazendo o processo de backtracking extremamente tenso.

Isso acaba tornando as batalhas contra chefes ainda mais difíceis pois, ao retornar ao local da morte, não só é necessário lidar primeiramente com a sua sombra como também é preciso desviar dos ataques de seu inimigo. Por mais que as batalhas contra essas criaturas sejam interessantes e de múltiplas fases, constantemente ter que refazer os passos do ultimo save point até o chefe a cada morte (e normalmente são várias) torna o processo, que deveria ser épico e intenso, por vezes enfadonho.

Vale mencionar também que o jogo encontra-se inteiramente traduzido para português brasileiro, ainda que diversas vezes a tradução torne falas um tanto forçadas. Entretanto, essas pequenas reclamações se tornam menores que o mais ínfimo dos insetos de Hallownest quando comparado a tudo que Hollow Knight proporciona em suas 20-40h de jogo.

De quando em quando, o jogador se depara com cômodos assim: sem itens ou inimigos. Que servem somente para demonstrar como este mundo subterrâneo e corrompido ainda consegue ser lindo.

É fácil observar o Kickstarter e perceber que o Team Cherry teve que aparar certas arestas para diminuir gasto e tempo de desenvolvimento. Certos personagens que claramente tinham a intenção de terem sua própria historia e não tiveram ou certas áreas e batalhas não tão complexas quanto as demais poderiam nos deixar um gosto amargo na boca.

A dedicação, a quantidade e a qualidade apresentada em tudo que de fato se encontra no jogo, porém, fazem que tal sensação não seja um gosto amargo, mas sim um gosto de “quero mais”. E Hollow Knight é um dos raros jogos que sempre lhe dá mais. Horas após derrotar o verdadeiro chefe final e terminar a campanha DLC, me esbarro com uma área inteira inexplorada. Sim, tinha coisa nova mesmo após 26 horas de jogo!

 

Isolados dos demais insetos em completo segredo, por acidente encontrei a colmeia das abelhas, 26 horas depois de ter começado o jogo! Isso por que eu pensava que já tinha ao menos visitado todas as áreas do mapa há 10 horas atrás!

Adicione os modos extras desbloqueáveis e o futuro DLC grátis, Gods and Glory que chega dia 23 de agosto com um Boss Rush, e fica difícil encontrar algo que Hollow Knight não cumpra com excelência.

Ao falar de metroidvanias é fácil comparar os novos títulos inspirados nos clássicos e perceber que eles não chegam ao patamar de Super Metroid ou Castlevania: Symphony of the Night. Entretanto o titulo da Team Cherry é um dos raros casos no qual algo supera a obra na qual foi inspirado.

E ele o faz a tal extensão que se algum jogo deve servir de nome para o gênero, está na hora de ambos Castlevania e Metroid abrirem passagem e deixar Hollow Knight assumir tal posição.

Hollow Knight
10 Nota
10 Leitores (1 Nota)
Prós
  • Excelente direção artística
    e trilha sonora
  • Mundo complexo
  • Exploração quase infindável
  • Combate customizável
    e agressivo
Contras
  • Retraçar passos após morte
    interrompe o ritmo do jogo
Avaliação
Hollow Knight é não só uma obra prima indie ou obra prima do gênero. Hollow Knight simplesmente é uma obra prima. Personagens tão complexos quanto o lore no qual se encontram envolvidos e o labiríntico mundo a ser explorado são pontuados por excelente direção artística e composições musicais. 40+ horas de jogo, com esse nível de maestria em sua execução, fazem de Hollow Knight um dos jogos dessa geração que todos devem jogar.
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Críticas

Turma da Mônica | Horácio: Mãe é a uma das mais tocantes e sensíveis novels MSP

Emocionante e atemporal

Publicado

em

Não faltam grandes histórias na linha de graphic novels da MSP lançadas pela Panini. Nela, os mais diversos autores se revezam dando interpretações próprias aos icônicos personagens criados por Mauricio de Sousa. Em julho, chegou a vez de Horácio encantar os leitores com a novel Mãe, escrita e ilustrada pelo quadrinista Fábio Coala.

Clique no vídeo acima para conferir nosso tour em vídeo pela graphic novel, postada pelo canal parceiro Aquele Cara


Veja também:


Como o próprio Mauricio explica nas primeiras páginas do livro, o que torna essa novel especial logo de cara é que Horácio é um personagem muito especial para ele, que tradicionalmente fazia questão de escrever todas as suas histórias. Então o plano inicial do selo MSP era que o personagem não ganhasse uma novel própria!

Felizmente, o destino também oferece reviravoltas maravilhosas às vezes, e coube ao Coala a honra de nos apresentar uma nova visão do Horário. Uma visão que, claro, preocupa-se em honrar e apresentar para uma nova geração de leitores todos os valores e ideias que Mauricio elaborou para seu personagem com tanto carinho e cuidado desde 1963, quando ele surgiu nas páginas da Folhinha de São Paulo.

Horassic Park

Na trama da nova graphic MSP, o jovem dinossaurinho sente-se sozinho em um mundo de pura selvageria, onde imperam as leis do mais forte; da cadeia alimentar; da sobrevivência a todo custo. Inquieto sobre seu papel em um mundo que vai de encontro a tudo que acredita, o pequeno herbívoro parte em uma jornada em busca não apenas de sua mãe desaparecida, mas também de propósito.

Quanta diferença uma só criatura pode fazer? O quanto nossas pequenas ações do dia a dia podem moldar o mundo ao nosso redor? Será que não basta fazermos apenas a nossa parte por um mundo melhor? São questões sempre pertinentes que, ao fim da leitura, passam uma boa mensagem para leitores de todas as idades.

É muito fácil e natural ter empatia por cada um dos animais que entram na vida de Horácio, como Napinho, o pequeno mamífero corajoso em uma tribo de covardes acomodados, e Tecodonte, que é abandonado pelos velociraptors e encontra no Horácio seu primeiro amigo leal de verdade.

Mensagem atemporal

A jornada do trio é empolgante por si só, já que vários painéis são magistralmente ilustrados e conseguem emular muito bem o sentimento de aventura, perigo e, finalmente, triunfo. Na mesma medida em que eles desenvolvem um forte vínculo entre si, nós, leitores, também nos importamos com os animais e torcemos pelo seu sucesso.

O final da história é tão delicado quanto arrebatador, e consegue amarrar muito bem todos os temas e mensagens de forma curta e elegante, mostrando que os ensinamentos do Horácio são, definitivamente, atemporais. Horácio: Mãe é uma das melhores novels da MSP, e um dos grandes lançamentos em quadrinhos nacionais em 2018.

Qual é a sua graphic MSP favorita? Comente no fórum do PlayReplay.

Horácio: Mãe
10 Nota
0 Leitores (0 Notas)
Prós
  • Ótima mensagem
  • Personagens carismáticos
  • Arte caprichada
Contras
  • Não há
Avaliação
Horácio: Mãe é uma das melhores e mais emocionantes histórias entre todas as novels da MSP. Considerando o alto nível das produções, isso é um elogio e tanto. Fábio Coala acertou em cheio e conseguiu fazer uma obra digna do legado do querido personagem de Mauricio de Sousa.
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The Irregular at Magic High School | A magia do amor entre irmãos dá o tom ao volume 1 da Panini

Uma boa adaptação da light novel de sucesso

Publicado

em

Este mês a Editora Panini colocou nas bancas de todo o Brasil o mangá The Irregular at Magic High School (ou Mahouka Koukou no Rettousei), a adaptação da light novel original de Tsutomu Sato, que também virou anime pelo renomado estúdio Madhouse em 2014. Mesmo que você não tenha consumido a obra em qualquer outra mídia, é uma leitura bem divertida. Confira nosso review completo logo abaixo.


Veja também:


Ou melhor, ela PODE ser uma leitura divertida, dependendo da sua tolerância a alguns probleminhas e convenções de gênero. Como o nome já evidencia, a trama se passa em uma escola de magia, então é claro que há uma fartura de jovens desfilando todos os tropos convencionais de uma aventura sob medida para essa demografia.

Entre eles há espaço até para flerte entre irmãos, então prepare-se para um pouquinho de incesto. Em praticamente todos os seis capítulos do primeiro volume rola alguma tensão sexual entre os protagonistas Tatsuya Shiba e Miyuki Shiba. Se você odeia esse tipo de coisa, passe longe do mangá. Se gosta, aproveite que a dinâmica deles é bem fofa e engraçada.

Que comecem as aulas

Os irmãos acabam de chegar à sua nova escola, que é bem elitista e separa seus alunos em dois grupos, os Bloom (melhores estudantes) e Weeds (quem tirou as piores notas na prova de admissão). Embora Miyuki integre a elite e seja um dos maiores prodígios da escola, Tatsuya é um Weed porque, embora tenha um desempenho fenomenal na prova teórica, capotou na prática, não conseguindo usar mágicas direito.

Ao menos é o que parece no começo. Ao longo do “Arco da Matrícula” vamos descobrindo que as coisas não são bem assim, e que ele esconde alguns segredos. Com isso, os personagens principais acabam tendo arcos e desenvolvimentos interessantes, ainda que os coadjuvantes sejam um tanto rasos demais. Ao menos o traço de todos eles é excelente, e a arte de Tsuna Kitaumi se mantém em alto nível ao longo de toda a leitura.

Expositivo demais

Já a mitologia da série vai por um caminho oposto e é bem densa. O problema é que, ao invés de descobrirmos as coisas naturalmente através de eventos bem integrados à narrativa, precisamos aprender sobre o lore do mangá com longos diálogos expositivos, o que acaba sendo cansativo e tirando o ritmo da história.

Ao menos o primeiro volume acaba em um clímax bem adequado, com o primeiro grande conflito do protagonista, com direito a uma reviravolta e tanto na última página, que funciona como um bom gancho para que quem curtiu a trama fique com bastante vontade de ler o segundo volume.

The Irregular at Magic High School não é para todo mundo mas, se você consegue fazer vista grossa para os defeitos acima, e se adora os temas do mangá, então certamente vai se divertir bastante com a sua leitura!

The Irregular at Magic High School (Panini)
7.5 Nota
0 Leitores (0 Notas)
Prós
  • Boa arte
  • Bom romance (incestuoso)
Contras
  • Diálogos expositivos
  • Muitos clichês
Avaliação
The Irregular at Magic High School não é para todo mundo, mas faz o bastante para agradar em cheio ao seu público alto. Se ver dois irmãos desbravando o mundo da magia cheio de clichês adolescentes enquanto lidam com sua latente tensão sexual é sua praia, pode cair de cabeça nesse mangá.
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