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Críticas

Sword Legacy: Omen é o RPG tático que você precisa ter na sua biblioteca

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em

Todo bom fã de RPG conhece seu subgênero tático, com grandes títulos como Final Fantasy Tactics, lançado originalmente no PSOne; e The Banner Saga, a trilogia indie que ganhou merecidamente seu espaço no mundo dos games. Está na hora de conhecer mais um game que, com certeza, vai chamar a sua atenção. Estamos falando de Sword Legacy: Omen, o RPG tático que tem que estar na sua coleção!

Lançado em setembro de 2018, para PC, Sword Legacy: Omen conta a história de Uther Pendragon, o grão-cavaleiro do reino de Mércia e pai do famoso Rei Arthur, lendário herói da távola redonda. Porém, diferente da época de seu filho, a Britania está numa época das trevas.


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Antes da era de ouro

A narração do jogo fica por conta do poderoso Merlin, que conta os acontecimentos que tomam parte da história antes mesmo do nascimento do Rei Arthur. Merlin chega ao reino para contar a Uther sobre sua visão, na qual o reino caía e tinha início uma época das trevas. Porém, antes mesmo de Merlin terminar de contar o que previu, uma explosão ocorre no muro do reino e cavaleiros de armaduras negras invadem o castelo.

Os heróis conseguem chegar ao rei para garantir sua proteção, mas já era tarde: a princesa havia sido raptada e o Lorde de Mércia, Leof, estava morto. Ainda cercados por inimigos, Merlin e Uther fogem para garantir que saiam com vida do ataque e reúnam todas as forças possíveis para resgatar a princesa Igraine e acabar com o vilão que eles descobrem ser o lorde do reino de Wessex, o rei Gorlois.

Merlin e Uther ao chegarem na sala do trono

Os heróis de outrora

O jogo conta com oito personagens principais que decidirão o futuro da Britania como um todo. Cada um deles possui habilidades e especialidades únicas, fazendo com que cada membro seja importante durante todo o jogo. Por exemplo, Gwen, a ladra sorrateira, pode destravar qualquer cadeado em seu caminho; já Goor, o último membro da equipe e o ferreiro valente, pode desativar as armadilhas encontradas na fase.

Isso são apenas habilidades que eles podem utilizar fora de combate. Durante as batalhas, cada personagem também tem sua particularidade. Merlin, por ser um mago, possui magias como bola de fogo, teleporte, entre outras; enquanto Uther, por ser um cavaleiro de espada e escudo, tem habilidades que giram em torno de aumentar a defesa ou até mesmo defender os aliados, fazendo a função de tank.

Cada personagem começa com uma base de equipamento básica de dois dos quatro itens que são possíveis equipar. Em Sword Legacy: Omen existe um tipo de arma para cada personagem, ou seja, o mago Merlin não é um Gandalf da vida que utiliza cajado e espada.

Os equipamentos são os itens que definem o status do seu personagem, modificando pontos de vida, pontos de ação, força, defesa, e por aí vai. Dois dos slots de equipamentos devem ser preenchidos com um tipo de arma e uma armadura obrigatórias. Os outros dois espaços podem ser usados para equipar escudos, anéis, capas… enfim, qualquer item que não se encaixe nos dois primeiros espaços. Dessa forma, é possível equipar Merlin com itens de defesa alta, fazendo o mago se equiparar com Uther.

Merlin fazendo umas comprinhas com o ferreiro!

Recuperando Britania

Antes de se aventurar pelas fases e desafios que Sword Legacy: Omen proporciona, você precisa se preparar. Além dos equipamentos, que podem ser adquiridos em baús trancados nas fases, ou até mesmo com o ferreiro nas cidades que passa, é necessário evoluir as habilidades dos personagens, definir qual utilizará e assim, montar sua equipe de até quatro membros.

As habilidades têm um papel fundamental para garantir a vitória da sua equipe contra os inúmeros inimigos no caminho. Habilidades são liberadas com a utilização de pontos de renome, que você ganha cumprindo certas atividades durante a sua aventura, como executar um inimigo com golpe crítico, matar mais de um inimigo de uma vez ou completar as fases.

Com os pontos acumulados, você deve gastá-los para adquirir as suas habilidades conforme a build que você deseja para seu personagem. Elas variam entre skills passivas ou ativas e, como os pontos não podem ser resetados, confira todas elas com cautela para poder fazer a melhor combinação para cada personagem da sua equipe.

Gwen flanqueando o inimigo

Com seu time equipado e preparado, é hora de se aventurar. Como disse anteriormente, apenas quatro membros entram na aventura, e esse pode ser um dos pontos fracos do jogo. Como, por exemplo, Gwen é a única personagem com habilidade de destravar baús e portas que levam para salas que te ajudarão muito na aventura, isso a torna um personagem que você não quer fora da sua equipe. Ou até mesmo Felix, o sarcedote devoto, sendo o único curandeiro do jogo, para aqueles que gostam de jogar de modo mais seguro, isso faz com que dois espaços estejam sempre preenchidos.

Decidida a equipe, você entra no modo de exploração, no qual controla um dos personagens da equipe e vai avançando no mapa. É aqui que você pode encontrar os baús ou segredos que revelam mais sobre a história do jogo. Isso até você entrar em uma batalha.

As batalhas lembram bem o esquema de luta do jogo The Banner Saga. Diferente de definir a movimentação por ação, como acontece em RPGs táticos normalmente, você deve escolher como vai gastar os pontos de ação de cada personagem na batalha.

Vamos simular que Uther tem sete pontos de ação. Para alcançar um inimigo e realizar um ataque, ele precisa movimentar quatro espaços, gastando assim um ponto de ação por bloco andado. Chegando no inimigo, gasta mais três pontos para realizar o ataque, finalizando assim seus pontos de ação e o turno de Uther. Você realiza ações desse tipo com os 4 personagens, finalizando o turno dos heróis e, em seguida vem o dos inimigos. E a história se repete até que um dos lados caia.

Uther não brinca em serviço mesmo

A apresentação dessa jogabilidade ocorre de forma bem didática e fácil de se adaptar. Mesmo que você não entenda os detalhes dela logo de cara, não demora muito para dominar bem os truques que Sword Legacy: Omen oferece em seus campos de batalha. O maior desafio é evitar perder os personagens e otimizar as lutas da melhor forma possível. E não se preocupe caso um herói seja derrotado, ele ficará inativo para a próxima batalha, com o status “ferido”, podendo ser utilizado em batalhas futuras.

O fim da era das trevas

Com certeza, Sword Legacy: Omen é um jogo que você precisa e deve conhecer, sendo grande fã de RPG tático ou das histórias que acercam Rei Arthur e seus grandes feitos com a Távola Redonda.

Isso me soa familiar …

Ele pode não ser o jogo perfeito, mas possui uma história que te prende do começo ao fim, com personagens com características e personalidades únicas, dando mais profundidade à história e na dimensão de jogabilidade dentro do jogo.

Sword Legacy: Omen
8.5 Nota
0 Leitores (0 Notas)
Prós
  • Fácil jogabilidade
  • História bem desenvolvida
  • Personagens bem elaborados
  • Dificuldade equilibrada
Contras
  • Necessidade de utilizar
    um mesmo personagem
    em todas as fases
Avaliação
Sword Legacy: Omen é um RPG tático que apresenta uma boa história com personagens imersivos, trazendo os melhores elementos que os fãs gostam no gênero.
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Designer, pós graduado em Gestão da Informação e Business Intelligence, amante da música e pianista, é gamer desde os 4 anos de idade e seu maior sonho sempre foi trabalhar com videogames. Fez parte do portal GameBlast, mas hoje se dedica exclusivamente ao PlayReplay.

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Críticas

Brawlout leva a galera indie para uma divertida arena de combate

Criado pela Angry Mob Games, jogo de luta em arena Brawlout mostra que é mais do que um clone de Smash Bros.

Publicado

em

Jogos de luta, nos tempos de hoje, já não possuem mais tanto destaque na área de games. Dá para contar nos dedos os principais jogos que possuem destaque no mercado, como Mortal Kombat, Street Fighter, The King of Fighters e Super Smash Bros.

Dificilmente novos jogos desse gênero são criados por empresas desenvolvedoras independente. Mas, mesmo assim, nada impediu que o estúdio Angry Mob Games fizesse o seu próprio jogo de luta e, ainda por cima, trazendo personagens famosos de outros jogos indies. Estamos falando de Brawlout, jogo lançado para Xbox One, PlayStation 4, PC e, futuramente, para o Nintendo Switch.


Veja também:


Caso você já tenha visto algum vídeo do game na internet, com certeza rolou aquela comparação imediata com Super Smash Bros., da Nintendo, jogo que reúne as maiores estrelas da empresa japonesa como Mario, Link, Samus, e vários outros. É visível que Smash Bros. inspirou bastante a criação de Brawlout. O jogo tomou para si apenas alguns aspectos de Smash, adaptando-os para outro estilo de gameplay que mesmo veteranos da série Smash Bros. precisam se acostumar para conseguir dominar o jogo.

Igual, mas diferente

Em geral, Brawlout é o básico jogo de luta onde você precisa acertar golpes no oponente, aumentando sua porcentagem de dano recebido para lançá-lo para fora da arena, independente de para qual lado da fase, seja para cima, os lados ou para baixo.

O jogo permite até 4 jogadores simultâneos, contando com nove personagens que podem ser liberados ao longo das partidas. Algumas caras são novas e desenvolvidas para o jogo, como Paco, Chief Feathers e King Apu, mas também vemos alguns rostos conhecidos do mundo indie, como The Drifter, de Hyper Light Drifter, Juan de Guacamelee! e Yooka-Laylee, do jogo homônimo. Ainda está para sair em uma atualização gratuita o protagonista de Dead Cells. Além deles, 15 outros personagens podem ser liberados efetuando algumas atividades específicas durante o jogo.

Aproveitando que entrei no mérito desses novos personagens desbloqueáveis, veio a primeira decepção. Eles são tratados como novos personagens, com nomes diferentes e aparências sem igual, porém o moveset deles é igual ao dos personagens iniciais, sendo como skins ou “Echo Fighters” dos seus originais (como no vindouro Super Smash Bros. Ultimate), e não novos personagens com movesets diferenciados. Mesmo assim, isso não tira o brilho que o jogo consegue apresentar.

Os movimentos de cada personagem são únicos, sendo necessário dominá-los antes de sair dando porrada em todo mundo. Alguns possuem combos com intenção de aumentar mais rápido a porcentagem do inimigo enquanto outros são mais focados em dar golpes fortes para mandá-los para longe.

Como fiz o teste no controle do PlayStation 4, utilizarei os botões dele para explicar os combos. Com o quadrado você pode utilizar os golpes básicos, podendo utilizar os direcionais para mudar a direção do golpe e, ao segurar o botão, é possível dar um golpe mais poderoso e carregado. Com o triângulo, é possível utilizar os golpes especiais dos personagens e, de uma forma simples e prática, combos entre os dois botões podem ser utilizados para que você prenda seu inimigo numa série de golpes sequenciais. Os gatilhos do controle servem para esquivar e, ao utilizar junto com um movimento do direcional, ele rola para direção apontada e, por fim, o botal X e O são o pulo, permitindo até dois pulos em sequência.

O grande diferencial nesses movimentos, além dos combos com os dois botões de ataque, é a questão da defesa. Esse jogo não utiliza essa função, ou seja, você precisa melhorar seu timing nas esquivas para evitar tomar qualquer golpe do inimigo. Foi uma coisa que demorei para pegar o jeito, pois em Smash Bros. a defesa garantia uma proteção extra caso o timing fosse errado. Essa é uma feature que considerei positiva pois muda a estratégia necessária, fazendo muitas vezes com que você pense em atacar antes do inimigo para não ser pego num combo dele.

Além disso, Brawlout conta com o Rage Burst, uma barrinha que vai enchendo a cada golpe efetuado ou recebido que fica localizada abaixo da porcentagem de dano. Ela é dividida ao meio, mostrando que há dois níveis de carregamento dessa barra. Ao chegar em 50%, você pode ativar o Rage Burst com os botões R1 e R2 apertados simultaneamente para empurrar o adversário e sair dos combos. Com a barra em 100%, utilize os mesmos botões para ficar com um poder absurdo por um tempo limitado. Os golpes nesse modo vão mandar seus inimigos mais longe que o normal, mesmo com uma porcentagem de dano pequena. Usando essa habilidade eu consegui lançar um inimigo para longe com 40% de dano!

Batalhas e mais batalhas

Brawlout conta com quatro tipos de diferente de modo, Couch Play (jogatina de sofá), Single Play, Online e Tournments. Como fica bem claro com os nomes, da pra imaginar a função de cada uma. Couch Play seria para jogar com seus amigos no mesmo console, utilizando batalhas de cada um por si ou em times.

Online teria a mesma função, porém com oponentes de todo o mundo para jogar contra você, num modo de 1×1, free play ou até mesmo ranked. Nesse modo, recomendo sempre fazer busca de jogadores da mesma região que a sua, para reduzir o lag das partidas.

O modo Tournments são torneios feitos entre os jogadores e organizados pela Angry Mob Games. Ainda não tive a oportunidade de testá-lo, mas estou de olho para ver como me saio nessas partidas.

O modo Single Play traz o básico player vs CPU, tutorial, pratice e o modo Arcade. Nesse modo, você deve selecionar entre três dificuldades, funcionando como as torres do Arcade mode de Mortal Kombat, por exemplo. A diferença é que quanto maior a dificuldade, mais oponentes você vai enfrentar, tanto em rodadas quanto na luta. Ou seja, na dificuldade fácil, as batalhas ocorrem no 1×1; na dificuldade médio é de 1×2; e na difícil, 1×3. A última batalha está marcada como interrogação, podendo ser qualquer personagem mas, independente da dificuldade, você vai enfrentar sempre três oponentes dele. Uma pena não ter algum inimigo com mais cara de Chefão como a maioria dos games de luta apresentam, pois do jeito que é apresentado, a expectativa no fim é um pouco triste.

Ainda assim, o legal do arcade é que você passa a conhecer um pouco mais de cada personagem e até mesmo vê interações muito interessantes que rolam entre eles. Por exemplo, Yooka-Laylee faz menção ao Shovel Knight, pois a dupla está fazendo parte do primeiro jogo em que eles foram convidados, assim como o cavaleiro da pá no jogo deles. E, ao finalizar o modo, conta o final de cada personagem, como acontece em grandes clássicos dos jogos de luta.

Aprecie a batalha

Como já era de se esperar, cada personagem possui um cenário próprio. Cada um deles conta com suas particularidades que você pode e deve utilizar a seu favor. Por exemplo, no cenário Sunset Eyrie, o chão em cada canto da fase pode ser destruído. Dessa forma, assim que você lançar o inimigo para longe, basta destruir esse espaço para dificultar ainda mais o retorno dele.

Além dessa interação, cada cenário tem uma forma de ser apresentado, trazendo grande variedade ao jogo. O jogo conta com 13 cenários diferentes, cada um com uma construção, tema e forma de ser apreciado. O design de cada fase traz também um pouquinho da história por detrás de cada personagem. Por exemplo, o King Apu, o macaco tirano, possui a fase Storm City, na qual é possível visualizar seu imenso castelo ao fundo do cenário.

Mesmo com tudo isso…

O jogo também tem alguns elementos que foram tomados em decisões durante seu desenvolvimento que fica esquisito enquanto você joga. Por exemplo, durante as telas de loading ou transição de telas, a música do background fica abafada ou há a ausência total dela, ficando aquele silêncio constrangedor.

Outra coisa que achei até engraçado, mas ficou com uma qualidade questionável, foi a imagem dos personagens quando perdem toda a vida. Ela fica em preto e branco e eles ganham um X em preto nos olhos dele, deixando uma impressão um tanto amadora, quando talvez apenas a descolorização do ícone do personagem poderia ser o suficiente.

Apesar desses pontos e a questão dos personagens serem, em sua maioria, “echo fighters” dos principais, Brawlout é um jogo divertido, em sua singularidade com inspiração em Smash Bros. misturados com elementos de games de luta clássicos, trazendo um leve sopro de novidade para o gênero.

Brawlout
7 Nota
0 Leitores (0 Notas)
Prós
  • Variedade de modos de jogo
  • Movesets variados
  • Cenários diversificados
    e interativos
  • Vários personagens
    de jogos indie
Contras
  • Personagens desbloqueáveis
    são clones/skins
  • Silêncio nos loadings
  • Acabamento visual mediano
Avaliação
Brawlout é um jogo de luta que divertirá você e seus amigos por muitas horas. Traz uma variedade de personagens e cenários que requer dedicação e tempo para dominar os movimentos dos seus lutadores favoritos, e até mesmo convidados de outros jogos indies fazem parte da lista que está pronta para sair na porrada
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Críticas

Tom Clancy’s Jack Ryan, da Amazon, é ótimo thriller político com ação na medida certa

Amazon Prime Video entrega excelente série de ação baseada nos personagens criados pelo famoso escritor Tom Clancy estrelada por John Krasinski

Publicado

em

Tom Clancy’s Jack Ryan, a nova série da Amazon Prime Video baseada no universo criado pelo famoso escritor Tom Clancy, é um thriller político de ação que conta a história de um oficial da CIA e sua tentativa de parar um plano terrorista contra os EUA.


Veja também:


A série tem John Krasinski (o eterno Jim Harper de The Office) no papel principal como Jack Ryan, personagem que já foi interpretado anteriormente nos cinemas por Harrison Ford, Alec Baldwin, Ben Affleck e Chris Pine. Na série, Ryan é um ex-militar que serviu durante a guerra no Afeganistão e que hoje trabalha como analista no T-FAD, a Divisão de Terror, Finanças e Armamentos da CIA.

Corrida contra o terrorismo

A história começa quando Jack Ryan se depara com algumas operações financeiras um tanto diferentes do habitual para grupos terroristas no Oriente Médio, como o Estado Islâmico. Ryan acredita que tais operações bancárias de valores exorbitantes são obra de um novo grupo terrorista liderado por Suleiman, uma figura que seria o “novo Bin Laden”. Começa então uma perseguição implacável repleta de ação e investigação que devem satisfazer o gosto de amantes do gênero e fãs de Tom Clancy.

E é nesse jogo de gato e rato entre a equipe da CIA e os terroristas que a série brilha. Salvo por algumas poucas exceções, como o esquisito esquema de comunicação usando o serviço de chat de um jogo de videogame, a trama é sólida e inteligente, entregando uma história instigante com ótima narrativa.

Outro ponto bastante positivo é que a série utiliza muito bem os personagens do “Ryanverse”, o universo literário criado por Tom Clancy estrelando Jack Ryan. James Greer (Wendell Pierce) e Cathy Mueller (Abbie Cornish) são tão importantes para a história e têm tanto tempo de tela que poderiam muito bem ser considerados co-protagonistas de Jack Ryan.

A interação entre esses personagens, suas jornadas e desenvolvimento pessoal e interpessoal são muito bem trabalhados, de forma que mesmo o esperado — e conveniente — envolvimento de todos eles entre si e na trama principal soa bastante natural.

Tom Clancy’s Jack Ryan também apresenta excelente fotografia e ambientação. Embora a história se desenrole em diversos países diferentes e algumas das cenas tenham sido gravadas nestas nações, diversas sequências foram trabalhadas em território norte-americano para economizar no orçamento e mal dá pra reparar. A equipe de produção mostrou bastante atenção aos detalhes e à ambientação, com cenários e composição complexos e bastante belos tanto nos EUA como fora do país.

Elenco de qualidade

John Krasinski tem se mostrado um verdadeiro ator multifacetado, entregando atuações incríveis tanto em comédias como em outros gêneros, como na excelente comédia The Office, no ótimo terror Um Lugar Silencioso e o drama de guerra 13 Horas: Os Soldados Secretos de Benghazi. Sua interpretação do papel de Jack Ryan deu um aspecto mais humano e facilitou a identificação do público com o personagem, o que foi um tiro certeiro por parte da produção da série.

John Krasinski parece tão confortável como herói de ação em Jack Ryan quanto como Jim Harper na comédia The Office (Crédito: Amazon Prime Video)

Contratar um ator conhecido e adorado como Krasinski, capaz de realizar cenas de ação com a mesma qualidade e energia que cenas mais dramáticas (com uma outra tirada mais engraçada, mas sem jamais pender para o pastelão, o que funcionou perfeitamente para o tom da série), é um dos maiores trunfos de Tom Clancy’s Jack Ryan.

Wendel Pierce e Abbie Cornish também entregam excelentes atuações como James Greer e Cathy Mueller, respectivamente. Greer é o novo chefe de Ryan na CIA, que após incidentes no passado viu sua carreira desmoronar e acabou sendo rebaixado, indo parar no T-FAD. Sarcástico, Greer não se dá bem com Jack Ryan em um primeiro momento, trazendo aquele conflito necessário ao início da trama.

O começo da relação entre Jack Ryan e James Greer não foi dos melhores (Crédito: Amazon Prime Video)

Já Cathy Mueller é uma respeitada doutora especialista em doenças contagiosas e interesse romântico de Jack Ryan. Mas muito mais do que simplesmente o par do protagonista, Mueller tem papel fundamental na história da série, que lida com a ameaça da possibilidade do uso de armas biológicas por terroristas.

A doutora Cathy Mueller é muito mais do que um simples interesse romântico (Crédito: Amazon Prime Video)

Falando em terroristas, outro personagem que poderia muito bem ser a estrela da série é Mousa Bin Suleiman (interpretado por Ali Suliman), o vilão de Tom Clancy’s Jack Ryan. O personagem é tão bem trabalhado ao longo da trama que não raramente nos identificamos com sua sofrida história de vida.

Na infância, Mousa e seu irmão mais novo, Ali Suleiman (Haaz Sleiman), viram aviões norte-americanos bombardearem seu vilarejo, perdendo os pais e familiares e tendo de crescerem sozinhos, se virando para sobreviver. Mousa Bin tentou a todo custo se manter correto, buscando empregos e tentando viver a vida como uma pessoa de bem, enquanto seu irmão acabou pendendo para a vida do crime.

Mousa Bin Suleiman, o vilão de Tom Clancy’s Jack Ryan (Crédito: Amazon Prime Video)

Já adulto, pai de família, antes de tornar-se o rico e influente Xeque terrorista, Suleiman viveu como um cidadão francês por vários anos, mas era discriminado por ser muçulmano e morador de um bairro pobre. Acompanhamos em flashbacks, ao longo dos episódios, cada momento que levou Mousa Bin Suleiman a se tornar o temido terrorista, o que dá perspectiva ao espectador e ajuda a entender as motivações do personagem.

Tropeços

Tom Clancy’s Jack Ryan da Amazon não é exatamente a série perfeita. Embora tenha muitos acertos, e estes se sobressaiam, o programa tem sim alguns problemas. A começar pela confusa e sem qualquer sentido história da comunicação via chat de videogame usada pelos terroristas.

Suleiman e sua família utilizam, em certos pontos da história, um jogo específico de videogame com chat integrado para se comunicarem. O que não faz sentido, dado que para que isso funcionasse eles precisariam estar sempre logados ao mesmo tempo, e não tem como saberem quando um ou outro estão online. Sem contar o Deus ex machina do irmão de Mousa encontrar uma cópia do exato mesmo jogo na casa de um amigo onde foi buscar abrigo, quando a própria série indica que não ser um jogo popular.

Mas esse ponto do game pode ser até relevado. Um problema ainda maior, ao meu ver, está na trama paralela do personagem Victor Pollizi (John Magaro), um piloto de drones que localiza e extermina ameaças em território estrangeiro com o uso de bombas.

Victor Polizzi é o centro da subtrama mais desnecessária de Tom Clancy’s Jack Ryan (Crédito: Amazon Prime Video)

Polizzi é apresentado como um cara sortudo e de princípios. O problema é que ele parece estar ali somente para fazer volume nos episódios, dado que suas ações quase não interferem na trama principal. À exceção de quando, sem saber, acaba protegendo um grupo de personagens relevantes, várias de suas ações e cenas são completamente dispensáveis, incluindo a conclusão de seu “arco”. Resta saber se Polizzi terá mais peso na próxima temporada.

Saldo positivo

Tom Clancy’s Jack Ryan apresenta uma história interessante e personagens carismáticos numa trama complexa e, na maior parte do tempo, bastante inteligente.

Tom Clancy’s Jack Ryan é um ótimo thriller político de ação (Crédito: Amazon Prime Video)

Mesmo que os efeitos especiais, como explosões e algumas sequências com sangue de mentira, sejam muitas vezes visivelmente digitais, a série no geral é extremamente competente e de alta qualidade. Não é à toa que o seriado venha sendo aclamado pela maior parte crítica especializada.

Lançada em 31 de agosto deste ano e com um total de oito episódios nesta primeira temporada, Tom Clancy’s Jack Ryan é, sem sombra de dúvidas, mais uma série excelente adicionada ao catálogo de originais da Amazon Prime Video.

Se ainda não deu uma chance para a nova série de John Krasinski, faça um favor a si mesmo e trate de assistir a todos os oito episódios disponíveis no Prime Video.

Tom Clancy's Jack Ryan
9 Nota
Leitores 0 (0 Notas)
Prós
  • Excelente trama
  • Ação de qualidade
  • Personagens bem desenvolvidos
  • Ótimas Atuações
Contras
  • Um ou outro Deus ex machina
  • Subtrama desnecessária
  • Efeitos especiais fracos
Avaliação
Mesmo com alguns poucos tropeços, Tom Clancy's Jack Ryan sai com saldo bastante positivo ao entregar uma experiência interessante e instigante sobre combate ao terrorismo com armas biológicas.
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Críticas

Dead Cells te deixa morrendo de vontade de jogar de novo

Um dos roguelikes mais divertidos de todos os tempos

Publicado

em

Dead Cells é um jogo indie de ação em estilo Super Metroid (me recuso a abraçar a nomenclatura Metroidvania) lançado para Nintendo Switch, PlayStation 4, Xbox One e PC (com download via steam). Com mecânicas de plataforma 2D, o título é um roguelike, ou seja, toda partida é diferente da anterior. Confira abaixo nosso review completo com prós e contras do jogo:


Veja também:


Vida e morte

No jogo desenvolvido e publicado pela Motion Twin, você comanda um grupo de células que assumem o controle de um cadáver em um calabouço (e, assim, o nome do jogo já foi explicado sem rodeios. Conveniente, não?). A ideia é desbravar diferentes ambientes progressivamente mais difíceis, cujos mapas são revelados exatamente no estilo consagrado por Super Metroid. Aliás, se você quiser entender o que tenho contra o gênero Metroidvania, é só ver o vídeo abaixo:

A navegação pelos cenários é muito agradável, já que o layout das fases é excelente, assim como a disposição dos inimigos e armadilhas. Há uma fartura de pontos de teleporte disponíveis, mas nem eles são o bastante para impedir o evento mais recorrente da jornada: a morte. pois é, esse é um daqueles jogos em que morrer de novo e de novo é parte da experiência.

Célula ou cédula?

Além de cada vida desperdiçada ajudar a aprender melhor os padrões dos inimigos, o personagem coleta células ao longo das fases para ficar ainda mais forte a cada nova empreitada. Funciona assim: entre cada nível, é possível trocar as suas células por aprimoramentos como mais pontos de vida, maior dano, melhores armas, etc.

A pegadinha é que você é obrigado a gastar as células nos intervalos entre cada nível, mas tudo que você coletar depois disso é perdido quando você morre. Isso torna a progressão e aquisição dos poderes muito legal, gratificante e com ritmo agradável. A cada nova tentativa você fica um pouquinho mais forte, e aumenta suas chances de chegar mais longe na próxima vida. No fim, acaba sendo uma ótima sacada usar as células como moeda de troca!

Roguelike de primeira

Há uma incrível variedade de itens e poderes para obter ao longo da jornada, desde armas de combate melee até diferentes modelos de arco e flecha e magias com efeitos diversos, como congelar os inimigos ou criar estações de tiro com dano constante a seus alvos. É bem legal investir na melhoria de equipamentos, o que só aumenta ainda mais a satisfação de repetir as fases, cada vez mais poderoso.

Nas cerca de dez horas que joguei de Dead Cells, o jogo ainda não apresentava sinais de cansaço em sua fórmula. Em parte pelos motivos acima, em parte porque as músicas e visual também são ótimos. Se você gosta de jogos no estilo Super Metroid ou simplesmente procura um bom jogo de ação e plataforma no gênero rogue like, Dead Cells é o seu jogo dos sonhos!

Dead Cells
9.5 Nota
0 Leitores (0 Notas)
Prós
  • Gameplay viciante
  • Ótimas músicas
  • Fases bem planejadas
  • Sensação de progresso
Contras
  • Inimigos pouco variados
  • IA meio fraca
Avaliação
Dead Cells é um excelente jogo de ação e plataforma no estilo Super Metroid. Seus saltos e combates são tão gratificantes quanto o sistema de progressão em estilo roguelike. É muito bom repetir as fases várias vezes em busca de melhorias, e o jogo só tropeça na baixa variedade de inimigos com padrões de ataque não muito empolgantes.
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