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Críticas

Yakuza 0 surpreende com início da carreira de Kiryu Kazuma no mundo da máfia japonesa

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em

Quem nunca sonhou em fazer parte da Yakuza, não é? Ninguém? Bom, nem eu, mas confesso que passei a ter mais curiosidade pelo grupo depois de ter jogado o primeiro jogo da série feita pela Sega. Yakuza sempre trouxe o mundo da máfia japonesa de uma forma mais sutil, mas apresentando inúmeras atividades para te deixar por dentro do que realmente acontece no mundo do crime.

Na série Yakuza, você acompanha o criminoso Kiryu Kazuma, um órfão que entrou para a vida de criminoso desde jovem. Todos os jogos retratam algum momento da sua vida na organização e nesse não é diferente.

 

No mundo do crime

Kyriu acaba de ingressar na Yakuza juntamente com seu amigo de infância, Akira Nishiki, por indicação de Shintaro Kazama, capitão da família Dojima. Com isso, ambos tentam seguir e ajudar Kazama da mesma forma que ele os ajudou, já que ele seria a figura paterna que nunca tiveram. Porém, antes do jogo, Kazama acaba sendo incriminado e preso, fazendo com que abrisse uma vaga para ser o braço direito do patriarca da família. Com isso, os três tenentes começam a fazer suas ações para preencher a vaga deixada por Kazama, e acabam fazendo de tudo para que Sohei Dojima nomeie um deles o novo capitão.

Kiryu passeando pela cidade

Com isso, podemos entrar na trama que o jogo se passa. Kyriu vai fazer uma típica coleta de proteção de um dos “clientes” da Yakuza, porém, recebe instruções para levar o cara até um beco para poder fazer seu trabalho. Como é apenas um subordinado, Kazuma realiza a ação conforme solicitado, porém acaba exagerando na punição do protegido por não querer pagar a máfia, deixando-o inconsciente, porém vivo, nesse beco.

Mais tarde, nosso protagonista se encontra com Nishiki e é quando, no noticiário, mostra a morte de um civil no beco. Tudo aponta Kyriu como culpado, mesmo que ele não andasse com arma e o civil, claramente havia sido morto por um tiro, a Yakuza teve que fazer sua jogada por dois simples motivos: membros da máfia não podem assassinar civis; e o beco em que se encontrava o corpo era um ponto em que a família Dojima tinha interesse e, se um dos tenentes descobrisse o dono para efetuar a compra dele, seria promovido a capitão.

Kazuma não vê outra saída a não ser sair da família, pois esse crime tomaria proporções grandes, afetando até mesmo o cargo do atual capitão Kazama, abrindo a vaga definitivamente para o cargo. Saindo da Yakuza, talvez ele conseguisse proteger seu capitão, pagaria pelo preço, e conseguiria também investigar o que realmente aconteceu e porque armaram para ele naquele beco.

 

Equanto isso, do outro lado da história.

Confesso que, quando isso me apareceu durante minha jogatina, fiquei surpreso, já que não havia lido nenhuma notícia sobre o jogo. Então trago-lhes a história de Goro Majima, um ex-membro da Yakuza que tenta voltar para sua família, o clã Tojo. Para isso, os membros informaram-lhe que é necessário pagar uma taxa absurda de ienes para que eles possam repensar na reintegração dele. Com isso, Majima abriu um cabaré onde conseguiu ser o maior de sua região e conseguindo juntar mais dinheiro. Porém as coisas não param por aí, aparentemente o dinheiro era apenas o primeiro passo para seu retorno, obrigando-o a trilhar um caminho que nem mesmo a Yakuza é permitido fazer.

Majima também sabe sensualizar com seu tapa olho

 

Além da história

Ufa, demorei mas entreguei as informações básicas para a história, mas mesmo sendo a trama principal, Yakuza 0 não para por aí. Existem inúmeras missões secundárias que não complementam em nada a história principal, mas servem para a construção de carácter dos protagonistas. Em um primeiro momento, até estava achando estranho, mas essas missões possuem seu valor próprio, tendo algumas histórias mais elaboradas, outras com um tom mais cômico, ou seja, situações que realmente não se encaixariam no enredo principal do jogo.

Aprenda com o Kiryu como ostentar!

Mas o melhor das histórias secundárias é quando você chega no ponto de conseguir abrir seu próprio negócio. Cada protagonista atinge um ramo diferente, e para conseguir o dinheiro, por mais que o “bruto” desse modo seja o mesmo, as histórias de cada personagem envolvido nessa trama secundária acaba sendo bem elaborado e te dá cada vez mais vontade de jogá-las e completá-las que você acaba esquecendo de avançar na história principal.

 

Fortifique-se!

Claro que um bom jogo de Yakuza tinha que ter a porradaria. Nesse jogo, cada personagem possui três estilos de luta diferentes. Cada um com a sua própria árvore de evolução, aumentando a vida do protagonista, aprendendo novos golpes ou finalizadores. Lembra que falei que tanto Majima quanto Kyriu abrem um negócio próprio em certo ponto do jogo? Você deve avançar nessa história secundária se quiser liberar mais golpes na sua árvore de evolução.

Mas evoluir seu personagem não é barato, literalmente! Você tem que investir o dinheiro em você para que aprenda esses novos golpes! Como assim? Cada golpe novo custa muito dinheiro, sendo no começo com custos de ¥20.000, podendo chegar até ¥50.000.000 (foi o meu limite). Então, ponha-se a trabalhar se quiser ficar mais forte!

Não se segure na hora de descer a porrada nos inimigos!

A pancadaria em si requer movimentos bem simples. Além de escolher e alternar os estilos de luta para se adequar à situação, você pode equipar armas durante as lutas. Elas podem variar de nunchakus, espadas, bastões e até armas de fogo. Elas são de grande valia para inimigos mais complicados, como o Mr. Shakedown, que tem a mania de te encontrar pela cidade e te destruir, roubando grande parte do seu dinheiro (fica a dica, fujam dele caso estejam com muito dinheiro e despreparados! É sério!).

 

E o veredito é …

Yakuza 0 é uma grande evolução dos jogos da série e mostra como uma sequência (ou prequel) deve ser feita, pegando os pontos fracos dos seus jogos anteriores e ir aperfeiçoando-os com o tempo. Há uma imersão gigante com todos os personagens que aparecem no jogo, inclusive os das missões. A jogabilidade é fácil e, mesmo com muitos botões à sua disposição, você os domina de forma prática e a evolução da dificuldade acaba sendo proporcional à evolução de suas habilidades. Ele caminha de maneira harmoniosa e isso é um grande atrativo e, na minha visão, a maior dificuldade que os desenvolvedores enfrentam.

Yakuza 0 da um chute na cara da crítica negativa!

Esse equilíbrio que o jogo traz pra você faz com que desperte o interesse e a vontade de continuar e vasculhar cada centímetro da cidade para encontrar tudo o que é possível. E, para a minha surpresa, cada avanço na história, novas missões, novos modos de jogo vão liberando, dando a sensação de que o jogo vai evoluindo conforme seu personagem amadurece. Yakuza 0 é, definitivamente, um MUST PLAY para todos os donos de um PlayStation 4. Só não ganha nota máxima no PlayReplay pois a câmera ainda atrapalha um pouco nas lutas, mas é um mero detalhe comparado com o que essa obra prima pode lhe trazer.

 

Yakuza 0- Nota: 4,5/5

Desenvolvimento: Sega
Plataformas:PlayStation 4
Plataforma utilizada na análise: PlayStation 4

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Designer, pós graduado em Gestão da Informação e Business Intelligence, amante da música e pianista, é gamer desde os 4 anos de idade e seu maior sonho sempre foi trabalhar com videogames. Fez parte do portal GameBlast, mas hoje se dedica exclusivamente ao PlayReplay.

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Anime

Rebuild of Evangelion: 2.0 You Can (Not) Advance: Um Teto Não Familiar

Mudanças e nostalgia se misturam em um longa digno do legado de Eva

Publicado

em

Após “rebootar” a franquia Evangelion de forma bem segura em Rebuild of Evangelion: 1.0 You Are (Not) Alone) — confira nosso review do filme clicando aqui —, Hideki Anno aproveitou o segundo longa, Evangelion: 2.0 You Can (Not) Advance (ヱヴァンゲリヲン新劇場版: 破 ), para fazer o que faz de melhor: surpreender os fãs do anime!


Veja também:


Como explicado na análise do filme anterior, o primeiro filme da linha Rebuild serviu para reapresentar ao mundo os conceitos, temas e personagens da série original de anime e mangá. De forma bem segura (talvez até segura demais), o longa passeia pelos eventos dos seis primeiros episódios da série sem maiores alterações, fora meia dúzia de acréscimos ou releituras.

Já no segundo filme, lançado em 2009, as coisas ficam um pouco mais complicadas: ao invés de se limitar a filmar passo a passo o anime com a maior fidelidade possível, desta vez praticamente tudo foi ou reimaginado totalmente, ou recontado de uma forma que apenas lembra de leve a série original.

Temos anjos novos, mais mudanças em sua numeração, e até uma nova piloto misteriosa de Eva, a Mari Illustrious Makinami, a Quarta Criança! Só isso já seria o bastante para provar que a linha Rebuild estava mais do que disposta a sair da zona de conforto, mas as mudanças não pararam por aí.

Kaji, por exemplo, tem um papel bem reduzido em relação ao anime original, e praticamente toda a paixão platônica que Asuka sentia por ele é totalmente ignorada desta vez. A própria Asuka parece um pouco menos arisca, chegando ao ponto de cozinhar para o Shinji em casa! Isso, claro, só depois de brigar com a Rei na famosa cena do elevador, que também tem um desfecho diferente por aqui. Compare:

Longe de ser uma aberração, mudanças assim viraram regra: em quase todas as ocasiões em que voltamos a uma cena bem conhecida, há um detalhe diferente em tela, ou mesmo uma radical alteração do material original. Como o próprio Shinji sentiu na pele, é quase como acordar em uma nova cama e vislumbrar um teto não familiar!

Isso só aumenta a força das teorias de que o primeiro filme dos Rebuild era apenas uma grande pegadinha: você começa a ver a nova série achando que vai ser tudo igual ao que conhecia mas, bem quando se acostuma com a ideia, Anno e sua equipe chegam e puxam seu tapete violentamente!

Isso se provaria uma ideia ainda mais controversa no filme seguinte (linkaremos o seu review aqui posteriormente para sua conveniência) mas, ao menos até a parte 2.0, a maioria dos fãs ainda estava a bordo das atualizações e mudanças, dado que o rumo da história ainda parecia razoavelmente próximo ao material original. Só que, particularmente, quanto mais o segundo Rebuild se distanciava da fonte original, mais eu gostava. Afinal, a série clássica sempre vai estar lá disponível para a gente, do jeitinho que foi feita, para toda a eternidade! Se é para fazer filmes novos, eu quero mais é me deparar com novidades!

Adorei, por exemplo, a grande mudança na luta contra o Anjo Bardiel (antes 13º anjo, e agora o 9º): desta vez é Asuka quem fica presa dentro do Eva possuído! Eu amo o arco original, mas confesso que essa nova versão da luta me deixou mais nervoso e angustiado, até mesmo pela sacada brilhante da direção, que colocou uma música bem fofinha durante as partes mais brutais do combate, causando aquela inquietação esperta, do jeito que só um bom Eva sabe fazer!

Aliás, mais uma vez a trilha sonora merece todo o destaque e elogios! Shiro Sagisu novamente conseguiu misturar temas clássicos de nova roupagem com ótimas músicas inéditas, em um trabalho fenomenal. A animação também continuou evoluindo e oferece o melhor que estava disponível lá em 2009, misturando ótimo traço 2D com cenas em 3D por computador, que acabou envelhecendo surpreendentemente bem.

Diferente do primeiro Rebuild, que me deu um pouco de sono pelo seu foco excessivo em ação e na reciclagem de material antigo, o segundo Rebuild me deixou o tempo todo na ponta da cadeira, ansioso e empolgado por rever meus personagens queridos, e descobrir quais mudanças os aguardavam. Felizmente, ele é bem melhor sucedido em sua missão de recriar a comédia, ação, e até o “suspense e sedução” (como dizia o anúncio da saudosa Locomotion) da série original!

Claro que ainda há alguns problemas de ritmo e estrutura, e a própria Mari é quem melhor sintetiza isso, já que, depois da sua sólida apresentação, ela fica muito tempo sumida de tela. Sua reaparição não clica tão bem quanto deveria com o resto da trama, e acaba parecendo um pouco forçada — embora Mari até tenha um bom payoff de ação, ao assumir o Eva-02 para uma luta empolgante.

Entre os três filmes lançados até agora, Rebuild of Evangelion 2.0 é provavelmente o que vai agradar ao maior número de fãs das antigas, porque ele não tem tantas polêmicas, e a maioria de suas mudanças acertam em cheio o alvo, recriando um sentimento bastante familiar, mesmo com tanta coisa diferente ao seu redor.

Rebuild of Evangelion: 2.0 You Can (Not) Advance
9 Nota
0 Leitores (0 Notas)
Prós
  • MINHA ASUKA VOLTOU <3
  • Músicas incríveis
  • Ação voltou a ser
    inquietante
Contras
  • Puristas podem se irritar
  • Ritmo
    inconstante
  • Mari podia ser melhor explorada
Avaliação
Rebuild of Evangelion: 2.0 You Can (Not) Advance é um grande aprimoramento em relação ao primeiro Rebuild. Já ajuda bastante que ele não se limite a refilmar o passado, como fez seu antecessor. Misturar nostalgia com frequente inovação deixa os velhos fãs curiosos na maior parte do tempo, mas nem toda novidade funciona igualmente bem: Mari é legal, mas seu arco todo parece um pouco forçado. O bom uso da música, suspense e inquietação tornam esse filme um legítimo Eva!
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Críticas

Crawl | Escape das masmorras neste excelente multiplayer assimétrico

Enquanto você controla o herói, os seus amigos ficam no controle dos monstros ao seu redor.

Publicado

em

Existem quatro coisas sobre o Switch que não se pode negar: ele é um excelente lugar para jogos indies, ele foi feito para jogatinas rápidas, pixel art é linda na sua tela em modo portátil e ele é uma excelente plataforma para multiplayer local.

Muitos jogos atuais possuem essas características, mas elas são ainda mais evidentes em Crawl.

Originalmente lançado em 2014 na Steam, Crawl, como talvez você possa advinhar, trata-se de um dungeon crawler com elementos procedurais. A diferença aqui é que tanto os exploradores quanto os monstros da masmorra são controlados por jogadores (ou pelo computador, caso esteja jogando solo).

Empurrando a estética de uma maquina de fliperama desde sua tela inicial, Crawl opta por jogatinas rápidas e repetidas. A ideia aqui é que quatro jogadores competem para sair da tal masmorrana qual se encontram – mas somente um poderá sair de lá vivo.

Após o primeiro embate entre os jogadores – para definir o primeiro sobrevivente, cabe aos jogadores mortos assumirem o papel de fantasmas que podem incorporar objetos e armadilhas ou invocar monstros em círculos de magias arcanas para tentar derrotar o jogador humano. Quem acertar o golpe fatal recupera sua humanidade enquanto o recém-falecido assume a forma de fantasma.

Mas para escapar dessa masmorra não basta estar vivo. Você terá que coletar experiência o suficiente, chegar ao nível 10 e enfrentar um chefe gigante que também tem cada uma de suas três partes controladas pelos outros na partida.

Ainda assim, ficar no mundo dos vivos nem sempre é uma boa ideia, já que é na forma de fantasma, causando dano ao jogador vivo, que se adquire ouro para comprar melhores armas e habilidades – o que lhe oferecerá melhores chances de derrotar o chefão.

Alternar entre fantasma, humano e monstros é simples pelo fato do jogo manter o mesmo esquema de controle independentemente da entidade sendo controlada. “A” é seu ataque simples, “B” seu especial (que pode ser um ataque, invocação ou desvio de golpe) e o direcional lhe move.

A cada andar da masmorra o jogo balança os jogadores ao distribuir pontos que permitem tornar mais fortes os montros invocados através de uma árvore de upgrades. O balanceamento se dá através da distribuição dos pontos ser proporcional aos níveis adquiridos por seus rivais.

Desta forma, quem está em último recebe mais pontos para ter monstros mais fortes e, ultimamente, mais chances de derrotar o humano no próximo andar.

Um dos aspectos mais bacanas de Crawl é que existe uma certa progressão, apesar da abordagem arcade do jogo. Ao chegar em níveis mais profundos da masmorra, novos itens e monstros são desbloqueados para serem comprados e invocados, respectivamente. Com eles, novos desafios para um jogador são destravados.

Por todos os jogadores sempre estarem no mesmo cômodo da masmorra, Crawl também é uma excelete opção para se jogar em modo portátil com outros amigos, já que os pixels e cores primarias contra os cenários de tons terrosos são fáceis de se distinguir.

Com uma leve pegada Lovecraftiana em seu design e história (que até no multiplayer permite que “todos percam”), Crawl consegue intrigar e prender a atenção do jogador facilmente.

Também vale mencionar sua excelente direção artística em pixel art, que conta com uma paleta de cores limitada e com pixels relativamente grandes, mas que ganham vida através de animações detalhadíssimas.

Uma trilha sonora em chiptune empolgante e viciante eleva tudo a um outro nível, fazendo deste um excelente jogo para rápidas doses single-player ou horas de diversão e gritaria com amigos.

Crawl - Switch
9 Nota
10 Leitores (1 Nota)
Prós
  • Excelente direção artística
  • Ótimo como single e multiplayer
Contras
  • Alguns Easter Eggs foram retirados
Avaliação
Além de um estilo artístico incrível e uma ótima trilha sonora, Crawl oferece um tipo de conteúdo que funciona muito bem no single player e no modo cooperativo.
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Críticas

The Sexy Brutale | Reviver assassinatos nunca foi tão divertido

Reviva a mesma noite nesse adorável cassino enquanto tenta evitar assassinatos sem ser visto.

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em

Controlar o tempo já deixou de ser novidade nos jogos há muito tempo, seja controlando areias em jogos de ação como Prince of Persia, ou nos puzzles e pulos de Braid.

Mesmo que essa mecânica não seja nova, poucos jogos se dispõem a explorar a ideia de looping temporal; de reviver o mesmo dia várias vezes tal qual o filme Feitiço do Tempo, com Bill Murray.

Isto é, até The Sexy Brutale, que acaba sendo uma versão simultaneamente mais fofa e sinistra do famoso longa-metragem.

Acordando confuso na mansão do excêntrico Lucas Bondes, o jogador assume o comando de Lafcadio Boone, um dos diversos convidados de Lucas para um espetáculo que rapidamente se torna um show de horrores quando os funcionários da mansão decidem assassinar os seus hóspedes.   Para piorar a situação, Lafcadio está condenado a reviver as doze horas nas quais esse assassinatos ocorrem – até que ele consiga desvendar o que fomentou tais homicídios e salvar todos os convidados.

O que torna o jogo interessante é o fato de que Lafcadio não pode se comunicar – ou sequer estar no mesmo cômodo – que os demais residentes e funcionários, cabendo ao jogador espiar através de fechaduras e interagir com os objetos quando não há ninguem olhando.

É necessário descobrir o trajeto tanto da vítima quanto dos assassinos para entender como a morte ocorre e então revertê-la. É quase impossível salvar alguém de primeira, sendo necessassário coletar informações ou itens e, ao badalar da meia noite ou ao simples clique de um botão, reverter o horário até meio dia e prosseguir, com as novas informações em mãos, mais um passo rumo a impedir o assassinato.

Por mais que a ideia seja bem executada, infelizmente ela nunca atinge seu potencial. Os enigmas são claros o suficente para que não haja a confusão que ocorria nos jogos de aventura de antigamente, mas não complexos o bastante para que realmente desafie o jogador, exigindo apenas um ou três passos para que uma morte seja evitada.

Além disso, embora o estúdio Tequila Works se esforce para extender a longevidade do título com colecionáveis espalhados na mansão, em apenas poucas horas a história se acaba sem uma real sensação de aumento de dificuldade.

Infelizmente os mesmos problemas de lag, carregamento e travadas que permeavam RIME, o ultimo port da empresa pro Switch, também se apresentam aqui, ainda que de forma mais sutil.

Mas entre travamentos e enigmas fáceis, Sexy Brutale é uma experiencia única e divertidíssima de se jogar. Ele conta com uma direção artística excelente, uma mansão isométrica igualmente caricata e macabra (com bons tons de Luigi’s Mansion), uma história com reviroltas interessantes e tocantes e uma trilha sonora fenomenal.

The Sexy Brutale pode até não ser o mais complexo puzzle game do ano, mas certamente é um que fãs do gênero não podem deixar de experimentar.

The Sexy Brutale - Switch
7.5 Nota
0 Leitores (0 Notas)
Prós
  • Ótima trilha sonora
  • Reviravoltas interessantes
  • Boa direção artística
Contras
  • Puzzles são muito simples
  • Problemas de performance
Avaliação
The Sexy Brutale pode não ser muito complexo, mas vale a pena para os fãs de games de puzzle.
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