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Sorel recorda a saga de Link em The Legend of Zelda – Parte 3 de 4

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No último vídeo do Sorel, vimos uma análise sobre a fase dourada de The Legend of Zelda no Nintendo 64. Mas e depois disso, como seguir em frente com a expectativa cada vez mais alta sobre os jogos da série?

Assista o vídeo abaixo e relembre conosco os jogos lançados para o GameCube, além dos títulos portáteis que saíram no mesmo período. Só clássicos!

https://www.youtube.com/watch?v=HyTyejAyllk

Se você perdeu a Parte 1 ou a Parte 2, assista assim que puder e vá se preparando para o final da nossa saga!

Nós do PlayReplay também lançamos uma Edição Especial da nossa revista, inteiramente dedicada ao verdinho! Você pode conferí-la logo abaixo:


Para assistir outros vídeos do Sorel, recomendamos dar uma passadinha no canal do YouTube do rapaz! Tem análise de séries, listas dos mais diversos jogos além de muita informação!

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Games

The Last Guardian gera uma mistura de felicidade com preocupação

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Confesso que fui pego de surpresa pelo ressurgimento de The Last Guardian na conferência da E3 da Sony no ano passado. Anunciado há cerca de uma década para PlayStation 3, o jogo é a sequencia espiritual dos excelentes Ico e Shadow of the Colossus e, naquela época, tinha tudo para ser mais um grande clássico criado por Fumito Ueda. Contudo, após diversos problemas durante o seu desenvolvimento, muitos acreditavam que o título havia sido cancelado.

O retorno de Trico aos holofotes, apesar de chocante, não foi lá muito animador. Com gráficos datados e uma jogabilidade que parecia bastante imprecisa, o jogo dividiu opiniões de especialistas durante a E3. Na BGS deste ano, tive a oportunidade de ver a primeira meia hora do jogo e, apesar dos claros problemas de gameplay, pude notar a essência dos maravilhosos títulos lançados no PlayStation 2.

Logo de cara, o misterioso garoto protagonista da aventura acorda próximo a Trico, uma fera gigantesca que parece o resultado da fusão entre um gato e uma galinha. O imponente animal está preso por correntes e o menino, bastante assustado, não faz ideia de como foi parar naquele lugar. O jogo inteiro é um flashback da infância do protagonista, o que fará o jogador reviver a grande amizade vivida pelo menino e a misteriosa fera.

Assim como nas outras obras de Ueda, o enfoque de The Last Guardian está nas emoções. Felicidade, angústia, medo e raiva são alguns dos sentimentos que se misturam o tempo todo na mente do jogador, fazendo com que ele mergulhe completamente na história mesmo sem grandes cutscenes e momentos de grande desenvolvimento narrativo.

Após o susto inicial, o garoto percebe que, além de estar preso, Trico possui lanças fincadas em seu corpo. Após retirá-las, o menino faz de tudo para libertar a fera de suas correntes, e com suas ações vai conquistando cada vez mais a confiança da criatura. Entre um barril de comida e outro, é notável o realismo das reações de Trico nas mais diversas situações. Ao se libertar completamente, a criatura passa a seguir o garoto interagindo com ele pelo caminho e o ajudando avançar. A personalidade de Trico chama atenção, conquistando o jogador logo nos primeiros minutos da aventura.

Apesar de muito divertida, a experiência de gameplay de The Last Guardian ainda apresenta os mesmos problemas apontados desde a E3 do ano passado. Os gráficos não são e não objetivam ser realistas. Mas é um pouco frustrante ver que o jogo parece não tirar total proveito do hardware potente do PlayStation 4, sendo extremamente parecido com a versão apresentada no início da vida do PlayStation 3. Mas esta não chega nem perto de ser a minha maior crítica sobre a demonstração.

Na verdade, o que me preocupou bastante foi a jogabilidade. Bastante desengonçado, o garoto parecia não responder muito bem aos comandos dados pelo jogador, e ações que deveriam ser extremamente simples, como pegar um barril de comida ou subir em alguma beirada pareceram extremamente difíceis de serem executadas. A complexidade não estava nos comandos em si, mas na falta de precisão dos controles.

Nesta semana, o jogo foi adiado mais uma vez, e agora está com lançamento previsto para dezembro. Vamos torcer para que nesse meio-tempo consigam melhorar as respostas dos controles, já que The Last Guardian carrega a enorme responsabilidade de fazer jus aos seus antecessores. Com expectativas tão grandes, qualquer erro pode ser fatal.

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Games

Detroit: Become Human mostra a Quantic Dream em seu ápice

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Em uma apresentação a portas fechadas, dentro do pequeno auditório da Sony em seu stand da BGS, tive a oportunidade de conferir como está ficando o aguardado Detroit: Become Human, título exclusivo de PlayStation 4, produzido pelas mesmas mentes brilhantes por trás de Heavy Rain e Beyond: Two Souls. E, com a demonstração de aproximadamente meia hora, já posso dizer que estou bastante impressionado.

Seguindo a linha dos outros títulos da Quantic Dream, Detroit é um jogo com gráficos extremamente realistas que tem a narrativa como ponto central da experiência. Dessa forma, o jogador, no papel de alguns personagens, deve tomar decisões para dar prosseguimento na história, sendo que elas impactam completamente o seu desfecho sem que o jogador possa voltar atrás e refazer alguma escolha malfeita. E é justamente isso que faz com que os jogos da Quantic Dream sejam alguns dos mais imersivos da indústria.

Com temática futurista, Detroid: Become Human conta a história de uma sociedade na qual os homens utilizam os mais diversos serviços prestados por androides. Extremamente evoluídos e cada vez mais necessários para a vida das pessoas, os robôs começam a gerar diversos problemas para a sociedade, seja por seu comportamento evoluído, que passa a se assemelhar com o dos humanos (até mesmo em relação a sentimentos) ou por estarem afetando diretamente a economia, tirando os empregos das pessoas por sua mão de obra barata e praticamente infalível.

Neste contexto, o jogador controlará Kara e Connor, dois androides com histórias de “vida”diferentes que, provavelmente, se cruzarão em algum momento da narrativa. Kara é uma androide que se sente mal por não conseguir de forma alguma se inserir na sociedade, enquanto Connor é um policial responsável por investigar casos em que os robôs deixam de se comportar de acordo com a sua programação inicial.

Na demonstração apresentada na BGS, pudemos assistir a Connor realizando uma de suas missões. O agente deveria negociar com um androide que havia se revoltado contra seus proprietários, matando o pai da família e mantendo sua filha como refém. Logo no início do gameplay, nota-se imediatamente a qualidade absurda dos gráficos do jogo.

Contando com efeitos de luz impressionantes e cenários e personagens extremamente realistas, o jogo parece ter tudo para ser o mais bonito já lançado no PlayStation 4, o que é muito, se considerarmos que o console já recebeu títulos de encher os olhos como Ratchet & Clank e Uncharted 4: A Thief’s End. O nível de detalhes do apartamento que Connor deve investigar é algo ainda não visto nessa geração. Seja pela quantidade absurda de elementos no cenário ou pelo realismo de todos eles, dá para ver que a Quantic Dream não está brincando em serviço!

A jogabilidade do título se parece demais com o que já foi visto em jogos anteriores. O que muda parece ser a quantidade de objetos com que podemos interagir para investigar o cenário e a forma como isso interfere no desenrolar do enredo. Nesta demonstração, a mesma cena foi jogada duas vezes para que pudéssemos entender como as escolhas podem realmente fazer muita diferença dessa vez.

Na primeira tentativa, Connor foi direcionado a explorar pouquíssimas evidências pelo apartamento, o que fez com que ele estivesse despreparado para negociar com a soltura da garota com o androide que a fazia de refém. Uma coisa interessante é que a cada pista encontrada, a probabilidade de sucesso na negociação aumentava, sendo esta indicada por um percentual que aparecia na tela de forma bastante elegante. Por não possuir muitas pistas sobre o que havia acontecido ali e as motivações do robô criminoso, o policial não tinha muito o que dizer ao sequestrador. Com isso, diversas opções de diálogo estavam bloqueadas, não dando muito poder de negociação a Connor.

Após alguns poucos minutos de negociação, Connor deixou o criminoso ainda mais nervoso, fazendo com que ele se jogasse do prédio levando consigo a garota que estava mantendo refém. A cena, extremamente bem construída, mostrava as nuances de personalidade de todos os personagens envolvidos, tornando tudo o mais crível possível para que o jogador pudesse se envolver com a situação que estava vivendo.

Com o fim da cena e a conclusão infeliz da missão, a demo foi iniciada novamente para que os produtores pudessem mostrar como suas escolhas e informações fazem diferença no desenvolvimento da narrativa. Desta vez, ao investigar o apartamento, Connor descobriu que o androide em questão seria substituído por um modelo mais novo, mesmo tendo sido fiel por anos.

Revoltado com a situação após ter desenvolvido sentimentos por seus “mestres”, o robô entra em estado de desespero, mata o pai da família e faz a filha de refém. Connor ainda descobre que o criminoso possuía uma relação extremamente afetiva com a garota, o que torna a situação ainda mais dramática. Com essas informações em mãos, o policial pôde negociar a liberdade da criança apelando para os sentimentos do robô. Mesmo assim, o final não foi tão feliz, já que o jogador optou por mentir para o criminoso sobre as consequências de seu ato, o que resultou em sua morte.

Pense bem na hora de escolher o que fazer: sua decisão vai fazer toda a diferença

Pense bem na hora de escolher o que fazer: sua decisão vai fazer toda a diferença

Segundo os desenvolvedores, estes são apenas dois dos finais possíveis para aquela cena. Em um desfecho catastrófico pode ser até que os três personagens saiam mortos da situação. Apesar do grande impacto das decisões e da enorme possibilidade de falharmos, os produtores fizeram questão de enfatizar que desejam que não seja possível voltar atrás a cada decisão, o que fará com que o jogador tenha que conviver com as consequências de seus atos até o fim da aventura, que possuirá múltiplos desfechos.

Detroit: Become Human definitivamente foi um dos melhores jogos presentes na BGS deste ano e tem tudo para se tornar um dos melhores jogos do PlayStation 4, com seus gráficos arrasadores e escolhas que realmente fazem diferença. Infelizmente, o título ainda não possui data de lançamento definida. Enquanto isso, só nos resta jogar as versões remasterizadas de Indigo Prophecy, Heavy Rain e Beyond: Two Souls disponíveis para o console da Sony.

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Mega Man Legacy Collection é a oportunidade que me faltava para jogar os clássicos do robozinho azul

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Não joguei a maioria dos jogos do Mega Man. Não vou mentir, realmente não joguei. E, sim, me arrependo amargamente de ter deixado passar uma boa quantidade de títulos de qualidade no passado, não nego.

Agora, com o lançamento de Mega Man Legacy Collection, a Capcom parece que vai me ajudar a encontrar a redenção.

Legado

É inegável que a série Mega Man, criada por Keiji Inafune — aquele mesmo que está trabalhando em Mighty No. 9 e Red Ash —, ajudou a moldar os videogames como os conhecemos hoje. Já discorremos bastante sobre a série aqui no PlayReplay (como quando falamos sobre o sumiço do personagem e relembramos algumas curiosidades da franquia) e, como tenho muito menos conhecimento de causa do que nosso amigo Eidy, nem vou me arriscar a falar muito sobre o passado da série.

Diz aí, dá a maior vontade de começar a jogar agora!

Diz aí, dá a maior vontade de começar a jogar agora!

Mas posso, sim, afirmar que diversos títulos bebem (com vontade) da fonte dos jogos do carismático robozinho azul. A dificuldade elevada, a curva de aprendizado e a jogabilidade de Mega Man ainda hoje servem de inspiração para desenvolvedores que cresceram se aventurando no mundo criado por Inafune na Capcom.

E não é pouca inspiração não: só nesse novo pacote, que chega digitalmente ao PS4, XOne e PC no dia 25 de agosto (e ao 3DS no início do ano que vem), estão disponíveis os seis primeiros jogos da série do robozinho. Pra completar e fazer logo a alegria dos mais nostálgicos — e dos arrependidos que querem se redimir, como eu — a coleção conta ainda com um modo museu e com o Challenge Mode.

O Museum de Mega Man Legacy Collection traz informações e artes conceituais

O Museum de Mega Man Legacy Collection traz informações e artes conceituais

Ou seja, além de consertar o erro do passado jogando seis games clássicos, de quebra vou ficar por dentro de cada detalhe da série (com direito a acesso a artworks, informações e artes conceituais!) e curtir uma nova e diferenciada forma de jogar Mega Man com grandes e novos desafios (como se a série já não fosse difícil o suficiente!).

Repeteco

É claro que fico feliz de poder voltar atrás agora e curtir alguns clássicos, mas fica aquele gostinho amargo na boca quando lembro que já passou da hora de um novo Mega Man chegar às lojas. E quando digo “novo Mega Man”, me refiro a um novo game do azulzinho original, e não dos “sucessores espirituais” Mighty No. 9 e Azure Striker Gunvolt.

Foi uma tremenda decepção quando cancelaram Mega Man Legends 3, um título que eu esperava ansiosamente para jogar. Mas quem sabe Red Ash (Olha o sucessor espiritual aí, gente! Chora, cavaco!) não consegue suprir essa demanda?

Red Ash é o "sucessor espiritual" de Mega Man Legends

Red Ash é o “sucessor espiritual” de Mega Man Legends

Essa nova estratégia da Capcom de reviver jogos antigos com nova roupagem e conteúdo diferenciado é até legal. É bom pra produtora, que encontrou nos remakes e remasterizações uma verdadeira mina de ouro; e pros jogadores, que ganham a oportunidade de reviver suas velhas aventuras ou de curtir jogos que passaram batidos anos atrás.

O problema é que novos games dessas mesmas franquias poderiam estar em produção agora mesmo, em vez de as equipes de desenvolvimento estarem focadas em recriar conteúdo antigo.

Lembra desse?

Lembra desse?

Redenção

De qualquer forma, esse “repeteco” de Mega Man vem em boa hora. O retrô tá aí com força total, e na falta de um novo Mega Man a gente joga os antigos de bom grado.

Ainda mais quando se deixou passar a oportunidade no passado. Aí sim vale mais a pena ainda. Falo por experiência própria.

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