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Cinema

Rey originalmente se chamaria Keera em Star Wars

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Daisy Ridley, a intérprete de Rey nos filmes de Star Wars produzidos pela Disney, deu uma entrevista para a V Magazine junto ao ator Adam Driver. Nela, a atriz revelou qual era o nome de Rey na primeira versão do roteiro:

“Era para ser Keera. Assim, só quando estávamos gravando em Abu Dhabi, ele (JJ Abrams) me disse que cogitava o nome Rey, que eu achei incrível. Só que eu nunca tinha tido uma conversa real com o JJ até ler o roteiro, não tinha ideia de onde estava me metendo. Jamais tinha feito um filme antes, então era uma experiência totalmente nova. E é tudo insano na primeira vez!”

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Por mais que esse nome não tenha qualquer relevância para a história da personagem, não deixa de ser legal saber como ela foi originalmente concebida, certo? Reencontraremos Rey nos cinemas em 14 de dezembro, quando estreia Os Últimos Jedi.

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Formado na arte de reclamar, odeia a internet. Ainda assim, sua hipocrisia sem limites o permite administrar a página no Facebook, plataforma de divulgação do seu primeiro livro. Você também pode seguí-lo em @thomshoes no Twitter, mas provavelmente é uma má ideia...

Cinema

Por que um filme do Obi-Wan não deveria existir

“It’s a trick! Send no reply!”

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“Hello there!” Antes que você parta para cima de mim e deixe a civilidade de lado, permita-me esclarecer que eu AMO Star Wars, e que o Obi-Wan de Ewan McGregor é meu personagem favorito em toda a franquia! Assim, em condições naturais de temperatura e pressão, era de se esperar que eu estivesse sorrindo de orelha a orelha com a perspectiva de ver os recentes rumores sobre um Star Wars Story focando em Obi-Wan Kenobi virarem realidade.


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O meu maior problema é bem simples, e atende pelo nome de Mickey Mouse. “Você nunca vai encontrar uma concentração mais vil de escória. Temos que ser cuidadosos com o Império Disney…”

Para começo de conversa, vale a pena relembrar o que a Disney fez com a franquia Star Wars nos cinemas desde que adquiriu a LucasFilm: primeiro ela lançou O Despertar da Força, um filme competente, com certeza, mas que pecava por ser excessivamente derivativo de Uma Nova Esperança.

Depois ela lançou o spin-off sonífero que é Rogue One, um filme com um excelente ato final, é verdade, mas que peca por ter uma história nada empolgante e o pior ról de personagens já vistos na série. Como cereja do bolo recebemos o extremamente problemático Os Últimos Jedi, em que Rian Johnson conseguiu enfurecer uma grande parte dos fãs. Dei todos os meus motivos para odiar o longa aqui, mas nem recomendo clicar, porque tipo… não quero estragar o seu dia relembrando os defeitos dessa atrocidade cinematográfica.

Daqui a pouquinho (em 24 de maio), como a vaca não pode parar de ser ordenhada, ainda sai outro spin-off, o filme Han Solo: Uma História Star Wars, que eu ainda não vi mas, se as primeiras impressões da crítica mundial estiverem certas (e parece meio óbvio que estão, usando um mínimo de bom senso), limita-se a ser uma aventura absurdamente segura, óbvia e esquecível.

Um retrospecto desses já me parece pesado o bastante para ficar com um death stick atrás da orelha quando qualquer filme de Star Wars for anunciado pela Disney (e certamente não ajuda em nada saber que o flood de filmes não vai parar tão cedo: nos próximos anos ainda vamos ganhar novas trilogias cinematográficas, séries de tv, desenhos… são produtos demais e qualidade de menos para o meu gosto).

Disney, vá para casa e repense sua vida!

A despeito do péssimo trabalho que Kathleen Kennedy está fazendo como presidente da LucasFilm, ainda há um agravante bem grande para fechar o pacote da desgraça: o que exatamente a gente ainda gostaria de ver e saber sobre a vida do Obi-Wan? Qual informação crucial está faltando ser mostrada na telona?

Ora, no final do Episódio III nós vimos Obi-Wan entregar o pequeno Luke para sua nova família em Tatooine, e sabemos, por sua conversa com Yoda, que ele passa os anos seguintes exilado e fazendo um treinamento para transcender, se comunicar com o mestre Qui-Gon e posteriormente virar um fantasma da força.

Já no começo do Episódio IV vemos Ben, já mais velho, se apresentando para um Luke agora adulto, aproveitando o reencontro para lhe ensinar os caminhos da Força. Absolutamente todas as informações e momentos cruciais sobre a história do Obi-Wan já foram mostrados na telona, e muito bem, pelo mestre George Lucas.

Assim, tudo que um Star Wars Story do Obi-Wan pode sonhar em fazer é contratar um diretor bem safo e genérico como um Ron Howard da vida, e ele comandar um roteiro absolutamente inconsequente focado em alguma desventura fútil situada entre os dois pontos acima, talvez pegando inspiração nas HQs da Marvel ou no livro Kenobi. E, se for para tirar inspiração do material Legends ou novo cânone, não é mais fácil simplesmente ler o livro ou a HQ original?

É claro que, como o meu coração não é de pedra, daria uma balançada boa ver o lendário Ewan McGregor novamente vestido de Obi-Wan. Não tenho como negar isso. Mas tem uma lição que o seu último pupilo nos ensinou no Episódio VIII: por mais legal que tenha sido ver o Mark Hamill novamente como Luke em The Last Jedi, o custo é alto demais quando o filme é uma merda. Não tem ator que consiga salvar uma bomba dessas!

Absolutamente nada que aconteceu nos últimos anos (ao menos nos cinemas) dá o menor sinal de que a Disney seria capaz de lançar um filme que faça justiça ao quão incrível o Obi-Wan é. Por tudo isso, torço para que o seu filme nunca vire realidade. Fico mais do que feliz em passar o resto dos meus dias relembrando os grandes momentos do Obi-wan nos bons filmes de Star Wars.

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Cinema

Star Wars | Kathleen Kennedy sugere filme sobre o Lando

Donald Glover deve ser a estrela do próximo spin-off da Disney

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Em conversa com o site Premiere, Kathleen Kennedy, a controversa presidente da Lucasfilm, revelou que o próximo Star Wars Story deve ser centrado no jovem Lando Calrissian, interpretado por Donald Glover em Han Solo: Uma História Star Wars.


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Segundo Kathy, “Achamos que o próximo spin-off será focado em Lando Calrissian. Claro, ainda existem muitas histórias para contar sobre Han e Chewbacca, mas Lando será o próximo.”

Ainda não aconteceu um anúncio oficial mas, considerando o quão firmes foram suas palavras, isso parece ser apenas uma questão de tempo agora.

Até lá, o próximo spin-off da Disney será lançado em 24 de maio nos cinemas brasileiros, com direção de Ron Howard.

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Cinema

Surpreendente, Deadpool 2 é cinema descontraído, divertido e cheio de ação

Entre erros e acertos, longa diverte e surpreende ao tomar rumos inesperados

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Deadpool 2, a continuação do aclamado filme que chegou as cinemas em 2016 com os dois pés nos peitos de nossas expectativas ao subverter o gênero de super-heróis com todo tipo de piadas e violência gratuita e explícita, chega aos cinemas esta semana. O filme, estrelado novamente por Ryan Reynolds, tem a missão de ser tudo o que a película anterior foi e ir além. Mas será que consegue?


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Antes de começar a crítica, é preciso fazer aqui uma declaração: nunca fui realmente fã do Deadpool. Voltando uns bons 15 anos no tempo, lembro que quando mais jovem, na época da escola, lia avidamente as HQs da Marvel e discutia os arcos e edições com os amigos, meio que ignorava um pouco o mercenário falastrão. Lembro nitidamente de ranquear meus super-heróis favoritos com a galera e sempre — sempre mesmo — um dos únicos a bater o pé e dizer que “o Deadpool é que é foda” era o Luiz Felipe Piorotti, que também colabora aqui no PlayReplay.

Avançamos no tempo e agora é 2016. Wade Wilson chega aos cinemas, interpretado por Ryan Reynolds, em um filme que muda bastante alguns aspectos do personagem e seu folclore, mas ainda assim se mantém fiel à essência do que se entende por Deadpool.

Era mais do que evidente que o filme vinha para causar com sua classificação etária alta, que lhe rendeu o título de filme para maiores mais rentável da história do cinema e ainda ajudou a preparar o terreno para o violentíssimo (além de muito bom) Logan, que fechou com chave de ouro a saga do Wolverine de Hugh Jackman nos cinemas. Não digo que virei fã de carteirinha do Deadpool, mas o filme com certeza me divertiu bastante e deixou aquele gostinho de “quero mais.”

Cuidado! A partir daqui o texto contém spoilers!

Voltamos agora ao presente, e Deadpool 2 está aí. Desde o começo do filme é notável que a equipe de produção optou por apostar todas as fichas em repetir (e aprimorar) tudo o que deu certo no longa anterior, como todo tipo de piadas sexuais, escatológicas e tiradas quebrando a quarta parede, até porque o fator “novidade” (que foi sem dúvidas um dos maiores trunfos da estreia de Deadpool nos cinemas) já passou.

Somos apresentados a um Deadpool tristonho — mas sem perder o senso de humor — cometendo suicídio, e após sua “morte” o filme repete o esquema de “memória narrada” do longa anterior e acompanhamos Wade Wilson matando bandidos ao redor do planeta, mostrando o que o personagem fez entre uma trama e outra. A ação durante este trecho do filme beira a perfeição (palmas para o diretor David Leitch, de John Wick!), cheia de cenas rápidas e violentas repletas de desmembramentos e mortes e piadas e muito, mas muito sangue. E são os acontecimentos desta sequência que desencadeiam a trama de Deadpool 2.

Após um terrível infortúnio, Wade perde a vontade de viver (culminando na tentativa de suicídio) e acaba sendo socorrido por Colossus (Stefan Kapicic), que aqui ganha um papel mais relevante como bússola moral e verdadeiro amigo do mercenário falastrão em uma sequência que tem uma das melhores (e mais inesperadas) participações especiais do filme. A trama vai se desenrolando até que Deadpool topa entrar para os X-Men como trainee/estagiário ao lado de Colossus e Míssil Adolescente Megassônico (Brianna Hildebrand), e é aí que somos apresentados a Russell Collins (Julian Dennison), um jovem mutante que busca vingança contra o orfanato onde sofria constantes abusos.

A química entre Wade e Russell funciona muito bem, o que ajuda a comprar a ideia de que Deadpool faria de tudo para salvá-lo quando Cable vem do futuro para exterminar o rapaz. Segundo o coroa bombado, quando adulto, Russel é responsável pela morte da família do brucutu, interpretado por Josh Brolin — que parece tão confortável na pele do mutante viajante do tempo quanto estava como Thanos, no último Vingadores.

E a partir daí o filme engata em um ritmo frenético, parando apenas para respirar (e soltar uma piada ou quebrar a quarta parede, isso quando não faz tudo isso de uma vez), e nos deleita com sequências de ação, diálogos, interações e reviravoltas na trama que nos deixam ao mesmo tempo sentados na pontinha da cadeira, gargalhando e boquiabertos.

Um dos grandes destaques dos trailers, a equipe X-Force criada por Deadpool brilha na sequência mais interessante, divertida e inesperada de todo o filme. Vanisher (não pisque ou vai perder a ótima participação especial!), Shatterstar (Lewis Tan), Bedlam (Terry Crews, o eterno “pai do Chris”), Zeitgeist (Bill Skarsgaard, o palhaço de It- A Coisa), Peter (Rob Delaney, simplesmente o melhor!) e Domino (Zazie Beetz, que mostrou que apesar de todas as críticas negativas dominou o papel) extrapolaram o surpreendente e provaram que a Fox fez a lição de casa na hora de conseguir manter os segredos guardados a sete chaves.

Deadpool 2 acerta em cheio em nos presentear com o inesperado, tomando rumos completamente diferentes do que esperávamos, mas peca (e muito) no uso da computação gráfica. Quando personagens feitos em CG aparecem na tela, fica mais do que evidente que são gerados por computação gráfica. Basta comparar o Colossus do primeiro filme com o desta nova película para perceber que a qualidade dos efeitos especiais caiu consideravelmente. Quando o último vilão do filme aparece, então, aí sim é que a coisa fica realmente feia.

Por falar em vilão, Deadpool 2 sofre ao mesmo tempo com o excesso e com a falta de vilões. Pois é, eu explico. O filme tem 3 vilões principais: o primeiro surge na sequência de introdução, mas é descartado logo em seguida; o segundo, Cable, vira a vida de Deadpool de cabeça pra baixo mas logo se torna um aliado; enquanto o terceiro e último surge de maneira extremamente inesperada mas não tem qualquer peso ou importância para a trama. Em momento algum em Deadpool 2 há um senso de urgência ou de real perigo, o que atrapalha um pouco a experiência.

Em alguns momentos o filme também parece não saber aonde quer chegar, e de certa forma transformar Deadpool em alguém tão emocional em uma trama de alma amargurada em busca de redenção não combinou tanto com o personagem que Ryan Reynolds nos agraciou em 2016. Foi até mesmo por isso que foi impossível conter a risada quando o próprio Deadpool aponta que o roteiro do filme é preguiçoso.

Mas nada disso torna a experiência de Deadpool 2 ruim. Muito pelo contrário, a continuação honra o legado do filme anterior e se prova um filme imperdível. Depois do trauma de Vingadores: Guerra Infinita, nada melhor do que gargalhar no cinema em uma aventura descontraída, divertida e cheia de ação.

A sacada de aproveitar ambientações como a Mansão X e utilizar músicas famosas que realmente funcionam no contexto da trama ajudam Deadpool 2 a segurar a atenção do espectador, que fica atento a todo instante tanto pra pegar as referências e rir das piadas quanto para saber o que vai rolar na cena seguinte. 

Ah, e não saia do cinema quando subirem os créditos! Deadpool 2 tem as melhores cenas “pós-créditos” (no caso, no meio dos créditos) que já vi em um filme de super-heróis, tirando sarro e “corrigindo erros” do passado. Simplesmente genial! Resta saber o que será da franquia, agora que a Marvel detém os direitos do personagem e dos X-Men — e é provavelmente por isso que o longa termina sem deixar tantos ganchos para uma possível sequência.

Mesmo com alguns defeitos bastante evidentes, Deadpool 2 definitivamente merece ser assistido no cinema. Só tome cuidado para não engasgar quando rir enquanto come sua pipoca!

Deadpool 2
8 Nota
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Prós
  • Ação na medida certa
  • Ótimas participações
    especiais
  • Reviravoltas na trama
  • Cenas "pós-créditos" geniais
Contras
  • Computação gráfica
  • Deadpool de coração mole
  • Não passa sensação
    de perigo
  • Trama meio preguiçosa
Avaliação
Entre erros e acertos, Deadpool 2 oferece uma aventura surpreendente emocional, cheia de reviravoltas e, é claro, violenta e divertida, que merece ser assistida na tela do cinema.
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