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Críticas

SteamWorld Dig | Versão do Switch junta o melhor que o game tem a oferecer

Os melhores aspectos das inúmeras versões de SteamWorld Dig são encontrados no port para o Nintendo Switch.

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O primeiro SteamWorld Dig ficou bastante conhecido ao ser lançado originalmente no 3DS em 2013, mas acabou ganhando ainda mais popularidade com os inúmeros ports que recebeu nos anos seguintes.


Veja também:


Depois de chegar ao Wii U, PlayStation 4, PlayStation Vita, Xbox One e PC, é claro que não dava para a desenvolvedora Image & Form deixar o Switch de fora.

Felizmente, o novo console da Nintendo recebeu o jogo no início de fevereiro deste ano e nós já exploramos as profundezas da cidade de Tumbleton novamente para te falar mais sobre esta versão.

A verdade é que quem já jogou SteamWorld Dig no Wii U ou no PS Vita terá uma experiência bem similar no Switch. A portabilidade e a tela de toque definitivamente tornam o game mais interessante, mas também é ótimo poder aproveitá-lo em Full HD na TV a qualquer momento.

Para quem ainda não conhece a franquia tão bem, vale a pena mencionar que o jogador fica no papel de Rusty, um robô movido a vapor que precisa investigar a parte subterrânea da cidade de Tumbleton.

Para fazer isso, você começa suas escavações nas minas da cidade usando sua picareta. Com as pedras preciosas que encontrar, é possível conseguir dinheiro e novas ferramentas e aprimoramentos para facilitar a missão de Rusty.

Não vamos contar muito para não estragar as surpresas que o jogo tem a oferecer, mas garantimos que quando mais fundo você for, mais lugares interessantes encontrará.

Diferente de sua sequência, o subterrâneo de Tumbleton é gerado aleatoriamente, o que tem suas vantagens e alguns pontos negativos. Enquanto é possível ter aventuras totalmente inéditas, também é possível ficar preso em certas partes ou demorar para encontrar itens importantes.

Apesar da trilha sonora ser mínima, os sons do ambiente são muito bem feitos e realmente causam uma imersão maior no jogador. Caso fique atento, você sempre conseguirá identificar certos fatores, como inimigos, fontes de água e até pedras que podem cair.

Um dos únicos problemas é que o jogo acaba sendo meio curto, especialmente se você já o terminou antes e sabe mais ou menos o que deve fazer para prosseguir.

Ainda assim, ele é um dos jogos indies mais divertidos do Switch e vale a pena se você jogou SteamWorld Dig 2 e gostaria de experimentar o original.

SteamWorld Dig - Switch
8.5 Nota
0 Leitores (0 Notas)
Prós
  • Jogabilidade viciante
  • Ótima progressão
  • Visuais bem trabalhados
Contras
  • Pode ser meio curto
Avaliação
SteamWorld Dig deve agradar quem já adora jogos de exploração, especialmente pela possibilidade de sessões mais curtas com a portabilidade do Switch.
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Seus irmãos a viciaram em video games antes que ela aprendesse a falar, e agora ela passa os dias escrevendo sobre isso para sites misteriosos.

Críticas

Tom Clancy’s Jack Ryan, da Amazon, é ótimo thriller político com ação na medida certa

Amazon Prime Video entrega excelente série de ação baseada nos personagens criados pelo famoso escritor Tom Clancy estrelada por John Krasinski

Publicado

em

Tom Clancy’s Jack Ryan, a nova série da Amazon Prime Video baseada no universo criado pelo famoso escritor Tom Clancy, é um thriller político de ação que conta a história de um oficial da CIA e sua tentativa de parar um plano terrorista contra os EUA.


Veja também:


A série tem John Krasinski (o eterno Jim Harper de The Office) no papel principal como Jack Ryan, personagem que já foi interpretado anteriormente nos cinemas por Harrison Ford, Alec Baldwin, Ben Affleck e Chris Pine. Na série, Ryan é um ex-militar que serviu durante a guerra no Afeganistão e que hoje trabalha como analista no T-FAD, a Divisão de Terror, Finanças e Armamentos da CIA.

Corrida contra o terrorismo

A história começa quando Jack Ryan se depara com algumas operações financeiras um tanto diferentes do habitual para grupos terroristas no Oriente Médio, como o Estado Islâmico. Ryan acredita que tais operações bancárias de valores exorbitantes são obra de um novo grupo terrorista liderado por Suleiman, uma figura que seria o “novo Bin Laden”. Começa então uma perseguição implacável repleta de ação e investigação que devem satisfazer o gosto de amantes do gênero e fãs de Tom Clancy.

E é nesse jogo de gato e rato entre a equipe da CIA e os terroristas que a série brilha. Salvo por algumas poucas exceções, como o esquisito esquema de comunicação usando o serviço de chat de um jogo de videogame, a trama é sólida e inteligente, entregando uma história instigante com ótima narrativa.

Outro ponto bastante positivo é que a série utiliza muito bem os personagens do “Ryanverse”, o universo literário criado por Tom Clancy estrelando Jack Ryan. James Greer (Wendell Pierce) e Cathy Mueller (Abbie Cornish) são tão importantes para a história e têm tanto tempo de tela que poderiam muito bem ser considerados co-protagonistas de Jack Ryan.

A interação entre esses personagens, suas jornadas e desenvolvimento pessoal e interpessoal são muito bem trabalhados, de forma que mesmo o esperado — e conveniente — envolvimento de todos eles entre si e na trama principal soa bastante natural.

Tom Clancy’s Jack Ryan também apresenta excelente fotografia e ambientação. Embora a história se desenrole em diversos países diferentes e algumas das cenas tenham sido gravadas nestas nações, diversas sequências foram trabalhadas em território norte-americano para economizar no orçamento e mal dá pra reparar. A equipe de produção mostrou bastante atenção aos detalhes e à ambientação, com cenários e composição complexos e bastante belos tanto nos EUA como fora do país.

Elenco de qualidade

John Krasinski tem se mostrado um verdadeiro ator multifacetado, entregando atuações incríveis tanto em comédias como em outros gêneros, como na excelente comédia The Office, no ótimo terror Um Lugar Silencioso e o drama de guerra 13 Horas: Os Soldados Secretos de Benghazi. Sua interpretação do papel de Jack Ryan deu um aspecto mais humano e facilitou a identificação do público com o personagem, o que foi um tiro certeiro por parte da produção da série.

John Krasinski parece tão confortável como herói de ação em Jack Ryan quanto como Jim Harper na comédia The Office (Crédito: Amazon Prime Video)

Contratar um ator conhecido e adorado como Krasinski, capaz de realizar cenas de ação com a mesma qualidade e energia que cenas mais dramáticas (com uma outra tirada mais engraçada, mas sem jamais pender para o pastelão, o que funcionou perfeitamente para o tom da série), é um dos maiores trunfos de Tom Clancy’s Jack Ryan.

Wendel Pierce e Abbie Cornish também entregam excelentes atuações como James Greer e Cathy Mueller, respectivamente. Greer é o novo chefe de Ryan na CIA, que após incidentes no passado viu sua carreira desmoronar e acabou sendo rebaixado, indo parar no T-FAD. Sarcástico, Greer não se dá bem com Jack Ryan em um primeiro momento, trazendo aquele conflito necessário ao início da trama.

O começo da relação entre Jack Ryan e James Greer não foi dos melhores (Crédito: Amazon Prime Video)

Já Cathy Mueller é uma respeitada doutora especialista em doenças contagiosas e interesse romântico de Jack Ryan. Mas muito mais do que simplesmente o par do protagonista, Mueller tem papel fundamental na história da série, que lida com a ameaça da possibilidade do uso de armas biológicas por terroristas.

A doutora Cathy Mueller é muito mais do que um simples interesse romântico (Crédito: Amazon Prime Video)

Falando em terroristas, outro personagem que poderia muito bem ser a estrela da série é Mousa Bin Suleiman (interpretado por Ali Suliman), o vilão de Tom Clancy’s Jack Ryan. O personagem é tão bem trabalhado ao longo da trama que não raramente nos identificamos com sua sofrida história de vida.

Na infância, Mousa e seu irmão mais novo, Ali Suleiman (Haaz Sleiman), viram aviões norte-americanos bombardearem seu vilarejo, perdendo os pais e familiares e tendo de crescerem sozinhos, se virando para sobreviver. Mousa Bin tentou a todo custo se manter correto, buscando empregos e tentando viver a vida como uma pessoa de bem, enquanto seu irmão acabou pendendo para a vida do crime.

Mousa Bin Suleiman, o vilão de Tom Clancy’s Jack Ryan (Crédito: Amazon Prime Video)

Já adulto, pai de família, antes de tornar-se o rico e influente Xeque terrorista, Suleiman viveu como um cidadão francês por vários anos, mas era discriminado por ser muçulmano e morador de um bairro pobre. Acompanhamos em flashbacks, ao longo dos episódios, cada momento que levou Mousa Bin Suleiman a se tornar o temido terrorista, o que dá perspectiva ao espectador e ajuda a entender as motivações do personagem.

Tropeços

Tom Clancy’s Jack Ryan da Amazon não é exatamente a série perfeita. Embora tenha muitos acertos, e estes se sobressaiam, o programa tem sim alguns problemas. A começar pela confusa e sem qualquer sentido história da comunicação via chat de videogame usada pelos terroristas.

Suleiman e sua família utilizam, em certos pontos da história, um jogo específico de videogame com chat integrado para se comunicarem. O que não faz sentido, dado que para que isso funcionasse eles precisariam estar sempre logados ao mesmo tempo, e não tem como saberem quando um ou outro estão online. Sem contar o Deus ex machina do irmão de Mousa encontrar uma cópia do exato mesmo jogo na casa de um amigo onde foi buscar abrigo, quando a própria série indica que não ser um jogo popular.

Mas esse ponto do game pode ser até relevado. Um problema ainda maior, ao meu ver, está na trama paralela do personagem Victor Pollizi (John Magaro), um piloto de drones que localiza e extermina ameaças em território estrangeiro com o uso de bombas.

Victor Polizzi é o centro da subtrama mais desnecessária de Tom Clancy’s Jack Ryan (Crédito: Amazon Prime Video)

Polizzi é apresentado como um cara sortudo e de princípios. O problema é que ele parece estar ali somente para fazer volume nos episódios, dado que suas ações quase não interferem na trama principal. À exceção de quando, sem saber, acaba protegendo um grupo de personagens relevantes, várias de suas ações e cenas são completamente dispensáveis, incluindo a conclusão de seu “arco”. Resta saber se Polizzi terá mais peso na próxima temporada.

Saldo positivo

Tom Clancy’s Jack Ryan apresenta uma história interessante e personagens carismáticos numa trama complexa e, na maior parte do tempo, bastante inteligente.

Tom Clancy’s Jack Ryan é um ótimo thriller político de ação (Crédito: Amazon Prime Video)

Mesmo que os efeitos especiais, como explosões e algumas sequências com sangue de mentira, sejam muitas vezes visivelmente digitais, a série no geral é extremamente competente e de alta qualidade. Não é à toa que o seriado venha sendo aclamado pela maior parte crítica especializada.

Lançada em 31 de agosto deste ano e com um total de oito episódios nesta primeira temporada, Tom Clancy’s Jack Ryan é, sem sombra de dúvidas, mais uma série excelente adicionada ao catálogo de originais da Amazon Prime Video.

Se ainda não deu uma chance para a nova série de John Krasinski, faça um favor a si mesmo e trate de assistir a todos os oito episódios disponíveis no Prime Video.

Tom Clancy's Jack Ryan
9 Nota
Leitores 0 (0 Notas)
Prós
  • Excelente trama
  • Ação de qualidade
  • Personagens bem desenvolvidos
  • Ótimas Atuações
Contras
  • Um ou outro Deus ex machina
  • Subtrama desnecessária
  • Efeitos especiais fracos
Avaliação
Mesmo com alguns poucos tropeços, Tom Clancy's Jack Ryan sai com saldo bastante positivo ao entregar uma experiência interessante e instigante sobre combate ao terrorismo com armas biológicas.
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Críticas

Dead Cells te deixa morrendo de vontade de jogar de novo

Um dos roguelikes mais divertidos de todos os tempos

Publicado

em

Dead Cells é um jogo indie de ação em estilo Super Metroid (me recuso a abraçar a nomenclatura Metroidvania) lançado para Nintendo Switch, PlayStation 4, Xbox One e PC (com download via steam). Com mecânicas de plataforma 2D, o título é um roguelike, ou seja, toda partida é diferente da anterior. Confira abaixo nosso review completo com prós e contras do jogo:


Veja também:


Vida e morte

No jogo desenvolvido e publicado pela Motion Twin, você comanda um grupo de células que assumem o controle de um cadáver em um calabouço (e, assim, o nome do jogo já foi explicado sem rodeios. Conveniente, não?). A ideia é desbravar diferentes ambientes progressivamente mais difíceis, cujos mapas são revelados exatamente no estilo consagrado por Super Metroid. Aliás, se você quiser entender o que tenho contra o gênero Metroidvania, é só ver o vídeo abaixo:

A navegação pelos cenários é muito agradável, já que o layout das fases é excelente, assim como a disposição dos inimigos e armadilhas. Há uma fartura de pontos de teleporte disponíveis, mas nem eles são o bastante para impedir o evento mais recorrente da jornada: a morte. pois é, esse é um daqueles jogos em que morrer de novo e de novo é parte da experiência.

Célula ou cédula?

Além de cada vida desperdiçada ajudar a aprender melhor os padrões dos inimigos, o personagem coleta células ao longo das fases para ficar ainda mais forte a cada nova empreitada. Funciona assim: entre cada nível, é possível trocar as suas células por aprimoramentos como mais pontos de vida, maior dano, melhores armas, etc.

A pegadinha é que você é obrigado a gastar as células nos intervalos entre cada nível, mas tudo que você coletar depois disso é perdido quando você morre. Isso torna a progressão e aquisição dos poderes muito legal, gratificante e com ritmo agradável. A cada nova tentativa você fica um pouquinho mais forte, e aumenta suas chances de chegar mais longe na próxima vida. No fim, acaba sendo uma ótima sacada usar as células como moeda de troca!

Roguelike de primeira

Há uma incrível variedade de itens e poderes para obter ao longo da jornada, desde armas de combate melee até diferentes modelos de arco e flecha e magias com efeitos diversos, como congelar os inimigos ou criar estações de tiro com dano constante a seus alvos. É bem legal investir na melhoria de equipamentos, o que só aumenta ainda mais a satisfação de repetir as fases, cada vez mais poderoso.

Nas cerca de dez horas que joguei de Dead Cells, o jogo ainda não apresentava sinais de cansaço em sua fórmula. Em parte pelos motivos acima, em parte porque as músicas e visual também são ótimos. Se você gosta de jogos no estilo Super Metroid ou simplesmente procura um bom jogo de ação e plataforma no gênero rogue like, Dead Cells é o seu jogo dos sonhos!

Dead Cells
9.5 Nota
0 Leitores (0 Notas)
Prós
  • Gameplay viciante
  • Ótimas músicas
  • Fases bem planejadas
  • Sensação de progresso
Contras
  • Inimigos pouco variados
  • IA meio fraca
Avaliação
Dead Cells é um excelente jogo de ação e plataforma no estilo Super Metroid. Seus saltos e combates são tão gratificantes quanto o sistema de progressão em estilo roguelike. É muito bom repetir as fases várias vezes em busca de melhorias, e o jogo só tropeça na baixa variedade de inimigos com padrões de ataque não muito empolgantes.
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Críticas

F1 2018 tem um motor possante por baixo da velha lataria

Fãs de automobilismo gostarão das novidades. Pena que são poucas.

Publicado

em

F1 2018 é o novo jogo de corrida da franquia anual da Codemasters. Lançado para PC (download via Steam), PlayStation 4 e Xbox One, o título traz todos os pilotos e pistas da atual temporada, além de mais carros clássicos do que nunca, com montadoras lendárias como Lotus, Ferrari e McLaren. Confira abaixo nossa análise completa do game:

Nosso canal parceiro Aquele Cara também fez um gameplay e sua análise do jogo, que você pode ver no vídeo acima. Nele, inclusive, você confere com detalhes os carros clássicos da F1 presentes no game!


Veja também:


Mais do mesmo?

Se você jogou qualquer título da série a partir da edição 2015, já terá uma boa ideia do tipo de apresentação que o espera por aqui, o que acaba sendo um problema. Lançar uma nova edição de uma franquia anual reaproveitando as mesmas animações pré e pós-corrida (e até mesmo reaproveitando a estética dos menus do F1 2017) tira o sentimento de novidade e faz com que tudo pareça familiar demais.

Assim, caso você seja o tipo de jogador que espera ver amplas melhorias técnicas, visuais e de gameplay e já jogou o F1 2017, provavelmente é melhor deixar a edição desse ano passar e esperar mais um pouco por F1 2019. No entanto, há diversas pequenas melhorias e mudanças para quem aprecia a beleza dos detalhes ou gosta de mergulhar a fundo no gameplay.

Deslumbrante

No departamento gráfico, F1 2018 continua lindo, especialmente se você tiver um computador de ponta. Felizmente os requisitos de sistema não são dos mais parrudos, e um PC intermediário consegue rodar o jogo lisinho sem problemas. Mas só uma máquina top de linha vai conseguir tirar proveito do show de partículas e efeitos visuais.

É muito gratificante ver os detalhes presentes tanto na vegetação que cerca alguns circuitos como na caixa de brita, então jogar F1 2018 é uma experiência visual tão gratificante quanto assistir ao GP de Mônaco em uma televisão 4K: um verdadeiro colírio para os olhos! Aliás, tanto os carros da atual temporada e seus pilotos como os carros clássicos estão perfeitamente detalhados e fielmente reproduzidos por aqui.

Mais inteligente e divertido

Por mais que boa parte do conteúdo seja reciclado dos anos anteriores, com apenas alguns acréscimos mínimos aqui e ali, certamente não dá para reclamar de falta de coisas para fazer no jogo. O modo carreira, por exemplo, eu nem tive tempo de terminar, já que ele engloba nada menos do que 10 temporadas!

Elas são bem divertidas, já que o sistema de contratos foi retrabalhado com novas metas e desafios, o que estimula o progresso e desenvolvimento dos pilotos. Ter o poder de renegociar contratos permite melhorar o seu carro aos poucos e até conseguir ter pit-stops mais rápidos, o que faz toda a diferença nos níveis de dificuldade mais altos. A inteligência artificial foi substancialmente retrabalhada e, mais do que em qualquer outro jogo da série, é possível testemunhar brigas de posição entre pilotos controlados pela CPU, e movimentos mais inteligentes e realísticos por todo o circuito.

Experiência realística

Como nos jogos anteriores, o maior trunfo de F1 2018 é ser, ao mesmo tempo, profundo o suficiente para os aspirantes a mecânicos, engenheiros e pilotos, que encontram robustas ferramentas de customização dos veículos, mas também agradável para os mais leigos, que conseguirão calibrar a dificuldade a seu gosto.

É possível ligar e desligar diversos auxílios de pilotagem, como o traçado ideal na pista e frenagem automática, ou abraçar o câmbio manual e remover as assistências de aderência. Só tome cuidado para não desativar tudo de uma vez, pois o carro fica virtualmente incontrolável para alguém sem treino. Por sinal, quem joga no PC precisa investir em um joystick ou volante, já que o teclado é quase impraticável por sua falta de precisão, e certamente não é recomendável de forma alguma.

Embora a série F1 nunca tenha sido famosa por seus modos online, houve um esforço para lapidar o sistema este ano, com a promessa de que o algoritmo irá filtrar as partidas e unir jogadores com níveis de habilidade e etiqueta similares. No entanto, ao menos nas primeiras semanas de jogo, ainda não foi possível observar uma melhoria concreta. Acabei me divertindo mais com os placares de liderança nos modos de tomada de tempo, competindo com amigos e estranhos de todo o planeta pela melhor marca nas voltas.

À luz de tudo isso, consegui tirar bastante tempo de gameplay e reconhecer o potencial do jogo para agradar aos fãs de automobilismo por horas a fio, mesmo com as similaridades com edições anteriores e relativa falta de novidades.

F1 2018
8 Nota
0 Leitores (0 Notas)
Prós
  • Modo carreira longo
  • Carros clássicos
  • Ferramentas de customização
Contras
  • Poucas novidades
  • Menus reciclados
Avaliação
F1 2018 é um simulador bem competente da categoria mais nobre do automobilismo mundial, mas peca por ser parecido demais com a edição anterior do jogo. Fãs de automobilismo irão apreciar a fartura de carros clássicos e o extenso modo carreira.
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