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Tecnologia: As mulheres fazem melhor

Equipes de tecnologia predominantemente masculinas têm perdido grandes oportunidades de atender a uma parcela extremamente importante da população: as mulheres

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Imagem: Shutterstock

*Por Sindhu B

Se você está no seu ambiente de trabalho lendo esse artigo, olhe ao redor. O que você vê? Mais homens ou mulheres? As chances de notar mais homens são grandes. No entanto, se você conseguir contabilizar quatro mulheres para cada dez funcionários, saiba que esse é um reflexo quase perfeito da força de trabalho global. De acordo com o Banco Mundial (WB), em 2015, 39,39% dessa força era composta por mulheres. O que esses números representam para uma empresa de tecnologia, e por que são importantes? Nas principais empresas e startups dos EUA, as mulheres estão entre 25% e 45% da força de trabalho. E vale lembrar que existem ainda outras companhias líderes do setor de tecnologia que ficam atrás dessas estatísticas.


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Relatórios publicados pela Comissão de Igualdade de Oportunidades de Emprego dos EUA (EEOC) em 2015 fornecem uma visão adicional sobre essas empresas: as mulheres compõem apenas 25% da força de trabalho em organizações de informática/engenharia, e apenas 11% dos cargos executivos nas empresas do Vale do Silício são ocupados por elas. E a razão pela qual é importante ter esse equilíbrio entre o feminino e o masculino em uma empresa de tecnologia é simples. A tecnologia serve as pessoas. E 50% da população mundial é feminina. Dessa forma, é preciso entender que as mulheres compreendem os pontos de dor e os desafios de outras mulheres, e com isso, são capazes de criar soluções mais rapidamente. Em outras palavras, as mulheres fazem com que a tecnologia funcione melhor, quase que instantaneamente melhor!

Com um ritmo de desenvolvimento surpreendente, as novas tecnologias, como IA, Human Interaction 2.0 e IoT, estão produzindo coisas incríveis. Desde assistentes virtuais até automóveis autodirigidos e cidades inteligentes. O Google estima que os robôs serão mais inteligentes que os humanos até 2045. Então, teremos computadores com inteligência quase humana, e os colocaremos dentro dos nossos cérebros, conectando-os à nuvem, e expandindo quem somos! E a ação da mulher pode trazer resultados fascinantes.

Por exemplo, uma variedade de processos em torno de caronas e serviços de alugueis de carros e compartilhamento de espaços de trabalho colaborativo, podem ser projetados para tornar as mulheres mais confortáveis e seguras. No final, o atendimento e a experiência do cliente são fundamentais para o sucesso. Pense nos inúmeros assistentes virtuais que invadiram o mundo dos negócios, indo do varejo para o setor bancário, e da área de viagens para os cuidados com a saúde. Se esses assistentes virtuais vão ganhar um mercado que compreende 50% das mulheres, eles sabem melhor como as mulheres pensam. Agora entenda, esses assistentes virtuais estão sendo construídos predominantemente por homens. Isso pode prejudicar os algoritmos e outros sistemas de interação humana em termos de comportamento, atitudes e respostas para as mulheres.

Espera-se que os assistentes virtuais suportem de 40 a 50% das transações, vendas e solicitações de atendimento ao cliente nos próximos anos. Imagine, então, um Especialista em Assuntos Virtuais (vSME) ajudando mulheres a corrigir equipamentos ou móveis quebrados, ou ainda fornecendo conselhos financeiros ou mesmo vendendo um produto. Os resultados poderiam ser melhores caso os assistentes virtuais também possuíssem “mulheres” em seu DNA.

Um exemplo da saúde amplia a hipótese de que precisamos de mais mulheres na tecnologia. Um número cada vez maior de ‘médicos’ virtuais está trabalhando em centros de saúde que fornecem o primeiro nível de diagnóstico, além de tratamento com base em dados dependentes de tecnologia e sistemas analíticos. Esses sistemas aprendem com os dados. E se os dados e os algoritmos são tendenciosos, uma vez que a equipe que os criou é quase que unanimamente masculina, o impacto pode ser catastrófico!

As mulheres têm uma combinação única de qualidades que os sistemas tecnológicos precisam refletir: as mulheres têm empatia, habilidade auditiva, simplicidade, criatividade e um alto quociente emocional. E para que a tecnologia sirva verdadeiramente a ambos os sexos, precisamos de mulheres que possam trabalhar com pequenas comunidades, criem uma UI (user interface) melhor, e que atenda às necessidades de um conjunto mais amplo de usuários, além de criar sistemas mais intuitivos. A tecnologia que é infundida com o conhecimento feminino pode transformar um help desk, aumentar a satisfação do cliente e melhorar o número de vendas.

Fei-Fei Li, Professor de Ciência da Computação, Universidade de Stanford e cientista-chefe da AI / ML, Google Cloud, coloca a urgência desta necessidade quando diz: “Se não houver diversidade à mesa, tecnólogos reais fazendo o trabalho real – nós apenas compartilharemos sistemas. Tentando reverter isso, uma década ou duas a partir de agora será muito mais difícil, se não quase impossível. Este é o momento de conseguir mulheres e vozes diversas para que possamos construí-la corretamente.”

Concordo com Fei-Fei Li. Como Diretor de Prática que gastou anos desenvolvendo soluções na próxima geração de Intercâmbio de Máquinas Humanas (HMI), eu testemunhei em primeira mão os benefícios de uma força de trabalho diversificada. Toda vez que trouxemos uma equipe diversificada de designers, diretores criativos, artistas, programadores, especialistas em domínio para trabalhar juntos na conceituação e construção de uma solução, houve um enorme salto na inovação dentro do grupo. Inicialmente, costumávamos nos esforçar para obter as ideias, mas hoje vemos tudo isso nascendo na equipe – do IP pioneiro na próxima geração de áreas de tecnologia como HMI, AR, VR para Gamificação.

Temos várias patentes registradas na área de tecnologias da próxima geração por esta equipe. Como uma equipe, percebemos que nossa jornada começa com o usuário e termina com o usuário. E se 50% dos usuários vão ser mulheres, é melhor que elas trabalhem nas soluções.

Um estudo publicado pela Innovation: Organization & Management reforça isso. Os pesquisadores analisaram níveis de diversidade de gênero em equipes de pesquisa e desenvolvimento de 4.277 empresas em Espanha. Usando modelos estatísticos, eles descobriram que as empresas com mais mulheres eram mais propensas a introduzir inovações radicais no mercado durante um período de dois anos. Esse, então, deve ser o objetivo de cada laboratório de tecnologia: colocar mais poder das mulheres no desenvolvimento e aplicação de tecnologia.

*Sindhu B é Practice Director – Chief Technology Office Wipro Limited

Fonte: Comunicado para a Imprensa

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Gosta de cachorros, pizza e pipoca. Já foi fanboy da Nintendo e da Sony, mas hoje joga qualquer coisa. Já colaborou em sites e revistas como GameBlast, Nintendo World, Herói e Portal Pop, mas hoje se dedica exclusivamente ao PlayReplay.

Tecnologia

Ciberativismo | Preocupação cresce em ano de Copa do Mundo e Eleições

Texto de Bruno Padro esmiuça a questão

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O ano de 2018 é movimentado por dois eventos de ampla magnitude, a Copa do Mundo, entre junho e julho, e eleições presidenciais, em outubro. Com isso, surge a preocupação em relação aos ataques virtuais por parte de ciberativistas, que atacam sites e serviços digitais de empresas ou celebridades como forma de se manifestarem de maneira contrária aos acontecimentos – sejam eles apoiados ou não por essas organizações.


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Um exemplo é o que ocorreu em 2016, quando a Nissan teve seu site inutilizado em um movimento de protesto do grupo Anonymous contra a caça às baleias no Japão – mesmo sem ter nenhuma ligação com o caso. Em ano de Copa, patrocinadores e marcas relacionadas ao evento esportivo se tornam alvos para os ativistas, que reivindicam pelos mais diversos motivos, seja por causa dos escândalos de corrupção da FIFA e de seus representantes brasileiros que estão presos, ou por causa do impacto do futebol na sociedade.

Nas eleições a situação é similar. Com denúncias de corrupção contra políticos e empresas estampando os noticiários diariamente, a web se torna um campo fértil para o protesto contra partidos e candidatos. Além disso, existe o uso do DDoS como uma ferramenta anticompetitiva, visando a e tirar do ar toda a campanha on-line de determinados candidatos, que perdem alcance e, por consequência, diminuem suas chances.

O fato é que, sem eficientes formas de mitigação de ataques de negação de serviço (DDoS), as empresas envolvidas direta ou indiretamente se colocam em uma posição delicada em que a interrupção de seus serviços se torna uma ameaça real. Para evitar esse tipo de situação, as organizações precisam estar alertas a esses tipos de atitude, que ganham notoriedade. Essa modalidade de ativismo permite que os praticantes não se locomovam e não causem tumultos públicos, podendo se manifestar de dentro de suas casas.

Para evitar a indisponibilidade e a anticompetitividade promovida por esse tipo de violação, as empresas e campanhas precisam se conscientizar sobre a importância do uso de ferramentas de monitoramento e mitigação de ataques de negação de serviço e terem o conhecimento que a implantação não é feita do dia para a noite. Da mesma forma que não se espera um incêndio para se ter um extintor, não adianta esperar o começo de um problema para investir em uma solução para mitigar riscos e evitar prejuízos.

  • Texto de Bruno Prado, CEO da UPX Technologies, empresa especialista em performance e segurança digital.

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Copa do Mundo | Seleção brasileira tem o maior alcance digital entre todas as seleções

CBF ultrapassa a ederação Mexicana de Futebol (FMF)

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A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) é a seleção de futebol com a maior base digital do planeta e a primeira a ultrapassar os 19 milhões de seguidores, somando os inscritos das plataformas analisadas (Facebook, Twitter, Instagram e YouTube).


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A CBF ampliou a vantagem sobre a Federação Mexicana de Futebol (FMF), que segue na segunda posição com 18,7 milhões de seguidores. Em outubro de 2017 apenas 10 mil seguidores separavam as seleções, hoje a diferença chega a 300 mil inscritos, consolidando a seleção brasileira na liderança do ranking digital.

Completam o TOP 5 as confederações Inglesa (F.A.), com 12,9 milhões de inscrições, Francesa (F.F.F.), com 12,5 milhões de inscritos, e Alemã (D.F.B.), com 11,5 milhões. Entre as seleções do TOP 5, a federação francesa de futebol se destaca por obter a maior variação de crescimento (+9%) e a que mais somou novos seguidores no período: foram mais de 1 milhão de novos inscritos em suas redes desde outubro de 2017.

Em comparação com o levantamento anterior, houve um movimento de entusiasmo das seleções sul-americanas classificadas para a Copa do Mundo, sobretudo no Facebook. Entre as seleções que somaram mais curtidas na rede social no período estão: Peru (1º), Colômbia (2º), Uruguai (3º) e Argentina (5º). A Federação Portuguesa registrou o 4º maior crescimento no Facebook.

A seleção peruana, inclusive, foi a que registrou a maior variação de crescimento no período entre todas as seleções monitoradas. Com a classificação para o mundial após 36 anos, a FPF registrou uma variação de crescimento de 34% em sua base digital. Com isso, os peruanos ultrapassaram Bélgica e Japão, alcançando a 12ª posição do ranking.

Por outro lado, a seleção norte-americana de futebol (U.S. Soccer) manteve a 8ª posição no ranking, mas como possível efeito da não classificação para o mundial, as contas de mídia social dos norte-americanos, combinadas, ficaram praticamente estagnadas e evoluíram apenas 1% no período, menor variação entre as seleções do TOP 10.

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Twitter | Brasil é o terceiro país que mais fala sobre a Copa do Mundo

Japão e Arábia Saudita encabeçam a lista

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A um mês do início da Copa do Mundo Rússia 2018, o Twitter fez um levantamento para mostrar como andam as conversas em torno do assunto na plataforma. O Brasil é o terceiro país do mundo que mais tem Tweetado sobre #Copa desde dezembro de 2017.


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Em primeiro lugar em volume de conversas a respeito do assunto está o Japão, seguido pela Arábia Saudita. Em quarto lugar está a França, e na sequência vêm Estados Unidos, Argentina, México, Reino Unido, Coreia do Sul e Espanha.

De acordo com dados globais, os jogadores mais mencionados em conversas a respeito do mundial desde dezembro do ano passado foram o português Cristiano Ronaldo (@Cristiano), o argentino Lionel Messi, o egípcio Mohamed Salah (@MoSalah), o brasileiro Philippe Coutinho e o francês Paul Pogba (@paulpogba).

As seleções mais comentadas em Tweets relacionados a #Copa, também segundo dados globais, foram: Japão (@JFA), Estados Unidos (@ussoccer), Argentina (@Argentina), México (@miseleccionmx; @miseleccionmxEN) e França (@equipedefrance; @FrenchTeam). O Brasil (@CBF_Futebol) aparece em sétimo lugar, atrás da Alemanha (@DFB_Team_EN; @DFB_Team) e à frente de Espanha (@SeFutbol), Peru (@SeleccionPeru) e Chile (@LaRoja).

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