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The Sexy Brutale | Reviver assassinatos nunca foi tão divertido

Reviva a mesma noite nesse adorável cassino enquanto tenta evitar assassinatos sem ser visto.

Publicado

em

Controlar o tempo já deixou de ser novidade nos jogos há muito tempo, seja controlando areias em jogos de ação como Prince of Persia, ou nos puzzles e pulos de Braid.

Mesmo que essa mecânica não seja nova, poucos jogos se dispõem a explorar a ideia de looping temporal; de reviver o mesmo dia várias vezes tal qual o filme Feitiço do Tempo, com Bill Murray.

Isto é, até The Sexy Brutale, que acaba sendo uma versão simultaneamente mais fofa e sinistra do famoso longa-metragem.

Acordando confuso na mansão do excêntrico Lucas Bondes, o jogador assume o comando de Lafcadio Boone, um dos diversos convidados de Lucas para um espetáculo que rapidamente se torna um show de horrores quando os funcionários da mansão decidem assassinar os seus hóspedes.   Para piorar a situação, Lafcadio está condenado a reviver as doze horas nas quais esse assassinatos ocorrem – até que ele consiga desvendar o que fomentou tais homicídios e salvar todos os convidados.

O que torna o jogo interessante é o fato de que Lafcadio não pode se comunicar – ou sequer estar no mesmo cômodo – que os demais residentes e funcionários, cabendo ao jogador espiar através de fechaduras e interagir com os objetos quando não há ninguem olhando.

É necessário descobrir o trajeto tanto da vítima quanto dos assassinos para entender como a morte ocorre e então revertê-la. É quase impossível salvar alguém de primeira, sendo necessassário coletar informações ou itens e, ao badalar da meia noite ou ao simples clique de um botão, reverter o horário até meio dia e prosseguir, com as novas informações em mãos, mais um passo rumo a impedir o assassinato.

Por mais que a ideia seja bem executada, infelizmente ela nunca atinge seu potencial. Os enigmas são claros o suficente para que não haja a confusão que ocorria nos jogos de aventura de antigamente, mas não complexos o bastante para que realmente desafie o jogador, exigindo apenas um ou três passos para que uma morte seja evitada.

Além disso, embora o estúdio Tequila Works se esforce para extender a longevidade do título com colecionáveis espalhados na mansão, em apenas poucas horas a história se acaba sem uma real sensação de aumento de dificuldade.

Infelizmente os mesmos problemas de lag, carregamento e travadas que permeavam RIME, o ultimo port da empresa pro Switch, também se apresentam aqui, ainda que de forma mais sutil.

Mas entre travamentos e enigmas fáceis, Sexy Brutale é uma experiencia única e divertidíssima de se jogar. Ele conta com uma direção artística excelente, uma mansão isométrica igualmente caricata e macabra (com bons tons de Luigi’s Mansion), uma história com reviroltas interessantes e tocantes e uma trilha sonora fenomenal.

The Sexy Brutale pode até não ser o mais complexo puzzle game do ano, mas certamente é um que fãs do gênero não podem deixar de experimentar.

The Sexy Brutale - Switch
7.5 Nota
0 Leitores (0 Notas)
Prós
  • Ótima trilha sonora
  • Reviravoltas interessantes
  • Boa direção artística
Contras
  • Puzzles são muito simples
  • Problemas de performance
Avaliação
The Sexy Brutale pode não ser muito complexo, mas vale a pena para os fãs de games de puzzle.
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Cursando Game Design, Artes Sequenciais e Design de Serviços nos EUA, quando não está colocando seus desenhos no instagram (@hugoh2p), está gritando "Objection!" por aí, resolvendo enigmas com o Professor Layton ou assistindo a todas as séries de super-heróis da DC.

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Críticas

Little Witch Academia | Vol. 1 do mangá da JBC é tão divertido quanto o anime

Um dos melhores lançamentos de mangá em 2018

Publicado

em

Este mês a editora JBC colocou nas bancas de todo o Brasil o volume 1 do mangá Little Witch Academia, a adaptação do querido anime do estúdio Trigger e de Yoh Yoshinari. Em quadrinhos, a adaptação ficou a cargo de Keisuke Sato, que conseguiu replicar muito bem o clima de magia, humor e aventura da obra original.


Veja também:


O lançamento da JBC conta com 176 páginas (mais 8 coloridas) ao todo e tem preço de capa de R$ 16,90, um valor bem justo e coerente com a qualidade do material. Com classificação livre, a leitura tem potencial para agradar absolutamente todas as demografias, já que os temas que aborda ressoam facilmente com qualquer um que goste de uma boa aventura, não importando sua idade ou gênero.

Bem-vindas à Luna Nova!

Como bom volume inicial, aqui vemos os primeiros passos da história de Atsuko “Akko” Kagari na Escola de Magia Luna Nova, então não é preciso ter qualquer conhecimento prévio sobre a franquia para se divertir e entender toda a trama.

A jovem aspirante a bruxinha quer dominar a magia desde que viu uma apresentação da famosa bruxa Shiny Chariot. No entanto, ela ainda não tem poderes de bruxa (sequer consegue controlar uma vassoura!) e, por isso, fica no alvo e sob constante pressão de suas colegas de classe, sofrendo até um pouco de bullying por não vir de uma linhagem tradicional.

Felizmente, também há muitas pessoas gentis dispostas a ajudar Akko em sua jornada, e aqui podemos testemunhar como ela conheceu suas melhores amigas Lotte Yanson e Sucy Mambavaran. É claro que, pelo caminho, o trio já enfrenta várias confusões, como ficar perdidas na Floresta Arcturus e quase se atrasar para o primeiro dia de aula, mas essa é justamente a graça da trama.

Ao fim do mangá, há um pequeno posfácio engraçadinho e um guia de personagens de duas páginas com artes conceituais das três heroínas principais, o que não deixa de ser interessante, especialmente para quem está treinando desenhos em casa. Com uma boa qualidade de papel. uma história super divertida e traço primoroso, Little Witch Academia já é um dos melhores lançamentos de mangá do ano!

Little Witch Academia 1 (JBC)
10 Nota
0 Leitores (0 Notas)
Prós
  • Valor justo
  • História cativante
  • Ótimas ilustrações
Contras
  • Não há
Avaliação
Little Witch Academia é um dos animes mais legais disponíveis no catálogo da Netflix nacional, mas você também pode viver todas as suas aventuras neste mangá caprichado lançado pela Editora JBC! Com preço justo, o material traz ótimo papel, tradução, traço e história, e é um prato cheio para quem ser um livro cheio de magia, aventura e bom humor!
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Críticas

Super Bomberman R | Uma jornada repleta de nostalgia

Diversão explosiva para curtir com seus amigos!

Publicado

em

Quando o Nintendo Switch foi lançado em março de 2017, Super Bomberman R foi parte da incrível leva de primeiros jogos do console da Nintendo. Mesmo dividindo espaço com pesos-pesado como The Legend of Zelda: Breath of the Wild, o jogo da Konami encontrou espaço e alegrou em cheio a galera mais nostálgica, que sentia falta dos clássicos jogos do Bomberman.


Veja também:


Afinal, o jogo (desenvolvido em parceria entre a Konami e a HexaDrive) trouxe tudo que os fãs mais gostam: uma campanha principal cheia de fases bem pensadas, jogabilidade clássica e, mais importante do que tudo isso, multiplayer tanto cooperativo como competitivo para manter a galera ocupada por centenas de horas!

Edição mais do que brilhante

O melhor de tudo é que, desde o lançamento, bastante conteúdo foi adicionado gratuitamente como DLC! Foram liberadas skins temáticas de outras franquias lendárias da Konami, como Mystical Ninja, Metal Gear Solid, Castlevania e Silent Hill (e até skins temáticas únicas de cada console, como a skin de Ratchet, disponibilizada apenas no PS4, o console que usamos em nosso teste do game). O único inconveniente é que, para comprar todas as skins, é preciso farmar as moedas virtuais do game, o que consome bastante tempo, até porque esse dinheiro virtual também é utilizado como Continue durante a campanha, o que é uma decisão de design bastante questionável.

Ainda assim, é fácil relevar essas escolhas estranhas quando o multiplayer (para até quatro jogadores) é tão bom! Se você já jogou algum capítulo de Bomberman, sabe bem como funciona a jogatina: em um tabuleiro de espaço bem limitado, sua única forma de ataque é soltar bombas.

No entanto, essas mesmas bombas também podem matá-lo caso você esteja na área de explosão. Conforme o mapa vai sendo detonado, power ups aparecem, permitindo que você aumente o raio de impacto, ganhe velocidade ou coloque mais bombas no mapa por vez, o que torna tudo progressivamente mais caótico (e, logo, divertido).

Uma bomba de nostalgia

A campanha não é exatamente extensa e pode ser zerada em cerca de cinco horas, mas vale a pena jogá-la não só por ela ser um ótimo treino para o multiplayer, mas também porque há divertidas cutscenes em estilo desenho animado entre cada mundo, além de chefes criativos e realmente desafiadores ao fim de cada mundo.

Se você nunca gostou de Bomberman, não é esse jogo que vai mudar a sua opinião. No entanto, se você era fã dos jogos antigos, essa viagem cheia de nostalgia é mais do que recomendada, já que entrega doses cavalares de diversão explosiva!

Super Bomberman R
8.5 Nota
0 Leitores (0 Notas)
Prós
  • Nostalgia sob medida
  • Skins históricas
  • Multiplayer viciante
Contras
  • Associar dinheiro
    a continues
Avaliação
Super Bomberman R não é o jogo que vai persuadir alguém que nunca gostou da série a amá-la, mas é um prato cheio de nostalgia para os fãs das antigas.
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Críticas

Gorillaz | The Now Now é um retorno à melhor forma

Sexto disco da banda virtual é um de seus melhores

Publicado

em

The Now Now é o mais novo álbum da banda Gorillaz (já disponível oficialmente para download e streaming no Spotify)  e prova que, mesmo em seu sexto disco, o grupo virtual liderado por Damon Albarn continua em ótima forma, ainda capaz de trazer grandes músicas misturando synth pop, soul, new wave e rock!


Veja também:


Com produção de James Ford e Remi Kabaka, o disco soa bem mais coeso e de qualidade uniforme do que o bom, porém instável Humanz. Em parte, isso se deve a uma redução no número de colaboradores, algo pelo qual a banda sempre foi bastante conhecida. O lance é que o excesso de vozes (tanto criativas como literais) de Humanz atrapalhou demais a identidade do CD anterior. Então, ao compor e gravar o material enquanto o grupo estava em turnê, Albarn conseguiu criar uma obra muito mais espontânea, natural e fluída.

Com cara de Gorillaz

Com isso, até as novas músicas que contam com parcerias soam mais redondinhas. É o caso do single Humilty, que abre o álbum em parceria com George Benson: um chiclete delicioso que, tal qual o clipe indica, é perfeito para ouvir em um dia ensolarado na praia. Como todas as faixas que se seguem, ela é um pouco trippy, atmosférica, com uma batida envolvente e bem construída.

Essa vibe alegrinha se repete em faixas com um foco maior no instrumental, com pouco ou nenhum vocal, como Lake Zurich e Tranz. Curiosamente, The Now Now também explora o outro lado da moeda e possui faixas atmosféricas e instrumentais melancólicas, o que cria um bom contraste com essas músicas e ajuda o álbum a soar mais interessante.

One Percent, Idaho e Souk Eye, por exemplo, podiam facilmente estar em um disco do Blur ou da carreira solo de Albarn, e trocam a vibe ensolarada californiana por uma fria, chovosa e cinzenta tarde londrina. É aquela melancolia (com apenas uma pitadinha discreta de otimismo) que o compositor sempre soube explorar como poucos.

Pequenos tropeços e grande triunfo

Mas nem tudo foi um acerto certeiro no disco. Hollywood, a parceria com Snoop Dogg e Jamie Principle, é uma das poucas decepções do álbum, já que em nenhum momento ela chega ao nível de genialidade esperado por nomes desse calibre. Sorcererz e Kansas também não conseguem criar uma batida tão dançante quanto gostariam, e soam mais como filler do que qualquer outra coisa.

O ponto alto de The Now Now, de longe, é a faixa Fire Flies, possivelmente uma das melhores — ou até A melhor — músicas que o Gorillaz já lançou. Ao mesmo tempo ela consegue trazer um pouco da eletrônica de Daft Punk, o funk de Toejam & Earl e a psicodelia cabeça do disco Think Tank, do Blur. É um achado de canção e, sozinha, ela já vale o disco inteiro!

As poucas faixas fracas não abalam a qualidade geral do disco e, entre tantos acertos, sem dúvidas The Now Now é um dos melhores e mais interessantes trabalhos do Gorillaz!

Gorillaz: The Now Now
9 Nota
0 Leitores (0 Notas)
Prós
  • Mais coeso que Humanz
  • Ótimas faixas como
    Fire Flies e Humilty
Contras
  • Parceria com
    Snoop Dogg decepciona
  • Tem alguns fillers pontuais
Avaliação
Sexto álbum do Gorillaz, The Now Now mostra uma banda em plena forma. Cheio de grandes faixas (como a já clássica Fire Flies, e o ótimo single Humilty), o álbum acerta ao trazer menos participações especiais e mais faixas bem trabalhadas por toda a banda, com foco em um bom instrumental e atmosfera cheia de funk, soul, eletrônica e rock.
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