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Top 5½

Top 5½ Coisas que aprendi jogando videogames

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Por muitos anos, os videogames foram considerados apenas uma peça de entretenimento para crianças, jovens e — em alguns casos — adultos. Hoje em dia eles são muito mais que isso, sendo utilizados para tratamentos médicos, testes de raciocínio e até treinamento de tropas militares, por exemplo. Não há limites para o que os games podem representar.

Assim como os jogos, nós, gamers, também crescemos envolvidos e acompanhando essa evolução, tirando lições de aprendizado bem antes do que as pesquisas vieram a confirmar no decorrer dos anos. Porém, quais foram as principais influências dos jogos na nossa vida?

Neste texto, listo agora cinco coisas (e meia) que aprendi — e ainda aprendo — com os videogames.

 

5. Superação

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É muito fácil dizer que crianças e jovens que jogam com frequência perdem a noção do perigo que existe na realidade, já que nos games sempre existe uma vida extra ou um continue. Para mim, essa percepção de vidas vai muito mais além do que isso. Seja em jogos como o clássico Super Mario Bros. ou até mesmo Dark Souls, é possível aprender que a vida tem seus altos e baixos.

A cada nova fase e desafios, mais e mais vidas são perdidas para que você possa progredir. Porém, isso ajuda a perceber que tudo pode ser superado, que você não deve desistir quando obstáculos surgirem na sua frente. Percebemos que, a cada fase da sua vida, as coisas vão se complicando sim, mas não é nada que você não tenha capacidade de superar e conseguir seu sonhado final feliz.

 

4. Toda ação tem uma reação

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Como em todo bom jogo, suas ações sempre trazem algum retorno. Seja errando um pulo, matando NPCs inocentes ou derrotando chefes, sempre existe um “prêmio” ao final das suas ações. Mate gente inocente e seja perseguido e preso pela polícia, derrote um chefão e torna-se mais poderoso.

O mesmo vale para a vida: cada conquista, mal comportamento ou qualquer ação tomada vai sempre ter algum retorno — e apenas você será responsável por essa ação. Seja o retorno positivo ou negativo, fica claro que para cada ação há uma reação. Faça o bem e receba coisas boas, faça o mal e seja recompensado com coisas ruins. Então vamos agir em prol do bem para que o que venha em retorno seja ainda melhor!

 

3. Nem tudo é o que parece

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Ultimamente, os jogos têm contado com tramas cheias de reviravoltas mirabolantes, revelando a verdadeira face de personagens — e às vezes até mesmo grupos e clãs inteiros — passando do papel de vilão para o lado do bem e vice-versa.

A mesma coisa vale para a realidade, já que nem tudo é o que parece. As pessoas podem não ser quem dizem; podem parecer vilões agora e, daqui a pouco, mostram ser verdadeiros heróis. Também pode acontecer de aquele companheiro que você achava ser completamente leal acabar virando a casaca. Esteja sempre preparado, principalmente quando entrar no mercado de trabalho — onde máscaras caem com frequência.

 

2. Paciência

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Fala sério, quem nunca travou em uma fase de algum jogo, seja pela dificuldade, ou seu amigo troll que mais atrapalhava que ajudava no multiplayer? Daí, quando você joga no dia seguinte, por incrível que pareça (e sem explicação racional), você não enfrenta tantas dificuldades para passar da fase.

Paciência realmente é uma virtude. Nem tudo que você quer naquele instante será possível de realizar,muitas vezes vai ser preciso ter tempo, maturidade e até acumulo de experiência para que seja realizada uma tarefa.

 

1. O valor de cada um

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Em jogos como Dark Souls ou até The Legend of Zelda (exceto Zelda II… não é, I AM ERROR?) todos os personagens têm algum propósito na história. Mesmo que não interfiram diretamente na sua jornada, eles estão lá por algum motivo, seja para lhe vender itens ou upgrades, te dar direções ou dicas, ou até mesmo para te atrapalhar, todos possuem um propósito e significado.

Já fora dos games, isso vale para todos nós: todos temos nossas jornadas para trilhar. Podemos nos esbarrar e fazer parte de jornada de outras pessoas e, mesmo que de forma mínima, somos engrenagens que fazem funcionar a grande máquina que são suas aventuras. Todos somos importantes.

 

½. Falar inglês

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Uma coisa é certa: muita gente, assim como eu, aprendeu a ler e formular frases em inglês graças aos videogames. Sou gamer da geração do Super Nintendo e Nintendo 64, época em que diálogos com voz entre os personagens era uma coisa bem rara (se é que existia), então acabei aprendendo diversas palavras e seus significados (graças aos dicionários, nada de Google) jogando videogames.

Porém, por ter pouca ou nenhuma referência sonora para essas palavras, minha pronúncia não era das melhores. Vocabulário dez, pronunciação zero. Ainda assim, saber que consigo me virar na língua inglesa sem muitos problemas graças aos videogames é legal demais.

 

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Sei que é possível aprender muito mais com os games. Mas, como a lista acaba aqui, fica agora sua parte:  você concorda ou não com a minha lista? E o que de importante você aprendeu com os videogames? Deixe sua opinião nos comentários!

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Designer, pós graduado em Gestão da Informação e Business Intelligence, amante da música e pianista, é gamer desde os 4 anos de idade e seu maior sonho sempre foi trabalhar com videogames. Fez parte do portal GameBlast, mas hoje se dedica exclusivamente ao PlayReplay.

Séries

Top 5½ Séries sobre viagem no tempo

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Viajar no tempo é um dos desejos mais antigos, procurados, utópicos e… versáteis (?) da humanidade. Corrigir erros da sua vida? Desfazer guerras e injustiças históricas? Mudar a sua própria vida para ganhar benefícios? Tornar-se adulto para salvar o mundo? Ficar rico com um almanaque de resultados de jogos esportivos? Ir em um restaurante exótico? É, tem muita coisa para fazer!

Mas já que não temos tanto tempo disponível assim, separamos as cinco melhores séries de TV sobre viagens temporais para você assistir e acompanhar — e uma que não consegue ir muito bem nesse quesito. Está pronto para essa viagem pela ficção? Não temos mais um minuto para enrolar nesse Top 5 ½!

5. DC’s Legends of Tomorrow

Quando o futuro do planeta está em perigo, um viajante do tempo volta até 2016 e reúne um time de super-heróis e vilões, cada um com uma especialidade… ou quase isso! Rip Hunter, um Mestre do Tempo desertor, quer evitar que o maléfico e imortal Vandal Savage domine o mundo no futuro.

Após ver sua esposa e filho serem assassinados por Savage, Rip decide viajar até 2016 e reunir uma equipe de heróis e vilões habilidosos e viajar através do tempo para tentar impedir os planos do tirano antes de sua ascensão ao poder. Segundo Rip, mais do que mocinhos ou bandidos, no futuro os membros de seu grupo serão conhecidos como verdadeiras lendas.

Agora, ao lado de Átomo, Canário Branco, Nuclear, Mulher-Gavião, Gavião Negro, Capitão Frio e Onda Térmica, Rip segue os rastros de Savage no passado, presente e futuro da humanidade em aventuras que vão desde lidar com humanos-pássaros-mutantes dos anos 50 até combater robôs gigantes no século 22.

E o melhor de tudo: a série se passa no mesmo universo que The Flash e Arrow, então não é muito raro que personagens dessas séries façam participações especiais. Se você curte histórias de super-heróis e viagens no tempo, dê uma chance para DC’s Legends of Tomorrow!

4. 12 Monkeys

No futuro, a maior parte da humanidade morreu. O motivo: um vírus poderosíssimo foi liberado pelo terrível “Exército dos 12 Macacos” e dizimou mais de 90% da população mundial.

No ano de 2043, uma brilhante cientista chamada Katarina Jones e sua equipe descobrem uma forma de enviar pessoas através do tempo e resolvem tentar a sorte ao mandar James Cole para o passado visando ajudar a doutora Cassandra Railly, uma brilhante virologista, a encontrar uma forma de impedir a liberação do vírus e salvar o futuro dos humanos na Terra dos planos do Exército dos 12 Macacos.

Cheia de reviravoltas, personagens interessantes e com uma trama muito bem construída, 12 Monkeys é baseada no filme homônimo estrelado por Bruce Willis em 1995, mas segue uma linha um pouco diferente. Vale a pena conferir!

3. Quantum Leap

A Organização Mundial de Manipulações no Tempo sempre adverte que toda viagem temporal deve poder responder duas perguntas: “para onde estamos indo?” e “como vamos voltar?”. Felizmente, pra nós, o cientista Sam Beckett não prestou atenção nas recomendações. Ele é o protagonista de Quantum Leap, série americana lançada pela NBC nos anos 90 e que durou interessantes cinco temporadas.

Depois de participar de uma experiência arriscada no projeto científico que pesquisava, Sam incorpora o papel de uma outra pessoa na história a cada salto no tempo e deve cumprir uma “missão”, mudando o curso dos fatos, para continuar viajando. Suas únicas companhias são o super computador Ziggy e Al Calavicci, seu melhor amigo, que aparecem em suas viagens para ajudá-lo a conhecer o seu propósito naquela linha temporal.

Uma ótima pedida para aqueles que não gostam de extraterrestres e/ou coisas fantásticas no meio da história, Quantum Leap revisita muitos momentos e personalidades históricas — de Michael Jackson e Marliyn Monroe a Donald Trump e o assassino de John Kennedy — com muita emoção e personalidade. Com aquele toque clássico dos anos 90 e uma trama interessante, a série tem tudo para conquistar os amantes mais novos de viagem no tempo.

2. Life on Mars

Convenhamos que, para nenhum ser humano normal que viajar no tempo, vai ser fácil aceitar essa condição. Já que, por enquanto, consideramos viagens temporais algo inalcançável pela ciência, não seria incomum pensar que morremos, entramos em um estado de coma ou algo do tipo (não é mesmo, Ash?). Essa dúvida é o ponto-chave da trama de Life on Mars, uma ótima série feita pela BBC entre 2006 e 2007, com apenas duas temporadas.

Tudo gira em torno da figura de Sam Tyler, um detetive que trabalhava na Greater Manchester Police até ser atingido por um carro e, bom, acordar no ano de 1973 para trabalhar, também como detetive, mas agora nos primórdios de seu emprego antigo. Além de ter que enfrentar uma realidade completamente diferente que os anos 70 tinham, Sam tinha a grande missão de entender se ele realmente viajou no tempo ou está em coma, em algum lugar, apenas sonhando tudo.

Mesmo que não tenha chegado forte ao Brasil, Life on Mars fez um grande sucesso mundo afora, chegando a ser regravado nos Estados Unidos, Espanha e Rússia, com personagens e ambientes locais de cada país. Além de uma trilha sonora invejável (o nome da série é uma música de David Bowie, por exemplo), a trama vai te conquistar e, provavelmente, te deixar um pouco mais confuso que o próprio Sam.

1. Doctor Who

Viagens temporais, alienígenas, paradoxos, regenerações, grandes aventuras e uma máquina do tempo que é maior por dentro: essa é a fórmula da “série de ficção científica mais bem sucedida da história”, segundo o Guinness Book. Doctor Who surgiu ainda no longínquo ano de 1963, com a premissa de ser uma série educativa feita pela BBC, mas tornou-se rapidamente um ícone da cultura britânica e um dos maiores clássicos das aventuras pelo espaço-tempo.

Toda a série conta a vida d’O Doutor, um ser da raça dos Senhores do Tempo, que gosta de viajar por aí usando a sua máquina do tempo, a TARDIS, que tem o lado de dentro maior que o de fora e, por uma falha nos seus sistemas, ela tem uma camuflagem de “cabine policial azul dos anos 60”. Além disso, ele assume, de tempos em tempos, novas personalidades (e novos atores), fato chamado de “regeneração”, que revigora a série a cada novo Doutor que aparece.

Ele sempre anda com as suas “companhias”, amigos (quase sempre) humanos, que o acompanha em suas aventuras para salvar momentos históricos, visitar planetas alienígenas e conhecer as raças mais estranhas e perigosas do universo. Estranhas mesmo, eu diria… Afinal, quem diria que os Daleks, os arqui-inimigos dos Senhores do Tempo, pareceriam saleiros gigantes com um desentupidor na cara?

Em mais de 50 anos de série, Doctor Who acumulou cerca de 35 temporadas, um filme e um número enorme de livros, histórias em quadrinhos e audiodramas, mostrando a importância do universo expandido da série, fato que a fez sobreviver por um hiato de 16 anos (de 1989 a 2005, quando voltou a ser produzida). Por isso, seja por onde vai começar, você sempre vai ter uma nova aventura do Doutor para se maravilhar e se emocionar.

½. The Flash

Ainda que não seja exatamente uma série sobre viagens no tempo, este é um tema recorrente em The Flash, e por isso a série do velocista escarlate merece a posição ½ da nossa listinha.

Devido à sua capacidade de correr a altíssimas velocidades, Barry Allen, um cientista forense que recebeu super-poderes após ser atingido por um raio durante a explosão de um acelerador de partículas, utiliza suas habilidades para salvar pessoas e fazer o bem. O lance é que, às vezes, Barry corre tão rápido que quebra a barreira do espaço-tempo e vai parar não apenas no passado ou futuro, mas até mesmo em outras dimensões.

Quando viajando no tempo, Barry precisa evitar ao máximo modificar toda e qualquer coisa sob o risco de mudar o futuro como o conhecia, mas isso não é exatamente uma tarefa fácil para alguém cuja vida muitas vezes é extremamente dramática: além do trauma de, quando criança, ter presenciado o assassinato de sua mãe pelas mãos de um velocista maléfico, por vezes Barry é testemunha da morte de seus amigos ou da vitória de seus inimigos — e aí “não voltar no tempo e mudar tudo” deixar de ser uma opção.

São justamente os episódios de viagem no tempo que muitas vezes se destacam durante a série, que recentemente chegou ao final de sua segunda temporada.

Colaborou: Rodrigo Estevam

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Cinema

Top 5½ filmes de terror para ver nesta noite de sexta-feira 13

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Sexta-feira 13. Dia de terror, sustos e tudo o que de ruim (mas que no final é muito bom). Dia de não cruzar o caminho de gato preto e nem passar debaixo de escada. Já a noite, ahhh, a noite. A noite é de assistir aquele filme de terror de arrepiar cada pelo do corpo.

Por isso, listamos cinco sugestões de filmes pra você assistir nesta noite de sexta-feira 13.

 

5- Eraserhead (1977)

Lançado nos cinemas norte-americanos em 1977, Eraserhead é um dos grandes títulos no currículo de David Lynch, o icônico diretor responsável por Twin Peaks, série de TV de sucesso nos Estados Unidos e no mundo. Trata-se de um filme de terror surreal, no melhor estilo do famoso diretor.

Eraserhead conta a história de Henry Spencer, um cara normal que precisa lidar com a pressão do trabalho, com a namorada irritadiça, com o choro incessante de seu recém-nascido filho mutante… sim, mutante. No final das contas, para Henry, aguentar a própria rotina se torna uma questão de sobrevivência. Tá esperando o que pra assistir?

 

4- Uma Noite Alucinante (The Evil Dead, 1981)

Se o seu lance é uma pegada um pouco mais leve e fantasiosa, talvez essa seja a melhor opção. The Evil Dead, um dos maiores clássicos do gênero, conta a história de cinco amigos que vão passar um final de semana em uma cabana na floresta.

O problema é que ali, com eles, se encontra o Livro dos Mortos, encadernado em pele humana e tudo. E graças ao livro, uma entidade maligna começa a assombrar o grupo, que logo se vê no maior perigo de suas vidas.

Além da trama simples, mas potencialmente assustadora, se você quer mais um motivo para assistir a The Evil Dead essa noite, aqui vai: Bruce Campbell interpreta Ash, o protagonista da série. Groovy!

 

3- Invocação do Mal (The Conjuring, 2013)

Pra quem curte filmes de terror baseados em fatos reais, que tal ficar com Invocação do Mal? O filme conta a história de Ed e Lorraine Warren, uma dupla de médiuns conhecidos mundialmente, que são convocados para ajudar uma família assombrada por forças sobrenaturais.

O filme é genuinamente assustador, com cenas com potencial pra te deixar sentando na pontinha da poltrona de tanta ansiedade angústia. E o conjunto da obra deu tão certo que sua continuação, Invocação do Mal 2, chega aos cinemas em junho deste ano com a promessa de mais cenas assustadoras.

 

2- O Exorcista (The Exorcist, 1973)

Baseado no livro homônimo, O Exorcista conta a história de Regan MacNeil, uma menininha de 12 anos que começou a sofrer convulsões e teve uma repentina mudança de comportamento. Mas seus pais começam a ficar preocupados de verdade quando a menina começa a exibir poderes sobrenaturais. E sua voz muda, ficando muito grave. E ela começa a praguejar e blasfemar.

Assim que seus pais percebem não se tratar de um efeito da puberdade, entra em ação o padre Karras, que também é psicólogo. E aí, meus amigos e amigas, o filme fica cada vez mais assustador, tenso e todos os adjetivos semelhantes que você conseguir imaginar.

Por que você deve assistir? Bom, o filme saiu em 1973 mas eu tinha tanto medo que só finalmente topei assisti-lo completo em 2004. E quase me borrei de medo enquanto assistia. É motivo o suficiente?

 

1- A Bruxa (The Witch, 2015)

No século XVII, nos EUA, uma família de colonos ingleses se estabelece em Nova Inglaterra. Banidos do lugar de onde moravam, o casal e seus filhos pequenos se vê obrigado a ir viver isoladamente no interior.

Até aí, tudo bem. O problema real começa mesmo quando o bebê da família desaparece, e vários outros acontecimentos dão indícios de algo muito errado está rolando por ali. Ao que tudo indica, uma presença maligna está rondando a família.

Quer sentir aquele gostinho de medo, de pavor, de claustrofobia? Quer sentir a aflição de não saber o que está acontecendo, de temer pela segurança daquela família? Então assista A Bruxa.

 

0,5- Sexta-Feira 13 (Friday the 13th, 1980)

O que seria deste dia sem o clássico Sexta-Feira 13? Se o que procura é mesmo uma legítima experiência de sexta-feira 13, então assista logo ao filme original ou escolha logo um dos outros 11 filmes da série e curta a noite com o famoso maníaco, vilão e assassino Jason Voorhees!

Colaborou: Luciana Anselmo

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Top 5½

Top 5 ½ : Os maiores clichês dos jogos de luta

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Essa semana a Capcom resolveu dar uma forcinha para a nossa série sobre clichês dos jogos, o que é muito bom! Vocês já viram o traje alternativo da Laura, de Street Fighter V? Pois é, deu o que falar por toda a internet e dividiu opiniões: há quem ache inovador e corajoso, enquanto outros vociferam se tratar da banalização da mulher.

Sem entrar no mérito da questão, a verdade é que a fama dos jogos de luta se deve, em partes, aos estereotipos e arquétipos de personagens. O carateca protagonista, o melhor amigo e rival, a musa… Nada aqui é mera coincidência, tudo é criado de forma bastante estratégica para tirar vantagem do sucesso de outras mídias, ou até mesmo para tentar cativar o público de uma região específica.

Dando continuidade a nossa série de clichês do universo dos jogos, essa semana vamos falar dos jogos de luta. Ready? GO!

 

5. Sem a musa não tem graça

O que seria de Street Fighter sem a Chun-Li, ou de Fatal Fury sem a Mai Shiranui? E Tekken sem a Nina Williams?

Não importa o que você faça, se você quer ter uma franquia de jogo de luta de sucesso, melhor arranjar um espacinho para uma musa no seu elenco. Ou muitas musas, como é o caso de The King of Fighters.

Veja também:
Retrô: The King of Fighters 94 trouxe inovações ao gênero dos jogos de luta

 

Se no começo da história do gênero elas estavam lá para agradar a molecada, hoje a conversa é diferente e as mulheres são vitais também para cativar o público feminino, responsável por quase 50% das vendas de jogos eletrônicos nos principais mercados mundiais. Aqui no PlayReplay, por exemplo, já estamos quase empatados! É o Girl Power!

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4. Saindo um personagem brasileiro no capricho!

Quando foi anunciado que haveria um personagem brasileiro no elenco de Street Fighter V, logo pensamos que seria o retorno de Blanka. Expoente máximo do HUE-BR em jogos de luta, nosso camarada esverdeado foi o precursor de uma leva de personagens brasileiros.

Hoje em dia é praticamente uma convenção ter um personagem brasileiro. E se no passado a máxima era ser monstruoso, vide o próprio Blanka ou o tritão Rikuo de Darkstalkers, com o tempo a situação foi melhorando, até chegar ao ponto em que somos representados por Laura Matsuda e Katarina Alves (Tekken 7). Que salto, hein?

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3. Dando a volta ao mundo

Um globo terrestre no meio da tela, cheio de bandeirinhas de diversas nacionalidades. A maioria se divide entre Estados Unidos e Japão, mas sempre dedicando algum espaço a países menores no circuito como o México, China, Rússia e o próprio Brasil.

O mais engraçado é que esses campeonatos não se concentram em um único lugar, mas sim entre vários países. É mais ou menos como imaginar a Copa do Mundo de futebol sem uma sede fixa, com os times viajando feito doidos pra lá e pra cá.

De onde será que o Ryu, que é um andarilho convicto, tira tanta grana pra dar várias voltas ao mundo? Será que o Ken banca o amigo?

 

2. História pra boi dormir

Até o surgimento do modo história de Mortal Kombat (o reboot, não o original), era regra dos jogos de luta ter uma trama frágil e inconsistente. Afinal de contas, quem precisa de um bom motivo pra sair descendo o braço em estranhos ao redor do planeta?

geese-aof2-playreplayA série Marvel Vs., por exemplo, é conhecida por ter finais medíocres, geralmente formados por uma ou duas telas estáticas sem pé e nem cabeça. Já The King of Fighters até tentou inovar e criar arcos de história, mas fez uso de uma grande licença poética para unir personagens de diferentes linhas do tempo em um mesmo jogo. Ryo e Robert, por exemplo, deveriam estar no mínimo grisalhos para participar do KOF, já que a trama de Art of Fighting acontece alguns anos antes dos eventos de Fatal Fury. Lembram do Geese jovem em Art of Fighting 2? Pois é!

 

1. Nada se cria, tudo se copia

Uma outra característica marcante dos jogos de luta está na evolução constante das séries, sempre incorporando os elementos criados pelas empresas adversárias. O sistema de combos, por exemplo, surgiu como um acidente em Street Fighter 2 e acabou sendo incorporado a todos os outros jogos do gênero. O sistema de tag, os especiais, as esquivas e rolamentos, os personagens secretos… Se tudo isso é padronizado hoje em dia, saiba que cada um desses elementos foi o diferencial de um jogo no passado, quando a guerra era muito mais acirrada.

Em alguns casos a cópia excede todos os limites, beirando a cara de pau. Com Fighter’s History (SNES), a Data East chegou a receber um processo por parte da Capcom, sob alegação de plágio de vários personagens de Street Fighter.

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Mortal Kombat também não escapou incólume, já que a sua tecnologia de digitalização e os banhos de sangue eram novidades no mercado. Tattoo Assassins e Way of the Warrior, por exemplo, bem que tentaram reproduzir esse ‘Elemento X’ em seus jogos, mas falharam miseravelmente.

Anos mais tarde foi a vez do próprio time de Mortal Kombat tentar emular um sucesso através dos crossovers. Se Marvel vs Capcom havia sido um grande sucesso, por que não juntar Mortal Kombat e os super heróis da DC em um só título?

 

½. Mas se é pra falar de cópias…

Ainda que haja alguma apropriação de conteúdo por parte das franquias rivais, nada se compara ao que as empresas menores faziam na época do NES e seus clones. Street Fighter IV, que é de 2008, foi lançado quinze anos antes para NES. Como isso é possível?

Street Fighter 4 (sem o algarismo romano) foi lançado em 1993 e contava com apenas meia dúzia de personagens, mas que se transformavam em dez lutadores “distintos”, alterando apenas a paleta de cores. Sem nenhum envolvimento da Capcom, sem nenhuma relação com a série original… apenas apropriação indevida do nome da série.

Veja também:
Carbono-14: 10 games “alternativos” que encheriam Jack Sparrow de orgulho

 

Street Fighter 3 (também para NES) seguia o mesmo esquema, mas com uma cópia mais atrevida, reproduzindo todos os personagens e golpes sem alterar seus nomes originais. Esse aqui até tem o mérito de ter saciado a vontade de jogar da galera que não podia adquirir um console novo, mas de maneira ilegal.

Encerramos por aqui mais um capítulo da nossa série de clichês dos jogos. Não deixe de acompanhar os próximos textos!

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